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Variações de Renda

Você lembra que aqui no blog a gente já contou a história da renda (clique aqui)? Agora vamos ensinar como diferencia-las.

Renda AlençonRenda Alençon: Possui um desenho floral ou de folhas em uma rede fina de fundo. Geralmente contém miçangas ou paetês.

Renda Duquesa

Renda Duquesa: um tipo de renda Belga de bobina, nomeada para Maria Henriquieta, possui um desenho floral em um fundo de rede espaçada. A renda é não contínua.

Renda VenezianaRenda Veneziana: geralmente usada para adornar punhos e colares, é uma renda de padrão aberto que não é prendida na rede ou qualquer outro fundo.

Renda EyeletRenda Eyelet: um tipo de renda, geralmente feita de algodão e distinta por buracos, ou ilhós, que são cortados no tecido para criar um padrão. Os buracos têm acabamento nas pontas com contas e o tecido é borbado com padrões delicados de flores. Esta renda é menos formal.

renda guipirGuipir: um estilo mais grosso, com um fundo aberto feito de uma série de guipires, é feito com pontos pesados e bordado no papel e o papel depois é dissolvido deixando a peça final de renda.

Renda LyonRenda Lyon: geralmente é traçada com um fio fino de seda ou algodão, dando uma aparência mais delicada. Essa renda tem um desenho ornamental com pontos numa rede de fundo.

Renda Ponto SuiçoRenda Ponto Suíço: Feita de formas ovais, pontos ou quadrados espaçados uniformemente em um tema ou tecido fino leve, como chiffon ou rede fina.

Renda SoutacheRenda Soutache: bordada com o fio soutache, é mais pesada do que as outras.

renda espanhola 2Renda Espanhola: é caracterizada por um desenho de rosas lisas em uma rede de fundo. É geralmente usada em véus matilha.

Renda ItalianaRenda Italiana: renda nobre, porém um pouco mais barata do que a renda francesa. Sua confecção busca delicadeza nos desenhos.

renda irlandesaRenda Irlandesa:  se caracteriza pela utilização de vários pontos distintos de bordados e de tapeçaria que são separados por uma fita estreita de algodão com furos nas bordas laterais, também conhecida como lacê ou fitilho que serve de suporte para a confecção da renda, formando desenhos em arabescos ou geométricos.Renda chantillyRenda Chantilly: Tem como características a delicadeza, dos desenhos e do tecido.

renda renascençaRenda Renascença: É feita à mão e tem como principal característica os traços e pontos entrelaçados, o que também é encontrado nos arabescos.

Renda RichelieuRenda Richilieu: Primeiro é feito o desenho, que depois é transferido para o tecido de algodão. Na máquina de costura, as linhas do risco são cobertas com ponto cheio. Depois a parte interna do desenho é recortada.

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10.

Manual Sigbol Fashion Dicionário da Moda, Manual Sigbol Fashion História da Moda.

História da gravata

Gravata: um acessório unissex que pode ser usado em inúmeras ocasiões. Mas você sabe como surgiu? Então senta que lá vem a história…

Gravata 2

Inicialmente a gravata apresentava questões de higiene e não de elegância, na época os romanos usavam um pano, que chamava focale, em volta do pescoço, que servia para se proteger do sol, aquecer a garganta e até como o uso de uma toalha para secar as mãos e o rosto do suor (ECCA!).

Gravata 3

O rei da França Luís XIV reparar que os uniformes dos soldados croatas possuíam um tecido em volta da gola. Admirado com tanta elegância, gostou do efeito e começou a usar, seus seguidores obviamente o copiavam. No começo era fabricada de linho ou renda.

A gravata que nós conhecemos hoje, só surgiu mesmo em 1860 e passou a ser fabricada por indústrias. Mas em 1926, Jesse Langsdorf, modelou e inovou a gravata com muita modernidade, tornando a peça fundamental no dia a dia dos looks de empresários, mulheres e homens da alta sociedade.Gravata 5

Mas e você? Ainda tem dificuldades em dar nó na gravata e acaba se enforcando? CALMA! Aqui a gente tem algumas dicas pra você:

Nós Gravatas

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5.

Manual Sigbol Fashion: História da Moda, Manual Sigbol Fashion: Dicionário da Moda.

Renda-se a esta história…

RendaSempre que falamos de renda, nós nos lembramos de romance, delicadeza, casamentos (mimimi). E dependendo da cor, a renda também acaba nos remetendo a sensualidade (uiii) e até mesmo velórios (Tenso)… Mas você sabe quando ela surgiu?

