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Você sabe como os tecidos são feitos?

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Para saber como os tecidos são feitos, em primeiro lugar é necessário saber o que é fibra têxtil.

Fibra é o material que pode ser transformado em fio, seja ele natural ou sintético, feito por meio de maquinários. Conforme esse material é torcido, ele vai sendo armazenado em bobinas, que depois serão colocadas em um tear que irá entrelaçar os fios e os transformar em tecidos. Ainda existem alguns teares manuais, mas são raros. As grandes fábricas preferem equipamentos modernos e controlados por computador.

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O tecido na verdade não é branquinho de princípio, ele não tem uma cor definida e ainda possui diversas impurezas, como sementes e outros pequenos detritos. Eles precisam ser lavados e completamente descoloridos, submetidos a banhos com uma variedade de produtos que removem componentes naturais das fibras, como óleos e ceras. Só depois disso é que eles ficam prontos para serem tingidos com produtos químicos e enviados aos fabricantes de roupas e produtos têxteis, a não ser que os produtores desejem trabalhar apenas com tecidos totalmente brancos.

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A partir daí, os tecidos chegam até as nossas casas em forma de lençol, cortina, tapete, toalhas e principalmente: Roupas. E apesar das cores e os padrões de todos esses produtos serem ditados pelas tendências, às roupas são as que têm mais influência e são apresentadas durante desfiles, chamando atenção para as modelagens, cores e texturas, mostrando o que vai pegar na próxima estação.

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Por Paola Sanguin, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 12345678910 e 11.

Manual Sigbol Fashion Dicionário da Moda e Apostila de Estilo.

TNT : Tecido não Tecido.

O que é Tecido Não Tecido? Qual a finalidade? Que explosão de dúvidas! Mas nós também temos uma explosão de explicação pra você.

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O TNT na verdade é a sigla para tecido não tecido, é um tecido classificado como um não tecido. É produzido a partir de firas desorientadas que são aglomeradas e fixadas, não passando pelos processos têxteis mais comuns que são fiação e tecelagem (ou malharia).

Alguns pesquisadores, afirmam que o TNT surgiu no Egito, por volta do ano 2400 a.C.. Mas foi na década de 1950 que começaram a ser instaladas as primeiras fábricas de TNT da América do Norte, México e Europa.

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Ele surgiu com a necessidade de simplificar o processo têxtil, desenvolver novos tipos de produtos, reciclar resíduos e fibras têxteis e também uma nova possibilidade de aplicação e desenvolvimento de outras áreas industriais.

Há basicamente dois tipos de TNT, os duráveis e os que não duram, podendo ambos serem produzidos a partir de fibras naturais ou sintéticas.

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Esse tipo de tecido é muito barato, por conta da capacidade produtiva. Sem contar que é muito utilizado em artesanato e decorações de festas em geral, pois pode ser encontrado em diversas cores, fora a facilidade com que pode ser trabalhado. No caso da lã, o TNT produzido chama-se feltro.

Mas existem também outros tipos, como tecidos higiênicos, tecidos hospitalares, geotêxteis, etc. No mundo fashion ele também é muito usado, não só em confecções como também na elaboração de novas criações de estilistas.

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Por Paola Sanguin, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 123456789101112, e Manual Dicionário da Moda Sigbol Fashion.

Renda-se a esta história…

RendaSempre que falamos de renda, nós nos lembramos de romance, delicadeza, casamentos (mimimi). E dependendo da cor, a renda também acaba nos remetendo a sensualidade (uiii) e até mesmo velórios (Tenso)… Mas você sabe quando ela surgiu?

