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Tecido: Feltro

feltro flickrrr

O Feltro é um tecido-não-tecido feito de lã ou pelos de animais, cujas fibras são agregadas por calandragem, ou seja, são prensadas e passam pela compactação das fibras de lã, utilizando água e sabão. Dentre os pelos mais usados estão os de ovelha, coelho, carneiro, camelo e castor.

lãzinha

A arte de fazer feltro surgiu na Ásia e os vestígios arqueológicos mais antigos foram encontrados no Altai e datam 600 a.c, mas alguns cientistas afirmam que a fabricação de feltro já era praticada muito antes.

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Alguns feltros são macios e outros são resistentes a ponto de adquirir forma dos materiais.

Na indústria é utilizado no revestimento de caldeiras a vapor entre outros equipamentos.

O feltro é bastante utilizado em trabalhos artesanais. Já na moda, é usado para fabricação de chapéus, bolsas, casacos e inúmeros acessórios fashion. 

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10.

Manual Técnico Dicionário da Moda Sigbol Fashion

Peplum ou basque?

O Peplum ou basque nada mais é do que um babado em corte godê que começa na altura da cintura, finalizando na altura do quadril ele pode ser produzido em peças como blusas, blazeres ou saias.

O relato de seu possível surgimento teria ocorrido a principio nos vestidos das damas do século XIX. Não eram tão embabadados como hoje, eram mais estruturados e volumosos.

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Também há quem diga que seu surgimento teria ocorrido ainda na Grécia antiga, já que a etimologia da palavra greco Peplos se refere a uma túnica ou vestido longo com um retalho de tecido dobrado e com cinto em volta da cintura.

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Isso quer dizer que o que chamamos hoje de Peplum vem desde o inicio do século XIX. No século XIX o peplos, ou peplum virou basque e era usado somente em jaquetas que tinham uma modelagem mais longa e deviam cobrir um pouco das saias volumosas da época. A estilista Jeanne Lanvin ainda na década de 20 ousou fazer algo diferente, criando o vestido basque por volta de 1924.

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Mas quem colocou o basque na história das vestimentas foi Christian Dior, com seu new look no final da década de 40, o objetivo da roupa era trazer de volta a feminilidade das mulheres da época.

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Nos anos 80 ele voltou junto com as mangas bufantes ou em vestidos de gala enfatizando a cintura feminina.

imagem6E agora em pleno século XXI Alber Elbaz (estilista da marca Lanvin) aproveitando a onda ladylike e as apostas nos anos 40 e 50 somado a próxima tendência anos 20 trouxe para as passarelas o “novo” peplum que já tomaram várias formas e caimentos. Logo já é tendência, vista em muitos desfiles com essa modelagem.

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Nos desfiles as mais diversas influências internacionais estão presentes nos looks femininos: saias tipo peplum.

Sao Paulo, Brasil Ð 14/06/2012 - Desfile de Colcci durante o SPFW - Verao 2013. Foto : Ze Takahashi/ Ag. Fotosite
Sao Paulo, Brasil Ð 14/06/2012 – Desfile de Colcci durante o SPFW – Verao 2013. Foto : Ze Takahashi/ Ag. Fotosite
Sao Paulo, Brasil Ð 14/06/2012 - Desfile de Colcci durante o SPFW - Verao 2013. Foto : Ze Takahashi/ Ag. Fotosite
Sao Paulo, Brasil Ð 14/06/2012 – Desfile de Colcci durante o SPFW – Verao 2013. Foto : Ze Takahashi/ Ag. Fotosite
Sao Paulo, Brasil Ð 14/06/2012 - Desfile de Colcci durante o SPFW - Verao 2013. Foto : Ze Takahashi/ Ag. Fotosite
Sao Paulo, Brasil Ð 14/06/2012 – Desfile de Colcci durante o SPFW – Verao 2013. Foto : Ze Takahashi/ Ag. Fotosite

O  Peplum está em alta nas grandes e pequenas marcas. A releitura do antigo deu super certo, com modelagens incríveis e inovadoras, das cores básicas aos coloridos. O Peplum está ai para ser usado, como Christian Dior o lançou para deixar as mulheres mais femininas! Aproveitem e abusem dessa maravilhosa peça, seja na calça, blusa, casaco, saia, vestido e tudo mais.

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Por, Natalina Porto professora do núcleo de modelagem da Sigbol Fashion.

Referências: 123456789101112131415 e 16.

Creative Friday – Jeans

Vista seu jeans e aperte o play:

Jeans na verdade é um nome originado da palavra Gênes, nome em  francês para Gênova.

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A história do Jeans iniciou em 1847, quando Levi Strauss montou uma alfaiataria em Nova York, mas a ambição e o espírito de aventura o levaram rumo a oeste, durante a “Corrida do Ouro”. Inicialmente vendia uma especie de lona para os mineradores cobrirem as suas barracas. Observador, viu a necessidade de calças mais resistentes para o trabalho nas minas.

