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Amy!

Prestes a completar 10 anos de existência, o álbum Back To Black da cantora Amy Winehouse nos trouxe muitos sucessos, além de mostrar sua verdadeira essência colocando-a nas paradas de sucesso; com uma mistura de soul, jazz e blues.

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No ápice da carreira Amy influenciou artistas musicalmente como Adele, porém também influenciou a moda trazendo novas visões do “velho”.

Londrina, trazia consigo a excentricidade de uma cidade que já abrigou outros ícones de moda marcantes; Gene Simons, Bob Dylan, Dee Snyder, Joey Ramone, etc.

No inicio da carreira Amy apresentava-se de forma simples para a mídia, conforme sua ascensão e o casamento conturbado com Blake sua aparência foi gradualmente transformando-se no que hoje conhecemos.

Com cabelos beehives, olhos com delineador gatinho, vestidos com silhuetas triangulares ou godês, sapatos peep toe, todas características inspiradas nas cantoras de jazz dos anos 50 e 60.

Jean Paul Gaultier em 2012 dedicou sua coleção de alta costura a cantora dando ênfase as suas características mais marcantes.

Amy refletia o que conhecemos como geração Y que ao mesmo tempo que usa a moda mainstream procura se diferenciar inspirando-se nas subculturas revivendo o passado ao seu modo deixando seus looks serem uma extensão de si.

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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1 e 2

 

 

Você é um(a) gótico(a) suave?

Em tempos difíceis como o que estamos vivendo, com crises econômicas e ambientais, conflitos religiosos, intolerância e desigualdade, o preto sempre ressurge como tendência em forma de luto e reclusão ao caos.

“Para confrontar os maiores medos da sociedade, incorporamos a escuridão.” Tal ideologia é adepta de várias subculturas, em sua maioria a punk e sua vertente que mais caracteriza o look total black, o gótico.

Os góticos propriamente ditos (que usam o preto e outros elementos como estilo e não como tendência), são apreciadores da arquitetura e das artes produzidas na Idade Média, da literatura entre os séculos 18 e 19 e da música que traz em suas letras e ritmo o grotesco e a densidade do macabro.painel1

Derivações desta vertente surgiram recentemente, fazendo emergir das redes sociais um “subestilo”, o pastel goth, este acrescentando as características já existentes elementos designados kawaii (expressão muito usada no Japão, pelos jovens, adeptos da cultura pop que qualifica algo como infantil e fofo).

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As características citadas acima fazem parte de vertentes e/de subculturas que as usam como estilo de vida.

O termo “gótico suave” surgiu com a aparição da cantora Lorde no mundo e mídia pop, a qual segue um estilo de looks sóbrios de cores escuras e modelagens amplas, que a destoa dos outros jovens e artistas, isso não significa que a mesma SEJA gótica.tumblr_ng16qo8Q2m1rlt5o0o1_500

Isso mostra como a moda e a música sempre andaram juntas, isso ocorre principalmente quando uma tendência precisa ser vendida e aceita pela massa (grande público), neste caso o preto! E para que isso aconteça artistas mostram essas tais tendências em forma de estilo, como um produto com apelo de novidade e isso muitas vezes leva a um retrocesso ao amenizar a essência de estilo de vida de um grupo de pessoas (como suavizar o gótico para que este seja mais aceito)

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Por Mayara Behlau, professora no Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1 e 2

Tribos Urbanas – 8: Emo.

Emo

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Surgiram na década de 1980, nos Estados Unidos, tendo como raiz um gosto pelo rock e pelo punk, mas mais pelo chamado emocore, que mistura hardcore, com letras românticas. A partir daí o gênero musical veio mudando cada vez mais, até se tornar o que temos hoje, um rock romântico e melancólico.

Os emos são um grupo em sua maioria adolescentes que buscam pela auto-afirmação, e se consideram pessoas sensíveis, que convivem com a tristeza, e problemas que envolvem o amor, e a rejeição (como da própria família).  Mas, como em todas tribos, há os que entram nesta cultura apenas por estética ou pelo gosto musical, mas que não compartilham dessa depressão contínua.

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Olhos pintados com lápis preto, adereços como cintos de grandes fivelas, além de piercings no rosto e roupas de cor predominantemente escura (embora existam os que prefiram outras cores), mas sua principal característica são os olhos cobertos com franjas.

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Possuem uma estética andrógena e entre as peças mais usadas estão:

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  • Calças bem justas, principalmente nos tornozelos;
  • Luvas e acessórios góticos;
  • Tênis coloridos;
  • Botas;
  • Bolsas e acessórios de couro;
  • Cintos grossos;3

E então, já escolheu sua tribo?

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Por Crislaine Lima, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referência: 123456.

Manual Arte de Vestir Sigbol Fashion.

A morte lhe cai bem… †

Só que não!!!

Foto 1Um assunto polêmico a se tratar, mas vamos falar deles: Os trajes fúnebres!

O costume de usar roupa preta em funerais vem desde a Idade Média, do período gótico, pela opressão que a Inquisição impunha. O uso de luto cerimonial e vestido era originalmente um privilégio das cortes reais da Europa e foi regulamentada pelo protocolo de corte por meio de leis. Ao longo de um período de cinco centenas de anos, no entanto, o uso de vestido luto espalhou para o resto da sociedade.Foto 2

Nessa época a morte era vista como um castigo, algo obscuro e muito doloroso, em função das torturas impostas e das doenças do período, conhecido como os mil anos de escuridão.

Nos funerais reais, a carruagem fúnebre levava o corpo para o enterro e uma grande procissão ia atrás: a família, a aristocracia, militares, igreja, e os comerciantes (suas vestes de luto eram diferentes para indicar seu gênero e classe social). O mais alto na terra, homens e mulheres, usavam os mais longos comboios de luto e capuzes na cara de lã preta opaca, com crepe ou linho. No protocolo real as viúvas sempre usavam preto em público e por períodos mais longos.

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No final do séc. XVII, o uso do preto começou a se tornar cada vez mais moda para os ricos, com bordados, joias e tecidos finos.  E acabou se expandindo para a classe média.

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Em meados do século XIX, a rainha Vitória, viúva aos 45 anos de idade em 1861, passou a usar o vestido de luto até sua morte. Outras viúvas e famílias seguiram seu exemplo. Por pelo menos dois anos e meio elas passaram a usar preto após a morte do marido, enquanto um viúvo só era obrigado por três meses.

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Logo, começou seu declínio. O uso do vestido de luto diminuiu de forma constante a partir dos anos 1880, e na década de 1930, véus das viúvas já estavam fora de uso, exceto em países católicos e círculos reais. Após a Segunda Guerra Mundial, a prestação de vestido de luto não era mais um ramo específico da indústria.

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Atualmente, já não há mais normas sobre o que usar exatamente em um velório ou enterro, claro que ninguém vai de biquíni… Mas convenhamos, se algum conhecido importante viesse a falecer, quem iria ter cabeça de pensar em que roupa vestir não é mesmo?  Afinal a alma é mais importante que o corpo ou uma roupa! Mas talvez, você já pode deixar separadinho no seu armário uma vestimenta apenas para velórios e cemitérios, porque a morte também faz parte da nossa história sendo também inspiração para algumas tribos urbanas e até com mais cores.

Gótica

Meus sentimentos… †

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, Manual História da Moda Sigbol Fashion.