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O retorno de Amir Slama ao mundo da moda

Amir Slama para quem não conhece antes de trabalhar com moda, foi professor de história e também fazia planos de dedicar-se às pesquisas históricas.

Somente entrou para o mundo da moda, quando seu pai adoeceu, deixando para Amir uma confecção de roupas esportivas. Foi então que colocou a mão na massa. Na época era uma marca desconhecida. Para conseguir vender, sua equipe visitava as academias para oferecer seus produtos esportivos.

Em 1993 Amir Slama percebeu que faltava mais incentivo, assim nasceu a marca Rosa Chá, criando um estilo próprio de beachwear e estilo de vida, com saídas de banho, roupas e acessórios e suas campanhas estreladas por super modelos. Mesmo o Brasil sendo um país tropical percebeu que o beachwear não tinha bossa como ele esperava. foto 1 foto 2 foto 3 foto 4 foto 5 foto 6

Infelizmente em 2009, o criador se desliga da marca Rosa Chá, mas Amir não perdeu tempo e se reinventou. Não deixou a peteca cair e abriu a marca Amir Slama, hoje tem dois pontos de venda e com força total desfilou na última semana de moda do SPFW.

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Com esse tempo afastado do mundo da moda, percebeu ao olhar o mercado de outro ângulo, que o consumidor foi ganhando mais espaço e os estilistas devem sempre ficar atentos aos anseios e desejos, permitindo a customização, a maioria dos clientes querem produtos exclusivos.

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1234, 5, 6, 7 e 8.

Desfile de Samuel Cirnansck no SPFW N41

A 41° edição do SPFW estava recheada de peças em exposição com o tema “feito à mão”.

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Logo na entrada do evento nos deparamos com peças maravilhosas, que mostram o quanto é importante valorizamos produtos produzidos manualmente, essas peças carregam um pouco do DNA brasileiro, que estão presente em várias marcas desta temporada.

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O Lounge da editora Caras estava no espírito eco fashion para receber seus convidados.

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Outra exposição que encheu de brilho os olhos dos visitantes, foram as peças de um concurso de joias , O Auditions Brasil promovido pela mineiradora AngloGold Ashanti. As peças em exposição são dos finalistas e vencedores da edição 2015. O estilista Fause Haten assina a direção criativa da premiação e da mostra. “Recombinações” foi o tema, que buscou unir ideias e elementos diferentes, perpetuando a lógica da inovação que move o concurso. Entre as 17 joias de finalistas, o público pode prestigiar as quatro peças vencedoras, criadas pelas designers Adriana Oliveira que ficou em primeiro lugar, Flavia Rigoni (2°Lugar), Camila Schmitt (3° lugar) e Isabelle Kowalski (4° lugar). As joias adornam os vestidos criados por Fause Haten feitos exclusivamente para a exposição.

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No dia 27 de abril profissionais do núcleo de moda da escola Sigbol foram prestigiar o desfile do designer Samuel Cirnansck, que apresentou uma coleção dos sonhos, uma moda sofisticada decorada na medida certa.

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Sua coleção apresentou ricos bordados, tecidos nobres, brocados, muitas flores e fitas. Samuel misturou o glamour dos seus vestidos a correntes e cadeados, dando um toque de rebeldia. Algumas modelos desfilaram com as mão amarradas com uma fita de cetim preta, segurando uma rosa.

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As modelos flutuavam com os esvoaçantes tecidos, os vestidos longos tinham modelagem estilo sereia com bordados pequenos e delicados os outros modelos eram mais curtos e elegantes. Mas o que chamou mais a atenção foram as aplicações de flores que apareciam nos vestidos e nos cabelos.

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Boa parte da cartela de cor era nude, o preto e o vermelho apareceram timidamente em algumas peças e entre alguns detalhes.

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A atriz Lucy Ramos deu um show de beleza no desfile de Samuel Cirnasck.

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Por, Elisangela Gomes professora do Núcleo de Criação e Marjorie Campos professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 23456 e 7.

