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Sustentabilidade ♥

O tema da atualidade é a sustentabilidade, e nada mais sustentável que saber transformar aquela peça sem gracinha que você tem há anos e está ainda em bom estado certo? Você sabia que dependendo do tecido, você pode usar bordados de pérolas, spikes, recortes de tecidos, etc, e fazer uma peça novinha e exclusiva, e, melhor ainda, com carinha de nova e super estilosa?

foto 1Tome cuidado somente com peças de tecidos mais frágeis, como viscoelastano, viscolinho, flamês, chifon, etc.

Quando falamos de sustentabilidade, o uso de ecobags é uma das formas mais legais e práticas de contribuir com o meio ambiente e diminuir o lixo do planeta. Quando você adquire uma, e ela é a sua cara, é um must! Mas o que fazer quando se ganha uma ecobag de alguma marca ou evento e você não quer fazer propaganda alheia todos os dias por ai? Simples, customizar! Você pode usar apliques de tecidos, em formatos diversos (desenhos, como coraçõezinhos, bolinhas, etc). Com cola universal, cole os apliques, cobrindo a propaganda totalmente. Terminando, faça acabamento com ponto caseado, usando agulha e linha para bordado. Gostou?  Não sabe o que é cola universal nem ponto caseado?

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Assista ao nosso vídeo e curta customização com a gente!

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Por Haranin Julia Maria, professora do núcleo de criação – Sigbol Fashion

Referências: 1, 2.

Pirarucu: dos rios da Amazônia para as passarelas internacionais

Na Amazônia, o desperdício das peles dos pescados após a limpeza dos peixes chega a até 183 mil toneladas anuais, material quem originalmente, era descartado por não servir ao consumo humano. Porém, atentando para esses números, um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (o INPA) conseguiu enxergar a possibilidade de transformar esse resíduo em material consumível e, posteriormente, produto comercializável. Desenvolveram então uma forma de explorar o curtimento do couro de alguns peixes para uso da indústria da moda, na confecção de roupas, bolsas, calçados e acessórios.

FOTO 01O grupo experimentou também trabalhar com peles de peixes regionais maiores, como o pirarucu, entre outros, e conseguiram obter couros diferenciados, resistentes, macios, fáceis de tingir e com texturas exclusivas. Cada peixe tem seu nicho de mercado: o surubim tem manchas e pintas que conseguimos manter no couro, já a pirarara tem um couro tão resistente quanto o do boi e o pirarucu tem uma malha muito diferenciada, resultante do processo adotado para a retirada das escamas.

O primeiro cuidado para conseguir uma pele com tanto aproveitamento foi a mudança da forma de separar as escamas do filé: a maneira tradicional “fere” muito a pele do pescado. No INPA, diversos tipos de corte foram testados e a equipe já ajustou um padrão para cada espécie de peixe. Nos curtumes modernos, os restos de carne e as escamas são retirados da pele com a ajuda de enzimas e com uma sucessão de processos também aperfeiçoados pelo grupo. Alguns estilistas badalados já estão de olho no potencial das peles de peixe no mundo da moda, em razão da exclusividade, novidade e sustentabilidade, pois trabalham com o que, hoje, seria descartado.

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O Pirarucu é um dos maiores peixes do Amazonas, e é popularmente conhecido como ‘’O gigante da Amazônia’’. Sua pele pode ser tingida em diversas cores, tais como bege, bambu, azul jeans, marrom e berinjela. Pode chegar a 3 metros de comprimento e pesar até 300 quilos. Além de pele, as escamas podem produzir diversos acessórios. Seu couro apresenta vantagens em relação ao bovino, por sustentar mais tensão, uma vez que suas fibras são entrelaçadas enquanto as dos bovinos estão dispostas paralelamente. Há seis anos, as escamas do pirarucu também se transformaram em matéria-prima, muitas vezes irreconhecível, para a criação de acessórios usados por muitas mulheres em capitais da moda, como Paris. É a sustentabilidade no Brasil ganhando espaço no exterior.

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Peças produzidas com o couro do Gigante da Amazônia pela grife carioca Osklen:

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Sapatos, vestidos e acessórios:

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Por Natalina Porto da Silva Melo, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8

Curiosidades sobre o Algodão

Não se sabe ao certo quando o homem começou a utilizar o algodão, nem onde. Indícios mostram que o algodão foi usado no Egito, 12 mil anos antes de Cristo, mas foi a Índia que liderou a sua produção antes de 2.500 a.C. Aqui na América do Sul, o cultivo do algodão começou no Peru, onde as roupas eram feitas.