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Pra quem não sabe, a renda é um tecido com padrão de aberturas e desenhos, feito à mão ou à máquina. O seu processo de construção é nada mais que fios que formam nós, mantendo-se unidos entre si. Os modelos mais populares que conhecemos são a renda de bilros (Bélgica) e a de agulha (Itália).foto 3

Foi à rainha Catarina de Médici a primeira a usar a renda na corte francesa. Isso acabou causando um consumo totalmente exagerado, os cofres franceses foram quase esvaziados devido aos custos de importação. Teve até de ser proibida pelo rei da frança, o que causou um caos na época. Até que alguém muito esperto descobriu que era melhor produzir do que importar o produto.

Antigamente, a renda já era usada em adornos de cabeça, babados, aventais e enfeites. Mas apenas no século XIX que foi empregada no vestuário completo e guarda-sóis. Antes disso, ela costumava ser produzida em fios de linho, mas o algodão se tornou mais comum.

brasilNo Brasil, a renda foi trazida pelos portugueses e durante muito tempo eram às freiras que teciam alfaias nos conventos, para os altares das igrejas. Tanto no Brasil como em Portugal, atualmente a renda de bilro é feita por mulheres de pescadores em geral. Esse fato é associado à chegada das rendas pelos litorais e por uma antiga lenda que conta que uma mulher de um pescador pegou uma rede de seu marido e começou a fazer desenhos nela.

foto 4Hoje em dia, nem a alta-costura dispensa o uso de uma bela renda, trazendo todo o glamour e delicadeza de suas roupas, porém existem vários tipos e formas. Claro que a gente vai te contar a diferença, mas isso vai ficar para o próximo post.

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8.

Manual Sigbol Fashion: Dicionário da Moda, Manual Sigbol Fashion: História da Moda, Livro: Tecidos, história das tramas e tipos de usos (2ª edição).

O crochê permancece válido no tempo, independente de circunstâncias e tendências momentâneas

 

O crochê é uma técnica que consiste no entrelaçamento de fios. Para se obter essa renda tão maravilhosa é preciso sentar com a vovó (ou titia, ou mamãe) e aprender a manusear a agulha de crochê.

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Abra sua mente e pesquise um pouco: a renda deixou de ser usada somente em tapetes de barbante, elaborados bicos em panos de prato e casaquinhos de bebês. Hoje, podem ser encontratadas em peças pra lá de fashion.

Noivas

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Decoração

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Acessórios

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Customização

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Através de pontos como ponto alto, segredo, pipoca, puff, bola, carangueijo, avelã, ponto baixo (e seus derivados como, por exemplo, ponto baixo dobrado, laçada, alongado, em relevo, sobreposto e etc), é que são feitas as peças que vem aparecendo com frequencia nas passarelas. Os pontos tem divisões e subdivisões que, combinadas com criatividade, resultam peças únicas.

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Durante o SPFW, a grife Lilly Sarti fez bonito ao eleger o crochê como aposta.

 

Histórico

A palavra “crochê” tem origem no francês medieval croké, palavra que nomeava um instrumento de ferro recurvado, espécie de gancho. No século XIX, surge na França, a expressão broder au crochet (literalmente, “bordar com o gancho”).

Não há registros de quando ou onde o crochê começou. Alguns historiadores afirmam que os trabalhos de crochê tem origem na Pré-história. Já a técnica de crochê que conhecemos, foi desenvolvida no século XVI.

Numa tentativa de descobrir a origem do crochê, o escritor dinamarquês Lis Paludan pesquisou pela europa, e reuniu algumas evidências de que talvez a técnica tenha surgido na Arábia, levada depois para a Espanha através das rotas comerciais do Mediterrâneo. Porém, também existem indícios na America do Sul e na China, onde bonecas eram feitas com esta técnica.

Em meados de 1800, quando a técnica estava difundida na Europa, a francesa Éléonore Riego de la Branchardière elaborou receitinhas de modelos de peças e publicou em um livro. Assim aprendizado e divulgação da técnica Crochê foi facilitado e divulgado.

Livro de padões de crochê – Éléonore Riego de la Branchardière

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Algumas revistas passam receitinhas de peças, de vários níveis, do facil ao avançado. Abaixo, uma legenda o traduz para você que está pensando em iniciar-se nesta técnica milenar.

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Gostou? Inicie seus trabalhos e desenvolva peças atemporais, de possibilidades e combinações sem fim!

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Por Crislaine Lima, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

 

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9