Arquivo da tag: sustentabilidade

Creative Friday – Reúso/Reutilização

O Creative Friday de hoje tem uma dica pra você: Uma cesta é muito bom, quatro cestas é melhor!

231b4c9b4095bc3f484327743aec1397347c95ac569846649e6a1797fb41e720_facebook

Cesto fantástico, vire cartola. Faça o plástico, virar bola.

Abracadabra, carrapato, carambola vai…e vira bola e vira pato e
vira carro.

Num papel eu desenhei, eu olhei e não gostei. Mandei pra cesta o meu papel, sabe o que aconteceu? Ele rodou, virou, dobrou, dobrou e foi pro céu…
Painel do reúso
Creative Reuso-Reutilização foto 1 foto 2 foto 3 FullSizeRender
Reutilizar é a solução, pra acabar de vez com a poluição.
Lata, plástico, papel e vidro cada um tem uma cesta especial. Além de economizar, você pode customizar que vai ficar sensacional.

Moda sustentável e atemporal de Flávia Aranha.

Na última coleção cápsula de Flávia,nomeada de “Enlace”, a estilista mostra os principais ingredientes de sua moda, que tem como foco o design clean e atemporal que evidenciam a qualidade e o processo artesanal dos tingimentos dos linhos, algodões, lãs e sedas. A marca acompanha todo os processos de desenvolvimento dos tecidos, por exemplo na colheita do algodão 50% do que a estilista usa é orgânico. Flávia fez uma parceria com uma cooperativa que tinge e tece todo o algodão que foi utilizado em seis looks da coleção. Daniel Malva fez uma exposição com fotos que registrou todo o trabalho das 14 artesãs, da confecção de tecidos nos teares ao tingimento com pétalas e folhas de rosas.

foto 1 foto 2

Flávia usa a fermentação das folhas e uma planta leguminosa chamada indigosfera da família das anileiras, onde ela extraiu os tons de azul usados nas suas peças. O tom de marrom acinzentado vem das cascas de romã,cozida em panela de ferro. Já o vermelho é conseguido por meio da raíz da ruivinha, ou rubia tinctorium. A estilista usa uma cartela de cores única, uma verdadeira aula de botânica executada numa cozinha, como é chamada a lavanderia para o tingimento natural de suas roupas. Segundo Flávia esses tons não são encontrados no pantone e diz que ela usa esta técnica desde que abriu a marca há sete anos.

foto 3

foto 5

 

Fazer parcerias com cooperativa não é novidade para a estilista, ao longo de sua carreira viajou pelo Brasil em busca de artesãos, formar uma rede de colaboradores que envolve 20 cooperativas e microempresas.

Hoje são feitas pequenos volumes de peças, por ser todo o processo artesanal. Um dos colaboradores em Pirinópolis ( Goiás), por exemplo, confecciona 15 bolsas de couro de tilápia sem cromo (processo de curtimento que não é tóxico) para a marca. Com o passar dos anos as entregas ganharam agilidade, mesmo sendo confeccionadas no esquema slow fashion total. Flávia conta que antes não podia marcar antecipadamente a data de lançamento de uma coleção porque a encomenda de um tecido ou tingimento poderia demorar mais ou menos seis meses para chegar. Hoje as cooperativas segundo a estilista conseguem entregar em um mês.

foto 4

Flávia Aranha será a primeira marca de moda no Brasil a ganhar o selo B, dado a empresas sustentáveis, a estilista segue o pé da letra o conceito de moda sustentável e slow fashion. Mas isso não significa que a marca fuja da tecnologia ou da visão de negócio.

A marca fez parceria com a USP para desenvolver um processo de como aplicar o corante natural em grande escala na sua recém-inaugurada lavanderia industrial, onde ela investiga novas matérias-primas como o látex da Rondônia, material impermeável e biodegradável que ela já usa como uma alternativa ao couro animal e participa anualmente do Green Showroom, evento em Berlim focado em slow fashion. Voltou a exportar depois de alguns anos focada no mercado brasileiro,uma escolha que fez para continuar do tamanho que considera ideal para sua moda. Nos primeiros anos da marca, foi a exportação que a manteve, vendeu para a Alemanha,Áustria, Suíça e japão, mercados que já consumiam, há sete anos, o conceito de moda sustentável e artesanal com shape minimalista.

foto 6

foto 7

Mesmo com a crise atual no Brasil a marca cresceu 36% ano passado. A cartela de clientes é considerável e a maioria vem de outras regiões para adquirir seus produtos. Com o crescimento da marca Flávia vai também produzir uma linha masculina, chamada José. A indústria não está sabendo identificar o desejo do consumidor, segundo a estilista seu cliente quer uma relação mais íntima com a roupa e sabem identificar o que é um algodão puro e não querem comprar poliéster.

foto 8

foto 9

*

Por Elizangela Gomes, professora no Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 e 11

 

 

 

Sustentabilidade na moda.