Cotton Project, sua estreia no SPFW

O evento mais esperado do semestre está por vir, cheio de novidades, novos nomes vão ser os destaques do SPFW.

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Aos 30 anos Rafael Varandas lidera a Cotton Project, marca paulistana que tem como foco produtos básicos com uma pegada twist fashion com referências do surf e do skate. A marca nasceu em 2008, mas oficialmente foi lançada no verão 2012.

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Rafael diz que a maioria das peças que vão para o desfile do SPFW vão para a loja. Segundo o designer os produtos são comerciais, e a estratégia é mais ligada a uma imagem legal para a marca do que o lucro vindo da venda das peças. O designer está sempre aberto às parcerias com marcas menores ou maiores.

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A marca nasceu depois de uma viagem que Rafael fez para a Califórnia, com sociedade com o Acácio Mendes.

No início produzia camisetas e bermudas, hoje o carro chefe da marca são jaquetas estilosas com uma pegada minimalista e vintage.

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Segundo Rafael “para a casa dos criadores desenvolveu uma coleção mais leve, o SPFW é uma evolução, com certeza, tem uma pressão maior, principalmente pela falta de pretensão em ser uma grife de alta moda”. Mas Rafael e Acácio estão muito animados em fazer parte do calendário de moda.

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16 e 17

Estilistas Brasileiros – Renato Loureiro.

Imagem muro aécio 157De origem mineira Renato Loureiro, filho de mãe costureira, professor, administrador e estilista, iniciou sua carreira em Belo Horizonte, participava do Grupo Mineiro de Moda nos anos 70.

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Mabel Magalhães, Allegra, Art Man, Bárbara Bela, Comédia, Eliana Queiróz, Frizon (Claúdia Mourão e Mônica Torres), Patachou, Renato Loureiro e Sônia Pinto, integrantes da Associação.
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GMM – Grupo Mineiro de Moda.

O estilista traz em seus trabalhos os elementos de sua região como, por exemplo, o artesanato.

Renato Loureiro produz para o público feminino, e se manteve presente no São Paulo Fashion Week desde o início quando o evento foi lançado.

Atualmente mantém um ateliê na capital mineira e tem peças em 150 multimarcas brasileiras.

Segue dois de seus desfiles:

SPFW Inverno 2004 – Renato Loureiro
Peças no estilo montaria com tecidos trabalhados, pêlo e tricot. Surpreendeu a todos ao usar dois cavalos para abrir e fechar o desfile.6
Sao Paulo, Brasil Ð 28/01/2004 - Desfile de Renato Loureiro durante o S‹o Paulo Fashion Week - Inverno 2004. Foto : Agncia Fotosite
Desfile de Renato Loureiro durante o S‹o Paulo Fashion Week – Inverno 2004. Foto : Agncia Fotosite
Sao Paulo, Brasil Ð 28/01/2004 - Desfile de Renato Loureiro durante o S‹o Paulo Fashion Week - Inverno 2004. Foto : Agncia Fotosite
Desfile de Renato Loureiro durante o S‹o Paulo Fashion Week – Inverno 2004. Foto : Agncia Fotosite
Sao Paulo, Brasil Ð 28/01/2004 - Desfile de Renato Loureiro durante o S‹o Paulo Fashion Week - Inverno 2004. Foto : Agncia Fotosite
Desfile de Renato Loureiro durante o S‹o Paulo Fashion Week – Inverno 2004. Foto : Agncia Fotosite
Sao Paulo, Brasil Ð 28/01/2004 - Desfile de Renato Loureiro durante o S‹o Paulo Fashion Week - Inverno 2004. Foto : Agncia Fotosite
Desfile de Renato Loureiro durante o S‹o Paulo Fashion Week – Inverno 2004. Foto : Agncia Fotosite

Sao Paulo, Brasil Ð 28/01/2004 - Desfile de Renato Loureiro durante o S‹o Paulo Fashion Week - Inverno 2004. Foto : Agncia Fotosite