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O algodão se originou da semente de uma planta conhecida por algodoeiro. Seu nascimento funciona assim: a terra recebe a semente, que brota, cresce e dá uma flor que pode ser de várias cores diferentes. Depois vem o fruto, chamado de maçã ou carapulo, que quando está maduro, abre a casca e de lá sai a pluma de algodão, com a qual serão feitos fios para tecer o tecido.
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É uma das principais plantas domesticadas pelo homem e cultivada comercialmente em mais de 65 países. No total, essa fibra representa 40% das vestimentas produzidas no mundo, e aqui no Brasil é utilizada em quase 60% da produção nacional de roupas.
Não é à toa que ele é o tecido mais utilizado para artesanato. Suas principais características são a boa absorção de água, toque macio e agradável, a capacidade de ser tingido com facilidade (assim como a estamparia) e resiste bem às lavagens.
  • COMO SABER QUE COMPREI UM TECIDO 100% ALGODÃO?

O tecido de algodão misturado com sintético barateia o produto, mas muitas lojas vendem os misturados pelo mesmo preço do 100% algodão. Para tirar a prova, pegue um pedacinho de tecido e queime uma pontinha. Se o tecido for 100% algodão você vai sentir um cheiro de jornal queimado e a fumaça será branca, além das cinzas lembrarem papel queimado. (se fizer isso em casa, faça com cuidado, pois o algodão tende a queimar rápido).

  •  POR QUE LAVAR O TECIDO ANTES DE USAR?

Isso deve ser feito para evitar que o tecido encolha, já que o algodão (assim como a lã) tende a encolher com a lavagem. Antes de cortar um tecido de algodão, é essencial que o mesmo seja lavado para eliminar a goma e fazer o encolhimento. Mesmo que ele seja pré-encolhido, é bom garantir para não se deparar com surpresas depois da costura. Pode-se lavá-los tanto à mão quanto na máquina, e deve-se secá-los do mesmo jeito que a roupa será secada depois de pronta. O ideal é já lavar o tecido logo que comprar, para evitar ter que adiar o começo de um projeto por ter esquecido de lavar o tecido previamente.

Antes de o tecido secar completamente, passe-o a ferro da mesma maneira que passa roupas prontas: deslizando o ferro sobre o tecido, fazendo uma leve pressão. Ele desamassa melhor se estiver levemente úmido. Use ferro a vapor ou o conjunto de borrifador de água e ferro seco (que é mais eficaz para desamassar). De maneira alguma corte e costure o tecido amassado, pois quando a roupa for passada para usar, vai esticar e ficar distorcida.

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Por Márcia, professora do núcleo de modelagem da Sigbol Fashion.

Referências: 1

O que é customizar?

É personalizar, adaptar, adequar uma peça e deixá–la única!

Podemos dizer também que a customização contribui para a sustentabilidade e para o anticonsumismo, já que podemos transformar peças esquecidas em nossos guarda-roupas em peças exclusivas e sofisticadas com algumas técnicas e criatividade. Uma oportunidade de gerar e/ou aumentar sua renda, ter sua própria marca, seu próprio negócio.

Se analisarmos a história da humanidade, podemos observar que desde a pré-história, encontramos peças e acessórios customizados:

 

Egito - adornos de cabeça e muita pedraria em suas vestimentas.
Egito – adornos de cabeça e muita pedraria em suas vestimentas.

 

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Grécia – aplicações em roupas, pedrarias, adornos de cabeças.

 

Rococó - aplicações de laços, bordados.
Rococó – aplicações de laços, bordados.

 

Romantismo – Aplicação de bordados.
Romantismo – Aplicação de bordados.

 

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Belle époque – Aplicações de flores.

 

Anos 20 - bordados, aplicações, adornos de cabeça.
Anos 20 – bordados, aplicações, adornos de cabeça.

 

Anos 30 - Bordados e aplicações.
Anos 30 – Bordados e aplicações.

 

Anos 70: Aplicações de tecidos, tye die.
Anos 70: Aplicações de tecidos, tye die.

 

Grandes nomes da moda também customizam suas peças. Vejam:

 

Chanel
Chanel

 

Samuel Cirnansck
Samuel Cirnansck

 

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Por Pri Marx – Professora do núcleo de moda da Sigbol Fashion.

Referências: Acervo pessoal

Materiais alternativos para a produção de vestuário

Se formos pensar, nem sempre a moda muda a sua base, que é a utilização de tecidos para a construção das suas roupas. Ás vezes vemos alguns desfiles usando roupas de papel Jum Nakao, ou então vemos nos desfiles de moda reciclável que tem suas peças desenvolvidas com jornal, sacos plásticos, copos descartáveis entre outros materiais recicláveis.

O que você acha de roupas produzidas com alimentos? Talvez vocês se lembrem do vestido de carne da Lady Gaga, que foi desenvolvido pelo artista e designer Franc Fernandez.

A jovem artista coreana Sung Yeonju desenvolveu a exposição “Weareble Foods” com diversos tipos de alimentos, tal como tomate, banana, repolho roxo, raiz de lótus, rabanete branco, cebolinhas e camarão. Para as pessoas que dirão que é desperdício de comida, podem ficar tranquilas, que em um dos vídeos do making of da produção mostra que não são feitos somente de comida, a grande base da roupa é a comida escaneada, impressa e recortada no formato. Então o desperdício foi reduzido!

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Por Beatriz Rezende Ramos – Núcleo de criação

Referencias: 1 e 2.