Assim, utilizou a lona que comercializava na confecção da primeira calça de trabalho, que logo se multiplicou. Em 1860, as calças indigo blue começaram a substituir as de lona e em 1877, tambem ganharam para maior resistencia rebites nos bolsos (levis 501).historiadojeans

No inicio do séc.XX, a calça era usada para trabalhos pesados. Na década de 1940 e após a 2 guerra mundial, o denim começou a ser utilizado na moda para uso diário, que incluia calças para diversas atividades, inclusive o lazer.

Já em 1950: o cinema e o rock exerceram influência decisiva para que os jovens adotassem o jeans, indicando um estilo de vida. A partir de 1980, ele passou a fazer parte das coleções de prêt-à-porter de estilistas.

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A cor Índigo é uma alusão a planta indiana que possui um corante azul utilizado inicialmente para o tingimento do denim, mas logo ganhou variações nas cores, design e lavagem.

Na tecelagem, o algodão puro muitas vezes é misturado com outros fios, principalmente ao elastano, para dar mais flexibilidade a peça e conforto pra quem usa.

O Jeans é uma peça chave e nunca saí de moda, além do que se você enjoar pode dar aquela customizada, ou doar. Agora se você acha que não serve mais pra nada, CALMA! Ele pode servir de inspiração e nós deixamos a dica:

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Decifrando as etiquetas

Você já pensou se damos a real importância para a etiqueta de nossas roupas? Sabemos que muitos de nós nem ao menos paramos para observá-las, e, algumas vezes, inclusive as arrancamos, pensando somente no desconforto que ela pode causar, esquecendo-nos da sua real importância e finalidade. Para quem não sabe, as etiquetas contém informações importantes para lavagem, secagem e preservação de cada peça.

Por mais que se dê a atenção merecida, será que você sabe decifrar os símbolos contidos nela? Provavelmente não, e exatamente por esse motivo criamos uma lista descriminando cada um deles, que são normalmente apresentados por colunas:

A primeira coluna refere-se a LAVAGEM:

foto 1Lavagem manual ou por meio de máquinas.

 

foto 2A numeração refere-se à temperatura máxima permitida. Um traço embaixo, indica que a roupa é delicada, e deve ser lavada no ciclo suave.

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Com dois traços, indica processo muito suave e sem torção.

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Lavagem manual.

 

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Não deve ser lavado com água.

 

 

A segunda coluna refere-se ao BRANQUEAMENTO ou ALVEJAMENTO:

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Roupa que suporta alvejante com cloro.

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Utilizar alvejante sem cloro.

 

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Não alvejar.

 

 

A terceira coluna refere-se à SECAGEM:

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Permitido centrifugar.

 

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Permitido centrifugar, e o ponto central indica que a temperatura máxima é de 40ºC.

 

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Permitido centrifugar na temperatura máxima de 50ºC.

 

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Permitido centrifugar a altas temperaturas, até 77°C.

 

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Não centrifugar.

 

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Secar em varal vertical.

 

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Secar na vertical (assim como os traços) por gotejamento, ou seja, sem torção prévia da peça.

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Secar na horizontal, sem secar.

 

 

A quarta coluna refere-se à PASSAGEM:

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Passar na temperatura máxima de 110ºC.

 

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Passar na temperatura máxima de 150°C.

 

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Passar na temperatura máxima de 200°C.

 

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Não passar.

 

A quinta e última coluna refere-se à LAVAGEM A SECO:

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Lavagem à seco.

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Não permitida lavagem à seco.

 

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Lavagem a seco, e permitido uso de qualquer solvente.

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Lavagem a seco, com percloretileno

 

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Lavagem a seco com hidrocarboneto

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Limpeza a úmido, profissional.

 

Basta agora seguir as regras para manter suas roupas tão queridas por muito mais tempo em ótimo estado!

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Por Nayara Diniz, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion.

Referências: 1

Materiais alternativos para a produção de vestuário

Se formos pensar, nem sempre a moda muda a sua base, que é a utilização de tecidos para a construção das suas roupas. Ás vezes vemos alguns desfiles usando roupas de papel Jum Nakao, ou então vemos nos desfiles de moda reciclável que tem suas peças desenvolvidas com jornal, sacos plásticos, copos descartáveis entre outros materiais recicláveis.

O que você acha de roupas produzidas com alimentos? Talvez vocês se lembrem do vestido de carne da Lady Gaga, que foi desenvolvido pelo artista e designer Franc Fernandez.

A jovem artista coreana Sung Yeonju desenvolveu a exposição “Weareble Foods” com diversos tipos de alimentos, tal como tomate, banana, repolho roxo, raiz de lótus, rabanete branco, cebolinhas e camarão. Para as pessoas que dirão que é desperdício de comida, podem ficar tranquilas, que em um dos vídeos do making of da produção mostra que não são feitos somente de comida, a grande base da roupa é a comida escaneada, impressa e recortada no formato. Então o desperdício foi reduzido!

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Por Beatriz Rezende Ramos – Núcleo de criação

Referencias: 1 e 2.