 SPFW Inverno 2005 – Renato Loureiro
Tema: Escadas.
Listras, trabalhos artesanais como fuxico e tricot são frequentes em suas criações.
Sao Paulo, Brasil Ð 25/01/2005 - Desfile de Renato Loureiro durante o S‹o Paulo Fashion Week - Inverno 2005. Foto : Maria Valentino / Agncia Fotosite
Desfile de Renato Loureiro durante o S‹o Paulo Fashion Week – Inverno 2005. Foto : Maria Valentino / Agncia Fotosite
Sao Paulo, Brasil Ð 25/01/2005 - Desfile de Renato Loureiro durante o S‹o Paulo Fashion Week - Inverno 2005. Foto : Maria Valentino / Agncia Fotosite
Desfile de Renato Loureiro durante o S‹o Paulo Fashion Week – Inverno 2005. Foto : Maria Valentino / Agncia Fotosite
Sao Paulo, Brasil Ð 25/01/2005 - Desfile de Renato Loureiro durante o S‹o Paulo Fashion Week - Inverno 2005. Foto : Maria Valentino / Agncia Fotosite
Desfile de Renato Loureiro durante o S‹o Paulo Fashion Week – Inverno 2005. Foto : Maria Valentino / Agncia Fotosite
Sao Paulo, Brasil Ð 25/01/2005 - Desfile de Renato Loureiro durante o S‹o Paulo Fashion Week - Inverno 2005. Foto : Maria Valentino / Agncia Fotosite
Desfile de Renato Loureiro durante o S‹o Paulo Fashion Week – Inverno 2005. Foto : Maria Valentino / Agncia Fotosite
Sao Paulo, Brasil Ð 25/01/2005 - Desfile de Renato Loureiro durante o S‹o Paulo Fashion Week - Inverno 2005. Foto : Maria Valentino / Agncia Fotosite
Desfile de Renato Loureiro durante o S‹o Paulo Fashion Week – Inverno 2005. Foto : Maria Valentino / Agncia Fotosite
Sao Paulo, Brasil Ð 25/01/2005 - Desfile de Renato Loureiro durante o S‹o Paulo Fashion Week - Inverno 2005. Foto : Maria Valentino / Agncia Fotosite
Desfile de Renato Loureiro durante o S‹o Paulo Fashion Week – Inverno 2005. Foto : Maria Valentino / Agncia Fotosite
Sao Paulo, Brasil Ð 25/01/2005 - Desfile de Renato Loureiro durante o S‹o Paulo Fashion Week - Inverno 2005. Foto : Maria Valentino / Agncia Fotosite
Desfile de Renato Loureiro durante o S‹o Paulo Fashion Week – Inverno 2005. Foto : Maria Valentino / Agncia Fotosite

 

“A função do styling é enxergar como fica todo o universo de cores. O estilista viaja de uma forma diferente.” — Renato Loureiro
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Por Crislaine Lima, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.
Referências: 1234 e 5.

Mudanças no mundo da Moda.

PAINEL - MUDANÇAS NO MUNDO DA MODA

Com o nascimento de uma nova geração de consumidores que cresceu com o imediatismo das redes sociais, aconteceram várias mudanças principalmente no mundo da moda. Hoje temos acesso  aos desfiles, que antes eram só para profissionais da área. Podemos saber antecipadamente o que entrará  na moda na próxima estação, tudo ao vivo.

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O consumidor assiste tudo por um smartphone, tablet ou notebook e acaba não entendendo o conceito das coleções e porque precisa esperar seis meses para consumir os produtos que ele amou.

A internet possibilitou o acesso rápido, à ingressos, produtos de moda, comida, viagem, tudo muito rápido, mas acabou gerando uma necessidade enorme de novidades o tempo todo.

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Mas o cliente não consegue entender o motivo das peças dos desfiles serem diferentes dos que estão na loja e o porquê da demora pra ele poder consumi-los. Deixando este atual sistema fora de uso.

