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Moda e Sustentabilidade: Uma iniciativa na Farm!

A marca Farm nasceu em uma feira de moda, em um pequeno estande no Rio de Janeiro e logo se tornou uma grande rede de lojas espalhadas no país. Com o slogan “repensar, reduzir, reutilizar e reciclar” a marca carioca se une a Re-Roupa para lutar contra o desperdício.

O projeto focado na sustentabilidade cria novas peças com retalhos e sobras têxteis, investindo assim no upcycling – em resumo a reutilização de uma matéria-prima que era considerada como descarte. A coleção re-FARM conta com 200 peças que já começaram a ser vendidas no dia 06/12 nas lojas da Harmonia (SP), Ipanema (RJ) e no e-ccomerce.

A iniciativa é importante porque vai de encontro com um grande problema na indústria da moda: o desperdício. As grandes empresas não são as únicas responsáveis pelo acúmulo de resíduos no planeta, nos também contribuirmos quando jogamos as roupas fora ou consumimos desenfreadamente. Então, antes de descartarmos, seria interessante pensar para onde vai e como o desperdício nos afetará futuramente. Afinal, não é porque descartamos, que o lixo que produzimos deixa de ser nossa responsabilidade.

Existem muitas opções nos dias de hoje que minimizam esse cenário, como por exemplo, o consumo consciente, o reaproveitamento de peças e inclusive a doação de roupas que não usamos mais. Sabemos que uma pessoa não é capaz de mudar o mundo, mas quando um indivíduo se preocupa em fazer a sua parte, acaba incentivando outros a fazer o mesmo.

Pensando nisso, porque não começamos a reciclar nossas roupas e o lixo que produzimos? Se você não sabe por onde começar, temos uma super dica: o curso de customização da Sigbol Fashion! É um curso no qual transformamos as roupas, que cansamos de usar em um  novo hit da estação! Nele você poderá aprender a reutilizar materiais para repaginar a sua velha camisa ou criar sua própria carteira utilizando como base uma caixa de leite. Ficou interessada? Entre em contato com a unidade mais próxima e confira!

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Por Karine Holzmann, professora do Núcleo de Criação Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3 e 4

Moda e sustentabilidade.

A moda é uma das maiores indústrias do mundo, tando no desenvolvimento de novos empregos e da economia. E também é uma área que consome muitas matérias-primas, água, energia e químicos necessários para o funcionamento deste segmento. O setor têxtil, principalmente o de jeans é um dos mais poluentes, é necessário mudanças para inovar esses processos para não prejudicar o meio ambiente, devido a essa necessidade, surgem novos modelos de negócios de moda que usam maneiras que possibilitam sairmos do convencional, e mostram que é possível diminuir os impactos ambientais com o uso de energia renovável, reutilização de água, reciclagem de matérias-primas, melhores condições para os trabalhadores entre outras coisas.

A marca À La Garçonne, de Fabio Souza e Alexandre Herchcovitch é um exemplo nacional, eles desenvolvem peças únicas a partir do garimpo de roupas prontas, materiais reciclados e tecidos esquecidos. Uma coleção em que a sustentabilidade surge através da criatividade e o design da experiência do estilista.

Outro nome na moda é Paula Raia, ela precisa de mais tempo para produzir suas coleções, já que seus processos são orgânicos e artesanais. Ela desfila apenas uma vez por anos, em sua própria residência, para pouquíssimas pessoas, ela tem uma única loja que recebe novidades em um tempo necessário que não enlouquece suas consumidoras. Suas peças são de uma beleza e riqueza que evidencia uma constante evolução sem muitos exageros.

A estilista Flavia Aranha está no mesmo caminho, ela será a primeira marca de moda no Brasil a ganhar o selo B, dado a somente as empresas sustentáveis, isso não significa que ela fuja da tecnologia, ela foi em busca de artesões pelo Brasil até formar uma rede de colaboradores que envolve 20 microempresas e cooperativas. Todo o processo é artesanal, as encomendas são feitas em pequenos volumes. Flavia produz seu próprio tecido e usa plantas para o tingimento de suas peças.

Aos poucos a moda está espelhando se na nova realidade, onde os profissionais exercem uma grande responsabilidade ao desenvolver os produtos que não prejudicam o meio ambiente. Revisar o atual processo é necessário, e abre espaço para novas ideias de como produzir e consumir moda com consciência ecológica.

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 10

Creative Friday – Reúso/Reutilização

O Creative Friday de hoje tem uma dica pra você: Uma cesta é muito bom, quatro cestas é melhor!

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Cesto fantástico, vire cartola. Faça o plástico, virar bola.

Abracadabra, carrapato, carambola vai…e vira bola e vira pato e
vira carro.

Num papel eu desenhei, eu olhei e não gostei. Mandei pra cesta o meu papel, sabe o que aconteceu? Ele rodou, virou, dobrou, dobrou e foi pro céu…
Painel do reúso
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Reutilizar é a solução, pra acabar de vez com a poluição.
Lata, plástico, papel e vidro cada um tem uma cesta especial. Além de economizar, você pode customizar que vai ficar sensacional.

Moda sustentável e atemporal de Flávia Aranha.

Na última coleção cápsula de Flávia,nomeada de “Enlace”, a estilista mostra os principais ingredientes de sua moda, que tem como foco o design clean e atemporal que evidenciam a qualidade e o processo artesanal dos tingimentos dos linhos, algodões, lãs e sedas. A marca acompanha todo os processos de desenvolvimento dos tecidos, por exemplo na colheita do algodão 50% do que a estilista usa é orgânico. Flávia fez uma parceria com uma cooperativa que tinge e tece todo o algodão que foi utilizado em seis looks da coleção. Daniel Malva fez uma exposição com fotos que registrou todo o trabalho das 14 artesãs, da confecção de tecidos nos teares ao tingimento com pétalas e folhas de rosas.

