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Vamos de saia neste inverno?

Nas últimas coleções de inverno as saias midi e longa ganharam espaço, e pelo visto não vão sair de moda tão cedo.Untitled-1

Neste inverno elas aparecem com ares vintage, pregueadas, plissadas, estampadas ou minimalistas, em tecidos finos ou pesados.

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Elas podem ser usadas com saltos mais pesados, tênis ou com modelos de estilo masculino. Aposte na produção, maxicasacos, jaquetas, blusas justas de gola alta, para um look mais clássico use com uma camisa, para um visual mais descontraído um moletom também pode fazer um par perfeito com a saia midi ou longa.

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Para as mais ousadas aposte em um modelo em tecidos mais leves coordenando com uma peça de tricô mais pesado.

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19 e 20.

Amy!

Prestes a completar 10 anos de existência, o álbum Back To Black da cantora Amy Winehouse nos trouxe muitos sucessos, além de mostrar sua verdadeira essência colocando-a nas paradas de sucesso; com uma mistura de soul, jazz e blues.

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No ápice da carreira Amy influenciou artistas musicalmente como Adele, porém também influenciou a moda trazendo novas visões do “velho”.

Londrina, trazia consigo a excentricidade de uma cidade que já abrigou outros ícones de moda marcantes; Gene Simons, Bob Dylan, Dee Snyder, Joey Ramone, etc.

No inicio da carreira Amy apresentava-se de forma simples para a mídia, conforme sua ascensão e o casamento conturbado com Blake sua aparência foi gradualmente transformando-se no que hoje conhecemos.

Com cabelos beehives, olhos com delineador gatinho, vestidos com silhuetas triangulares ou godês, sapatos peep toe, todas características inspiradas nas cantoras de jazz dos anos 50 e 60.

Jean Paul Gaultier em 2012 dedicou sua coleção de alta costura a cantora dando ênfase as suas características mais marcantes.

Amy refletia o que conhecemos como geração Y que ao mesmo tempo que usa a moda mainstream procura se diferenciar inspirando-se nas subculturas revivendo o passado ao seu modo deixando seus looks serem uma extensão de si.

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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1 e 2

 

 

Brechó

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Como todo mundo sabe brechó é aquele lugar onde se compra roupas novas, semi-novas, usadas e qualquer tipo de objeto, qualquer mesmo.

Esse nome é dado graças a um  comerciante chamado Belchior. A loja dele se chamava “Casa de Belchior”, localizada no Rio de Janeiro no final do século XIX, foi a pioneira nesse tipo de negócio e com o passar do tempo através do boca a boca (como a brincadeira do telefone sem fio!hahaha)  passou a se chamar Brechó.sarastro-brecho

Muitas pessoas associam os brechós a coisas velhas e com valores muito baixos, o que não é verdade, existem é claro aquelas tipo bazar onde o intuito é vender tudo para levantar uma grana. Mas os brechós mais procurados possuem até peças de grife e essas lojas se espelham nos brechós de fora do país, onde é possível comprar uma peça de marca por um preço mais acessível do que da loja de origem.

Brechó em Miami
Brechó em Miami

Mas o que anda bombando são os brechós virtuais, em redes sociais. Onde qualquer um pode vender ou trocar peças que enjoou de usar ou que não servem mais. Outra possibilidade para roupas velhas ou que não servem mais é modifica-las através da customização e costura.

Gostou? Vem aprender com a gente!

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Por Crislaine Lima, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 123 e 4.

GOLPE (DE ESTILO) POLÍTICO – A MODA COMO VOZ E FERRAMENTA DE PROTESTO E IGUALDADE.

A luta árdua e diária pela igualdade de gêneros vem sendo batalhada desde a Antiguidade Clássica e como consequência todas as mulheres que tentaram erguer suas vozes e bandeiras durante esse período já que as mesmas era submetidas a submissão e obediência patriarcal somente pelo fato de serem mulheres foram queimadas, decapitadas e torturadas.1

No começo do século XIX, as sufragistas, movimento feminista de mulheres que iam à luta pelo direito do voto, surgem reivindicando a igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres, trazendo-lhes também a cidadania que lhes era proibida por lei.