Hoje os desfiles são muito importantes, funcionam como uma ferramenta de comunicação, mas precisamos de mudanças para os designers conseguirem melhores retornos de seus altos investimentos.

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No ano passado o CFDA debateu sobre o formato atual dos calendários de moda. O papel do desfile é seduzir a mídia especializada e também o consumidor, mas os produtos só chegam nas lojas seis meses depois. Com isso o desejo já dispersou, perdendo o interesse por aquela peça desejada. Todo o trabalho e investimento para despertar o desejo de consumo se perdeu e precisa se afirmar com campanhas e ações de varejo para que o público se lembre daquele produto e assim possa comprá-lo.

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A moda precisa se mover na mesma velocidade das necessidades e comportamento do consumidor e não pode se prender  a um sistema que não está funcionado mais.

Algumas marcas em Nova York estão  avaliando se vão apresentar o verão no verão e o inverno no inverno, já em Londres algumas marcas estão se ajustando a esta mudança, as roupas do desfile estarão nas lojas da marca após a apresentação.

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Esta novidade já esta causando impacto na moda, algumas marcas parisienses vão desfilar em janeiro feminino com masculino antes das marcas do prêt-à-porter que só desfilam em março, vão desenvolver num intervalo de 2 meses uma nova coleção e vendê-las imediatamente.

Certamente a mudança terá um impacto na indústria, especialmente a cadeia de compradores e fornecedores. A Burberry deixará de denominar suas coleções como inverno e verão, porque como uma marca global isso não faz mais sentido.

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Para o diretor da SPFW, Paulo Borges essa nomenclatura já perdeu o sentido, principalmente com as mudanças sofridas com a globalização, e com estações cada vez menos definidas perdeu o sentido falarmos verão ou inverno.

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Idealizador e diretor criativo do São Paulo Fashion Week, Paulo Borges.

As grandes marcas como Burberry, Gucci e Chanel usam seus desfiles também como ferramentas milionárias de marketing e negócios. As grifes conceituais e menores, não podem se distanciar do que as tornou relevantes: a criação original.foto 8

Models present creations for fashion house Gucci during the Men Fall - Winter 2016 / 2017 collection shows at the Milan's Fashion Week on January 18, 2016 in Milan. AFP PHOTO / GIUSEPPE CACACE / AFP / GIUSEPPE CACACE (Photo credit should read GIUSEPPE CACACE/AFP/Getty Images)

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Essas novas mudanças no calendário de moda passam a ocorrer a partir de setembro deste ano, iniciando por Nova York.

No Brasil, devido à adequação do calendário de moda à realidade atual do consumidor e do mercado, o SPFW será a primeira semana de moda a oficializar essa mudança aproximando o desfile do varejo. Pois o desfile nada mais é do que um instrumento para se chegar  ao  consumidor final.

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Em 2017, os desfiles do SPFW acontecerão no final de fevereiro e julho/agosto, ajustados às datas de lançamentos das coleções nas lojas. Segundo Paulo Borges, diz que algumas marcas já estão se adequando a essas mudanças.

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Na próxima temporada que começa dia 25 de abril de 2016, já acontece o abandono da nomenclatura Inverno/Verão, que por muito tempo acompanha as semanas de moda. Segundo Paulo Borges “não faz mais sentido, somos um país que não tem mudanças rígidas de estação.”

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Em novembro, mais próximo da mudança geral, o SPFW será hibrido nesse sentido, porque é uma construção de um processo adiante. E Paulo Borges argumenta, “o estilista não cria para ele, e sim para o consumidor. Este quer ver o novo e consumir rápido. É esse ajuste que vai se dar a partir de agora”.

Com esses ajustes, a moda vai começar a trabalhar em ciclos mais curtos e conseguir saciar a ansiedade em ter desfile, showroom e, sempre correr atrás de novidades para alimentar o consumidor.

Paulo Borges completa, “que todas essas mudanças que estão acontecendo no mundo da moda são benéficas para o Brasil, como somos mais jovens, com um mercado em construção.”

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 12345, 6789101112131451617 e 18.