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Flávia usa a fermentação das folhas e uma planta leguminosa chamada indigosfera da família das anileiras, onde ela extraiu os tons de azul usados nas suas peças. O tom de marrom acinzentado vem das cascas de romã,cozida em panela de ferro. Já o vermelho é conseguido por meio da raíz da ruivinha, ou rubia tinctorium. A estilista usa uma cartela de cores única, uma verdadeira aula de botânica executada numa cozinha, como é chamada a lavanderia para o tingimento natural de suas roupas. Segundo Flávia esses tons não são encontrados no pantone e diz que ela usa esta técnica desde que abriu a marca há sete anos.

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Fazer parcerias com cooperativa não é novidade para a estilista, ao longo de sua carreira viajou pelo Brasil em busca de artesãos, formar uma rede de colaboradores que envolve 20 cooperativas e microempresas.

Hoje são feitas pequenos volumes de peças, por ser todo o processo artesanal. Um dos colaboradores em Pirinópolis ( Goiás), por exemplo, confecciona 15 bolsas de couro de tilápia sem cromo (processo de curtimento que não é tóxico) para a marca. Com o passar dos anos as entregas ganharam agilidade, mesmo sendo confeccionadas no esquema slow fashion total. Flávia conta que antes não podia marcar antecipadamente a data de lançamento de uma coleção porque a encomenda de um tecido ou tingimento poderia demorar mais ou menos seis meses para chegar. Hoje as cooperativas segundo a estilista conseguem entregar em um mês.

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Flávia Aranha será a primeira marca de moda no Brasil a ganhar o selo B, dado a empresas sustentáveis, a estilista segue o pé da letra o conceito de moda sustentável e slow fashion. Mas isso não significa que a marca fuja da tecnologia ou da visão de negócio.

A marca fez parceria com a USP para desenvolver um processo de como aplicar o corante natural em grande escala na sua recém-inaugurada lavanderia industrial, onde ela investiga novas matérias-primas como o látex da Rondônia, material impermeável e biodegradável que ela já usa como uma alternativa ao couro animal e participa anualmente do Green Showroom, evento em Berlim focado em slow fashion. Voltou a exportar depois de alguns anos focada no mercado brasileiro,uma escolha que fez para continuar do tamanho que considera ideal para sua moda. Nos primeiros anos da marca, foi a exportação que a manteve, vendeu para a Alemanha,Áustria, Suíça e japão, mercados que já consumiam, há sete anos, o conceito de moda sustentável e artesanal com shape minimalista.

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Mesmo com a crise atual no Brasil a marca cresceu 36% ano passado. A cartela de clientes é considerável e a maioria vem de outras regiões para adquirir seus produtos. Com o crescimento da marca Flávia vai também produzir uma linha masculina, chamada José. A indústria não está sabendo identificar o desejo do consumidor, segundo a estilista seu cliente quer uma relação mais íntima com a roupa e sabem identificar o que é um algodão puro e não querem comprar poliéster.

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Por Elizangela Gomes, professora no Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 e 11

 

 

 

Sustentabilidade na moda.

Não é de hoje que os designers se preocupam com o meio ambiente, alguns criadores já reutilizaram peças de coleções anteriores para criarem novas coleções.

Em Israel na Shankar College of Engineering and Design, uma formanda talentosa apresentou uma coleção de moda sustentável. Dana Cohen usou resíduos de tecidos velhos e transformou em verdadeiras obras de arte, o ponto principal da coleção foi mostrar que a beleza pode ser criada a partir de algo descartado.

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Suas peças foram feitas através da reciclagem mecânica de roupas velhas que depois de trituradas numa máquina de reciclagem se transformaram num feltro que depois foi prensado, misturando outras fibras de tecidos coloridos.

Malhas tricotadas foram integradas ao novo tecido reciclado, mostrando o resultado da união entre os resíduos do tecido antigo com o novo tecido, que utilizou para criar peças superestilosas e modernas.

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A estilista usou como inspiração uma pintura do artista pop Jackson Pollock, cada combinação de cores de suas roupas fazia referência a uma de suas pinturas. Pollock usa uma técnica para suas obras de gotejamento de tinta que influenciou muito as peças de Dana, que buscou criar uma semelhança nas texturas aleatórias que foram criadas durante todo o processo têxtil.

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A estilista Dana Cohen, foi ganhadora do Prêmio Fini Leitersdorf Excellente Award na categoria criatividade e originalidade em Moda, e o Rozen Award for Design and Sustainable Techonologies em 2015. Dana agora está focada em como poderia encontrar possibilidades dos tecidos feitos de resíduos têxteis reciclados para serem incorporados na produção em série. Em Israel cerca de 17.000 toneladas de tecidos são jogados fora a cada ano, a reutilização dos resíduos como recursos, aliviaria o enorme fardo que a indústria da moda impõe ao meio ambiente.

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O trabalho da estilista também representa a influência do nosso passado em nosso presente. “Cada peça simboliza a possibilidade de criar beleza a partir de algo que pensávamos que já tinha terminado”. Esses são os Designers do futuro, que desenvolvem novas maneiras de criar tecidos e roupas com materiais descartados pela própria indústria da moda.

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 45, 6, 7, 8, 910111213141516171819, 20, 2122 e 23.