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15º Concurso Sigbol História da Moda: “Festas Populares”

História da ModaA dimensão da história nos envolve globalmente, independente de etnias. Passamos por diversas tradições e origens de cada continente para festejar as diferenças culturais. Do folclore às comidas típicas e suas músicas, aos rituais sagrados e místicos, celebrando a diferença comportamental da população e suas crenças, passadas de geração à geração.

São as ‘Festas Populares’ de todo o mundo que queremos mostrar nesta 15 a edição do Concurso Sigbol História da Moda. Independentemente das origens ou culturas; são elas que agora servem de tema para a pesquisa dos alunos na criação dos trajes em miniatura vestidos em bonecas, do tipo “Susi, Barbie, Bob ou Ken”, que serão apresentadas ao público em exposições externas itinerantes.

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Para participar, os alunos interessados da área de moda poderão imprimir o regulamento e a ficha de inscrição pelo site www.sigbol.com.br e seguir as três etapas propostas — inscrição, entrega da pesquisa e entrega do trabalho final. A seleção levará em conta além dos quesitos execução, criatividade e pesquisa, as normas constantes no regulamento.

Os trabalhos participantes ficarão à disposição da escola durante o período de um ano para a perspectiva de olhares curiosos. O calendário das exposições pode ser acompanhado pelo site da Sigbol.

Venha você também fazer parte dessa história! O mundo está em suas mãos…

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Estilistas Brasileiros: Zuzu Angel.

2Nascida em 1921, Curvelo – Minas Gerais, começou a trabalhar comercialmente como costureira em meados dos anos 50.

Nos anos 70, abriu sua loja em Ipanema – RJ, e realizava desfiles no exterior com suas peças cheia de cultura brasileira. Exibia em suas roupas chita, rendas do Ceará e frutas, cores tropicais, pedras nacionais, fragmentos do bambu, de madeiras e de conchas. E com isso conquistou um espaço internacional, expunha suas criações em vitrines de grandes lojas de departamento americanas.

Zuzu Angel mostrava um comportamento diferente dos estilistas da época, não lhe agradava fazer roupas para o mercado elitizado, queria vestir a mulher que vai ao mercado, aquela do ponto de ônibus, seu objetivo era vestir pessoas em grande escala.

Conheça um pouco da carreira e vida da estilista:

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International Dateline Collection, 1972, by Zuzu Angel
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Modelo americana – Zuzu foi a pioneira na moda folclórica e étnica.
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Enfrentou a ditadura militar, que matou seu filho, Stuart Angel. Militante, preso em 14/05/1971, torturado até a morte na Base Aérea do Galeão. Sua denúncia invadiu a passarela, chegou à Justiça, ao governo americano e repercutiu no mundo.
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Vestido com bordados em protesto a Ditadura – 1971.

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Filme: Zuzu Angel, 2006.

Zuzu Angel levou sua indignação e denúncia até as passarelas, e foi muito importante para a moda nacional ao utilizar materiais  e cultura nacional fazendo uma “moda brasileira”, desviando o olhar dos modelos copiados de Paris. Até sua morte em 1976 num acidente de carro (supostamente também envolvido em conspirações), procurou respostas pelo paradeiro do corpo de seu filho.

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Por, Crislaine Lima professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 123456.

Manual História da Moda Sigbol Fashion.

Tribos Urbanas  – 2: Movimento Hippie.

Movimento Hippie

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Este movimento que nasceu na Califórnia, especificamente na Carolina do Norte no ano de 1966, foi criado por jovens ricos que sentiam que algo precisava ser feito para mudar o rumo da história do mundo. Eles questionavam a guerra do Vietnã, a sociedade capitalista, a sociedade industrial e muitos deles deixaram o conforto de seus lares para sentir na pele a vida na natureza, surgindo então as comunidades alternativas.

O objetivo destes jovens era acabar com os valores instituídos pela sociedade, com o consumo e com a alienação da massa.

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Naquela época estavam acontecendo fatos muito importantes como: a corrida espacial, a guerra do Vietnã, a construção do muro de Berlim, a morte do líder Martin Luther King, a popularização da pílula anticoncepcional, etc.

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A cultura oficial da época era voltada a exaltação do trabalho, aos maquinários industriais, a objetividade, a razão, etc. Mas para os Hippies que caminhavam na contracultura (cultura underground) a exaltação da natureza e o artesanal, onde os instintos humanos viriam em primeiro lugar, eram valores mais importantes que eletrodomésticos, carros, e as notas de dinheiro. Acreditavam que quem conseguisse viver sem estes itens, conseguiria ser verdadeiramente livre, e poderia viver seus desejos sem opressão. Sexo, drogas e rock in roll!

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Estes jovens acabaram por ditar a moda daquela época e eram reconhecidos por peças como:

  • Sandálias artesanais e de couro;
  • Calças boca de sino;
  • Calças jeans;
  • Bijuterias artesanais (miçangas e fios entrelaçados);
  • Estampas (cores fortes, formas orgânicas e psicodélicas);
  • Peças com franjas;
  • Batas bordadas;

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O movimento sessentista foi muito além do “paz e amor” e “faça amor não faça guerra”. Toda trajetória destes jovens revolucionários foi importante para entendermos o verdadeiro significado do movimento. Através dele, iniciou-se a revolução social, para negros, mulheres e homossexuais. E pudemos desde aquela época ter uma consciência para com a natureza, como o tema tão trabalhado atualmente: a sustentabilidade.

Deste grupo derivaram outros, como os místicos, os ambientalistas, os culturais, entre outros.

Para criar uma coleção, pesquise fundo as décadas, os fatos, os movimentos e acontecimentos históricos e sua coleção terá uma pesquisa rica, fora do óbvio. Você pode se surpreender!

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Por Crislaine Lima, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1234567891011121314151617181920 e 21.

Manual Arte de Vestir Sigbol Fashion.