Como todo prego que se ressalta é martelado, muitas mulheres foram agredidas em suas passeatas, além de serem atingidas por propagandas preconceituosas, cartoons que zombavam de suas aparências e vestimentas, muitas vezes chamando-as de lésbicas, feias e mal-amadas por usarem e reivindicarem o direito de calças e roupas mais confortáveis até então.

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Com tal manifestação da oposição masculina, as mulheres da geração seguinte, para não serem mais julgadas e espancadas pela sua imagem, aparência e roupas masculinizadas, usaram a moda e elegância feminina “apropriada” da época como voz política. Tal elegância e feminilidade trazia o significado da luta em suas cores (verde/green, branco/white e violeta/violet) fazendo analogia ao nome do movimento (Give Women Votes), usavam-nos em joias, broches e faixas para conhecerem-se nas ruas.34

Em 1912 o movimento sufrágio britânico adotou a violência como forma de visibilidade, partindo do preceito de que a guerra é a única linguagem que o homem realmente conhece. Tal feito hospitalizou mais de mil mulheres, e levou outras milhares a serem torturadas em cárcere privado sob escolta do governo.5 6 7

Com o estopim da I Guerra Mundial muitos homens foram convocados aos campos de batalha, enquanto as mulheres os substituíam no mercado de trabalho, uma fresta de direitos em meio ao caos dos deveres.8

E em breve chega aos cinemas o filme “Suffragette” que contará a história do movimento sufragista estadunidense e britânico estrelado por Meryl Streep, Carey Mulligan e Helena Bonham Carter. Fiquemos atentos ao conteúdo, fatos e figurino!9

 

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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2 e Apostila História da Moda.

História da Máquina de Costura

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Desde tempos remotos a costura está presente na humanidade. Em nosso antigo post (clique aqui) contamos não só a história como os primeiros instrumentos que surgiram, a agulha e o dedal. Mas o que queremos saber hoje é: Quem teve a brilhante ideia de inventar a máquina de costura?

FOTO 2Com o passar do tempo, e o aperfeiçoamento das técnicas de costura, nasceu à profissão de costureiro. Até que um homem chamado Charles Weisenthal, em torno de 1755, trabalhou na ideia de uma primeira patente ligada à costura mecânica. Mas em 1790 foi Thomas Saint, quem produziu uma máquina para trabalhos em couro, usada para costurar calçados.

FOTO 3Em 1807, o alfaiate austríaco Josef Madersperger, apresentou seu projeto da sua primeira máquina de costura. Porém, quem conseguiu se dedicar mais a este desenvolvimento em nível industrial de vestuário, foi o francês Barthelemy Thimmonier, em 1830.

Isso deu inicio a costura industrial, o que incomodou bastante os artesãos que não poderiam acompanhar o ritmo das empresas e os levaram a manifestações constantes contra a indústria de roupas, a ponto de destruir e colocar fogo em todas as máquinas.

FOTO 4Porém foi o grande inicio de uma nova era da empresa têxtil, onde a produção foi em massa e também possibilitou a confecção artesanal. Enquanto a maioria usava roupa padronizada, a burguesia queria se distanciar das classes inferiores e optaram por alfaiates em busca de exclusividade no vestuário, surgindo assim o início da alta-costura.

A partir de 1850, o americano Isaac Merrit Singer fez algumas mudanças na máquina de costura, ele se atentou principalmente como a agulha se movia e no pedal. Essa máquina deu início à empresa “Singer”, uma das maiores no mundo. Então foram surgindo as concorrentes com os anos e hoje existem vários tipos de máquinas específicas para cada tipo de costura e que consomem menos energia.

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação Sigbol Fashion

Referências: Manual História da Moda Sigbol Fashion, 123, 4.