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Louboutin apresenta: O luxo dos materiais de descarte

O tema sustentabilidade ainda está em alta no mundo fashion, e para provar que as discussões vem gerando grandes mudanças e repercussão global a marca Christian Louboutin acaba de lançar a nova coleção de inverno 2018 que resgata materiais usados no processo de criação do ateliê.

A coleção “Loubi in Progress” conta com sapatos, bolsas e carteiras lindíssimas feitos com nada menos que plástico, fita métrica, papel kraft entre outros materiais, que em vez de ficarem “escondidos” dentro dos acessórios ganham protagonismo nas peças.

O interessante nessa inciativa é refletirmos que o luxo não necessariamente precisa estar ligado a matéria-prima, afinal quem recusaria um Louboutin mesmo feito com materiais descartáveis?

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Por Karine Holzmann, professora do Núcleo de Criação Sigbol Fashion

Referências: 1

 

Copa do mundo e sustentabilidade fashion

A princípio o título parece estranho, afinal o que sustentabilidade fashion tem a ver com futebol? E quer saber? Tudo! A marca PangeA prova que é possível trazer o simbolismo do jogo para as ruas de maneira sustentável, com nada menos do que bolas de futebol reutilizadas.

A coleção que é um verdadeiro exemplo de sustentabilidade ambiental,  é composta de bolsas, mala de viagem, suspensórios, cinto entre outros. As peças são feitas a mão, dispensando o uso de máquinas de costura,  e valorizam o desgaste original das bolas. É um trabalho minucioso, com a criação de bolsas que podem levar 1520 pontos ou mais para serem concluídas, isso sem levar em conta todo o processo de limpeza, colorização e desconstrução da matéria-prima coletada nos campos de futebol antes da fabricação das peças.

O design único confere um ar retrô aos acessórios em plena euforia da copa . A única pergunta que fica é você usaria uma bolsa “upcycling” para entrar no clima do maior evento de futebol do mundo?

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Por Karine Holzmann, professora do Núcleo de Criação Sigbol Fashion

Referência: 1 e 2

A sustentabilidade na moda

As questões de sustentabilidade social, econômica e ambiental têm ganhado bastante destaque na mídia e a Indústria da Moda.

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Pois na moda há grande consumo de peças, além de promover severa degradação nos rios a partir dos processos de tinturaria nas tecelagens. Hoje os brechós e a customização tornaram-se sinônimo de cool e os processos produtivos, como a tinturaria, estão cada vez mais limpos.

Marcas de moda upcycling transformam tecidos descartados em roupas originais stylo urbano-9

Mas como é possível colaborar com a sustentabilidade?

1. Reduzir – na indústria de confecção e varejo, a meta é reduzir retalhos de tecidos na gestão de resíduos e, para isso, hoje há softwares que otimizam o encaixe na hora do corte minimizando as perdas.

2. Reutilizar e Reciclarcustomização de peças que já foram usadas, isso pode significar o aproveitamento de retalhos para criação de novos modelos. Ou transformar de modo industrial, essa transformação deve ser química (última opção na gestão de um resíduo). Apesar que, hoje já existem processos de reciclagem em larga escala para tecidos sintéticos e naturais.

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Em nosso curso de customização você aprende técnicas básicas para renovar novas peças e até abrir seu próprio negócio.

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, 5.

Moda e Sustentabilidade: Uma iniciativa na Farm!

A marca Farm nasceu em uma feira de moda, em um pequeno estande no Rio de Janeiro e logo se tornou uma grande rede de lojas espalhadas no país. Com o slogan “repensar, reduzir, reutilizar e reciclar” a marca carioca se une a Re-Roupa para lutar contra o desperdício.

O projeto focado na sustentabilidade cria novas peças com retalhos e sobras têxteis, investindo assim no upcycling – em resumo a reutilização de uma matéria-prima que era considerada como descarte. A coleção re-FARM conta com 200 peças que já começaram a ser vendidas no dia 06/12 nas lojas da Harmonia (SP), Ipanema (RJ) e no e-ccomerce.

A iniciativa é importante porque vai de encontro com um grande problema na indústria da moda: o desperdício. As grandes empresas não são as únicas responsáveis pelo acúmulo de resíduos no planeta, nos também contribuirmos quando jogamos as roupas fora ou consumimos desenfreadamente. Então, antes de descartarmos, seria interessante pensar para onde vai e como o desperdício nos afetará futuramente. Afinal, não é porque descartamos, que o lixo que produzimos deixa de ser nossa responsabilidade.

Existem muitas opções nos dias de hoje que minimizam esse cenário, como por exemplo, o consumo consciente, o reaproveitamento de peças e inclusive a doação de roupas que não usamos mais. Sabemos que uma pessoa não é capaz de mudar o mundo, mas quando um indivíduo se preocupa em fazer a sua parte, acaba incentivando outros a fazer o mesmo.

Pensando nisso, porque não começamos a reciclar nossas roupas e o lixo que produzimos? Se você não sabe por onde começar, temos uma super dica: o curso de customização da Sigbol Fashion! É um curso no qual transformamos as roupas, que cansamos de usar em um  novo hit da estação! Nele você poderá aprender a reutilizar materiais para repaginar a sua velha camisa ou criar sua própria carteira utilizando como base uma caixa de leite. Ficou interessada? Entre em contato com a unidade mais próxima e confira!

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Por Karine Holzmann, professora do Núcleo de Criação Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3 e 4

Moda e sustentabilidade.

A moda é uma das maiores indústrias do mundo, tando no desenvolvimento de novos empregos e da economia. E também é uma área que consome muitas matérias-primas, água, energia e químicos necessários para o funcionamento deste segmento. O setor têxtil, principalmente o de jeans é um dos mais poluentes, é necessário mudanças para inovar esses processos para não prejudicar o meio ambiente, devido a essa necessidade, surgem novos modelos de negócios de moda que usam maneiras que possibilitam sairmos do convencional, e mostram que é possível diminuir os impactos ambientais com o uso de energia renovável, reutilização de água, reciclagem de matérias-primas, melhores condições para os trabalhadores entre outras coisas.

A marca À La Garçonne, de Fabio Souza e Alexandre Herchcovitch é um exemplo nacional, eles desenvolvem peças únicas a partir do garimpo de roupas prontas, materiais reciclados e tecidos esquecidos. Uma coleção em que a sustentabilidade surge através da criatividade e o design da experiência do estilista.

Outro nome na moda é Paula Raia, ela precisa de mais tempo para produzir suas coleções, já que seus processos são orgânicos e artesanais. Ela desfila apenas uma vez por anos, em sua própria residência, para pouquíssimas pessoas, ela tem uma única loja que recebe novidades em um tempo necessário que não enlouquece suas consumidoras. Suas peças são de uma beleza e riqueza que evidencia uma constante evolução sem muitos exageros.

A estilista Flavia Aranha está no mesmo caminho, ela será a primeira marca de moda no Brasil a ganhar o selo B, dado a somente as empresas sustentáveis, isso não significa que ela fuja da tecnologia, ela foi em busca de artesões pelo Brasil até formar uma rede de colaboradores que envolve 20 microempresas e cooperativas. Todo o processo é artesanal, as encomendas são feitas em pequenos volumes. Flavia produz seu próprio tecido e usa plantas para o tingimento de suas peças.

Aos poucos a moda está espelhando se na nova realidade, onde os profissionais exercem uma grande responsabilidade ao desenvolver os produtos que não prejudicam o meio ambiente. Revisar o atual processo é necessário, e abre espaço para novas ideias de como produzir e consumir moda com consciência ecológica.

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 10