Não é de hoje que os designers se preocupam com o meio ambiente, alguns criadores já reutilizaram peças de coleções anteriores para criarem novas coleções.

Em Israel na Shankar College of Engineering and Design, uma formanda talentosa apresentou uma coleção de moda sustentável. Dana Cohen usou resíduos de tecidos velhos e transformou em verdadeiras obras de arte, o ponto principal da coleção foi mostrar que a beleza pode ser criada a partir de algo descartado.

foto 1

Suas peças foram feitas através da reciclagem mecânica de roupas velhas que depois de trituradas numa máquina de reciclagem se transformaram num feltro que depois foi prensado, misturando outras fibras de tecidos coloridos.

Malhas tricotadas foram integradas ao novo tecido reciclado, mostrando o resultado da união entre os resíduos do tecido antigo com o novo tecido, que utilizou para criar peças superestilosas e modernas.

foto 2 foto 3 foto 4

A estilista usou como inspiração uma pintura do artista pop Jackson Pollock, cada combinação de cores de suas roupas fazia referência a uma de suas pinturas. Pollock usa uma técnica para suas obras de gotejamento de tinta que influenciou muito as peças de Dana, que buscou criar uma semelhança nas texturas aleatórias que foram criadas durante todo o processo têxtil.

foto 5 foto 6 foto 7 foto 8 foto 9 foto 10 foto 11

A estilista Dana Cohen, foi ganhadora do Prêmio Fini Leitersdorf Excellente Award na categoria criatividade e originalidade em Moda, e o Rozen Award for Design and Sustainable Techonologies em 2015. Dana agora está focada em como poderia encontrar possibilidades dos tecidos feitos de resíduos têxteis reciclados para serem incorporados na produção em série. Em Israel cerca de 17.000 toneladas de tecidos são jogados fora a cada ano, a reutilização dos resíduos como recursos, aliviaria o enorme fardo que a indústria da moda impõe ao meio ambiente.

foto 12

O trabalho da estilista também representa a influência do nosso passado em nosso presente. “Cada peça simboliza a possibilidade de criar beleza a partir de algo que pensávamos que já tinha terminado”. Esses são os Designers do futuro, que desenvolvem novas maneiras de criar tecidos e roupas com materiais descartados pela própria indústria da moda.

foto 13foto 14 foto 15 foto 16 foto 17

*

Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 45, 6, 7, 8, 910111213141516171819, 20, 2122 e 23.

Slow Fashion

O fast fashion como conhecemos (aqui e aqui) está com os seus dias contados, ou para os menos radicais, sua demanda tem sido escassa. Como diria Vivienne Westwood compre menos e escolha bem, qualidade é melhor que quantidade.

A indústria da moda está produzindo 52 “micro-estações” por ano. Com as novas tendências que saem a cada semana, o seu objetivo é para que os consumidores comprem tantas roupas quanto possível, o mais rápido possível. Em sua maioria, são confecções que utilizam o trabalho escravo e meios nada sustentáveis, na verdade super poluentes, a fabricação de UMA calça jeans, por exemplo, consome mais de 10 mil litros de água.sobre-slow-fashion

Em contra partida a produção de roupas massivas e de baixa qualidade, há salvação, o movimento slow fashion, (moda lenta) defende a criação de peças atemporais, feitas à mão, com tecidos naturais e duráveis além da produção em baixa escala e em locais que funcionam mais como ateliês do que como indústrias.

*

Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1

Transformando: Jeans!

Cansada de olhar seu guarda roupa e ver as mesmas peças? Transforme tudo, podemos transformar um jeans velho em acessório, mudar tudo e fazer um look exclusivo, faça tudo diferente sem gastar muito.  Veja o que é possível fazer com um jeans velho que não quer mais.

  • Aplicação de renda;

foto1foto3

  • Colares de retalhos;

foto2foto7foto11

 

  • Modificar a peça;

foto4

foto5

  • Reciclar;

foto6

 

  • Transformar a peça;

foto8

  • Pulseira de retalhos;

foto9

  • Montar uma peça utilizando vários retalhos;

foto10

 

Incrível né? Venha conhecer nosso curso de Customização e deixar tudo novo e diferente no seu guarda roupa!

*

Por, Pri Marx professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referência: 12,  345678910 e 11.