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Pra quem não sabe, a renda é um tecido com padrão de aberturas e desenhos, feito à mão ou à máquina. O seu processo de construção é nada mais que fios que formam nós, mantendo-se unidos entre si. Os modelos mais populares que conhecemos são a renda de bilros (Bélgica) e a de agulha (Itália).foto 3

Foi à rainha Catarina de Médici a primeira a usar a renda na corte francesa. Isso acabou causando um consumo totalmente exagerado, os cofres franceses foram quase esvaziados devido aos custos de importação. Teve até de ser proibida pelo rei da frança, o que causou um caos na época. Até que alguém muito esperto descobriu que era melhor produzir do que importar o produto.

Antigamente, a renda já era usada em adornos de cabeça, babados, aventais e enfeites. Mas apenas no século XIX que foi empregada no vestuário completo e guarda-sóis. Antes disso, ela costumava ser produzida em fios de linho, mas o algodão se tornou mais comum.

brasilNo Brasil, a renda foi trazida pelos portugueses e durante muito tempo eram às freiras que teciam alfaias nos conventos, para os altares das igrejas. Tanto no Brasil como em Portugal, atualmente a renda de bilro é feita por mulheres de pescadores em geral. Esse fato é associado à chegada das rendas pelos litorais e por uma antiga lenda que conta que uma mulher de um pescador pegou uma rede de seu marido e começou a fazer desenhos nela.

foto 4Hoje em dia, nem a alta-costura dispensa o uso de uma bela renda, trazendo todo o glamour e delicadeza de suas roupas, porém existem vários tipos e formas. Claro que a gente vai te contar a diferença, mas isso vai ficar para o próximo post.

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8.

Manual Sigbol Fashion: Dicionário da Moda, Manual Sigbol Fashion: História da Moda, Livro: Tecidos, história das tramas e tipos de usos (2ª edição).

Estampas e Padronagens Famosas

Existe no mercado uma variedade infinita de tecidos, mas os estampados sempre chamam mais a atenção.

Estampa segundo o Dicionário da Moda da Sigbol Fashion é: processo ou reprodução de imagens ou textos, sobre superfícies planas ou curvas, papel, pano, vidro, metal, etc.

Padronagens segundo o Dicionário da Moda da Sigbol Fashion é: obtida através do ligamento, que consiste no modo como o fio de urdume é ligado ou cruzado, com os fios de trama.

Entre estampas e padronagens, existem algumas que conhecemos, compramos há anos e nunca nos preocupamos com seu nome, mas na hora de comprar é difícil fazer o vendedor entender qual tipo que você está atrás.

Vamos citar as mais conhecidas, para que da próxima vez que você for comprar tecido, chegar com o nome certinho da estampa, facilitando a vida do vendedor e a sua.

As padronagens e estampas não são apenas desenhos e entrelaçamentos aleatórios, elas também têm uma história e uma tradição por trás de cada risquinho.

  • Poá

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Ainda é um mistério sua origem, há quem diga que surgiu junto aos imigrantes do leste europeu recém-chegados da América em meados do século XIX, juntos com os imigrantes também veio o ritmo musical polka, que era o sucesso da época, para combinar com seu  ritmo alegre, resolveram fazer uma estampa que remetesse essa alegria da Polka (daí, “polka dots”, que quer dizer Poá em inglês) Outras versões dizem que o criador do Poá foi Walt Disney como popularizador da estampa, ao desenhar a ratinha mais famosa do mundo, Minnie Mouse e sua saia e laço de bolinhas.

  • Xadrez Príncipe de Gales

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Essa padronagem é bem famosa, e ficou conhecida graças ao príncipe de Gales de 1936 Eduardo VII, quando ainda era príncipe de Gales. Antigamente era utilizado mais na moda masculina, mas hoje em dia as mulheres também adotaram esse padrão.

  • Xadrez pied-de-poule/ pied de coq

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Chamada de estampa “pé de galinha” por ser um tipo de xadrez miudinho que se assemelha com as pegadas de uma galinha.

Caso esse xadrez seja maior o nome passa a ser “pied-de-coq (pé de galo)”.

