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Roupas reversíveis

Algumas empresas do setor têxtil e de vestuário têm investido em roupas versáteis, no estilo “moda funcional”, são o que chamamos de roupas reversíveis que podem ser utilizadas de várias formas.

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Essa tendência acompanha tempos em que os consumidores, devido as crises financeiras, buscam economizar em roupas, e também, seguem a tendência de confecção de peças com baixo impacto ambiental.2

E ainda existem as roupas conversíveis que se transformam em outras peças, por exemplo, um vestido pode ser transformado em saia, capa, blusa, e até bolsa.

As roupas reversíveis em questão, são peças que podem ser utilizadas dos dois lados, cada qual com superfícies, cores e texturas diferentes.

Tais peças vem ganhando mercado e conquistado cada vez mais consumidores, pois economizam espaço no guarda-roupa, também na mala de viagem e são práticas e atemporais.

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Por Mayara Behlau, professora no Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1 e 2

Precisamos falar sobre Zero Waste!

Um dos principais problemas na indústria de confecção de vestuário é o desperdício, milhões de toneladas de materiais têxteis são rejeitados anualmente. De acordo com o Centro Nacional de Tecnologias Limpas as indústrias de confecção de moda e vestuário “geram desperdícios significativos” de restos de processos de corte proporcionados pelo mau planejamento no processo produtivo. Esse desperdício de tecido causa impactos ambientais relacionados à produção da matéria-prima, como consumo/esgotamento de recursos naturais.

É necessário dentro da própria indústria encontrar meios e soluções para a redução de tais resíduos. Uma das soluções é o design zero waste – processo de produção mais limpa constatando novo olhar sobre a prática do design de moda , que visa à minimização do desperdício já nas fases de criação e modelagem, proporcionando nova abordagem ao desenvolvimento de produtos.

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O design zero waste contesta os parâmetros preestabelecidos de corte e modelagem, exigindo que o designer abandone crenças anteriormente realizadas, a fim de avançar em um novo território. O processo convencional de desenvolvimento de produtos de moda as etapas de criação, modelagem, encaixe, corte e prototipação/costura acontecem separadamente, no design zero waste essas etapas ocorrem simultaneamente de forma interdisciplinar. A criação é realizada diretamente por meio da modelagem.

Assim, designers e modelistas devem trabalhar em conjunto, pois se trata de projetar com moldes, em vez de criar moldes para o projeto. Isso permite alterar o formato dos moldes durante a concepção em busca do melhor encaixe possível, o que exige do designer um novo pensamento e olhar sobre a criação e modelagem.

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Por Mayara Behlau, professora no Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1

A moda DIY como construção do bem social.

Após ver muitas pessoas em situação de rua próximas a sua casa, no Sul da Califórnia, Estados Unidos, a pequena Khloe, de apenas nove anos decidiu que poderia ajudá-las.

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Após conversar com algumas mulheres que viviam nas ruas para saber o que elas realmente precisavam, descobriu a necessidade delas por itens básicos de higiene, como shampoo, sabonete, escova de dente e absorventes.

Com essas informações em mente, Khloe decidiu criar bolsas duráveis e recheá-las com estes produtos essenciais para aquelas mulheres.

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As bolsas são costuradas pela própria Khloe com a ajuda de sua avó e de uma máquina de costura. Depois de prontas, elas são presenteadas para as moradoras de rua da região, buscando melhorar a qualidade de vida destas mulheres.

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Por Mayara Belau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1

Cânhamo na moda

Nos últimos anos percebe se um aumento em marcas que estão utilizando a fibra do cânhamo para desenvolver produtos têxteis, que também são conhecidos por hemp.

As roupas com o selo hemp são associadas a algo alternativo, as marcas utilizam de processos naturais e artesanais para a produção das peças.

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O cânhamo é biodegradável e também uma das mais resistentes entre as fibras têxteis naturais, as peças confeccionadas têm um ótimo isolante térmico, são quentes no inverno e frescas no verão e também bloqueiam os raios ultravioletas de forma mais eficiente.

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A fibra de cânhamo é áspera, mas com os avanços tecnológicos ela passa por processos que a tornaram mais fina e macia, assim se tornou uma nova possibilidade para a indústria da tecelagem.

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A Envio Textiles que fica nos Estados Unidos é uma pioneira em tecidos sustentáveis e importadora de 100 tecidos com cânhamo, muitos deles já são usados por marcas famosas como a Versace e Ralph Lauren.

A indústria têxtil está começando a influenciar na criação de produtos com consciência de sustentabilidade. È um processo lento, mas não é impossível deixar um impacto de positividade através das nossas compras.

Braintree Clothing fundada pelos amigos John e David na Austrália, começou com coleções cápsula feitas com hemp ( Cânhamo), roupas naturais com design bacana. Hoje a marca tem linhas feminina e masculina, com vestidos, moletons, túnicas, jaquetas, camiseta e bermudas.

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A marca Shift Nature trabalha com cânhamo, algodão orgânico,bambu e outras fibras naturais. Confeccionam roupas de cama com design minimalista e oferecem informações de origem e processos sobre as peças compradas.

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14 e 15

Slow Fashion

O fast fashion como conhecemos (aqui e aqui) está com os seus dias contados, ou para os menos radicais, sua demanda tem sido escassa. Como diria Vivienne Westwood compre menos e escolha bem, qualidade é melhor que quantidade.

A indústria da moda está produzindo 52 “micro-estações” por ano. Com as novas tendências que saem a cada semana, o seu objetivo é para que os consumidores comprem tantas roupas quanto possível, o mais rápido possível. Em sua maioria, são confecções que utilizam o trabalho escravo e meios nada sustentáveis, na verdade super poluentes, a fabricação de UMA calça jeans, por exemplo, consome mais de 10 mil litros de água.sobre-slow-fashion

Em contra partida a produção de roupas massivas e de baixa qualidade, há salvação, o movimento slow fashion, (moda lenta) defende a criação de peças atemporais, feitas à mão, com tecidos naturais e duráveis além da produção em baixa escala e em locais que funcionam mais como ateliês do que como indústrias.

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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1