  • Estampa Liberty

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É uma estampa de floral bem miudinha, popularizada e criada por Arthur Liberty da loja “Liberty of London” em meados de 1861.

  • Vichy

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É um xadrez pequeno, com a cor branca e uma segunda cor geralmente puxada para tons pastel, conhecido como o xadrez de toalha de mesa, sim aquelas de piquenique. O nome teve como inspiração a cidade de Vichy na França, famosa pela produção de xadrezes. Esse estilo de xadrez ficou mundialmente famoso quando Brigitte Bardot usou no seu casamento com Jacques Charrier.

  • Xadrez Burberry

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Padronagem tradicional Inglesa, geralmente nas cores bege, vermelho e preto, tem mais de 80 anos de história e surgiu no inicio como forro das capas de chuva da marca Burberry, em 1924, e hoje é usada para várias peças de vestuário inclusive sapatos e bolsas.

  • Estampa Cashmere

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Desenho criado nos altos vales da Caxemira, no Himalaia. Seu nome original, no entanto é “safavidia”, e surge na Pérsia do século XIV, como ornamento, durante a disnastia Safavid (1501-1736), sua forma de semente ou gota era utilizado em composições florais. Os artesãos de lá teciam em teares com 2 ou 3 mil fios de uma lã finíssima, conhecida por cashmere. A padronagem se fez visível e se popularizou nos anos 70 com os hippies.

  • Estampa Tartan

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Sem muitas apresentações é a estampa que caracteriza os escoceses, sua forma de cruzamento pode variar, já que antigamente para cada família nobre do norte das Ilhas Britânicas era criado um padrão de estampa diferente e sua forma de cruzamento remetia a cada clã da época.

  • Chevron: Espinha de Peixe

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Padronagem obtida pela tecelagem de fios de lã, algodão, seda e linho, parecida com forma de letra V, em zig zag, que da a impressão de se tornar uma espinha de peixe.

  • Xadrez Argyll

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Padrão de losango multi coloridos, inspirados no tartã do clã escocês Argyle, antigamente tricotado à mão na Grã-Bretanha. O padrão argyle é frequentemente encontrado em meias, cachecóis e suéteres.

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Por Andreia de Araujo, coordenadora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion

Referencias: 12345678910111213141516171819202122 , 23 e Dicionário da Moda da Sigbol Fashion.

 

Dicas: customização e aproveitamento de tecidos.

Comprou aquela peça há anos atrás e quer reutilizá-la? Confeccionou uma peça e o resultado não ficou legal? Ou quer combinar cores mas não sabe quais e nem como?

Segue abaixo algumas dicas ♥:

dica #1

No caso de peças que foram danificadas pelo mau uso de máquinas como, por exemplo, a overloque, o melhor jeito de disfarçar é a customização, através de aviamentos como rendas, laços, tecidos com estampas diferenciadas, ou até mesmo uma estampa feita á mão.

dica #2

Em peças que foram cortadas sem a margem de costura, não dê o tecido como perdido, basta cortar uma faixa de outro tecido e coloca-lo no lugar da margem que não foi feita. Esse outro tecido pode ser estampado ou de uma cor diferente podendo fazer uma combinação de cores em uma única peça.

  dica #3

Confeccionou uma peça e sobrou retalhos, não jogue fora. Reutilize-os como acessórios. Uma costura e um pouco de criatividade podem ajudar no reaproveitamento de todo o material.

dica #4

Tem uma peça guardada ou já velha e não aguenta mais usá-la, não a jogue fora. O tingimento pode ser uma saída para um novo visual com um custo beneficio baixo. O tingimento com ingredientes naturais como o café, cebola e feijão, valoriza a peça dando um ar mais charmoso além de ser sustentável.

Gostou? Mesmo? Quer mais dicas?

O nosso curso de Customização te ensina tudo isso e muito mais (MUITO! Muito mesmo). Vem com a gente!

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Por, Valdirene Maria professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion.

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