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Black Total.

A cor preta é considerada clássica, nunca sai da moda, vem estação, vai estação ela sempre aparece.

Para o inverno 2017 está firme e forte, liso, bordado e co ares gótico foi a aposta para esta estação.

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Os looks aparecem com recortes e transparências, a maioria dos criadores apostaram na sobriedade.

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Neste inverno deixem de lado as peças coloridas e apostem no básico, preto com preto.

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22 e 23

O pretinho básico para o verão 2016.

PAINEL - PRETINHO BÁSICO

A cor preta é muito usada no inverno, mas não significa que não pode ser usado no verão.

O vestido preto básico pode fazer parte do seu guarda-roupa nos dias quentes, basta alguns cuidados para deixar o visual mais fresquinho.PAINEL 2

A cor preta geralmente absorve mais os raios do sol, por isso se torna mais quente do que peças claras ou brancas. Ao adotar um vestido preto procure coordenar com sandálias mais abertas e leves, assim o visual ficará mais fresco.

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Outra dica ao escolher peças pretas, prefira modelagens com fendas, tomara que caia, ombro assimétrico, quanto mais o corpo ficar à mostra menos calor.

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A modelagem também é muito importante, aposte em vestidos soltinhos e tecidos fluidos. O comprimento midi é a moda do momento, vestidos sem mangas e decotes arredondados deixam o look mais arejado. Aposte em saias soltas e mais rodadas.

PAINEL 1O vestido camiseta está fazendo a cabeça das brasileiras, soltinho e confortável, se coordenado com tênis branco dá um visual street style.450xN

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Para alegrar o visual, escolha acessórios coloridos, assim tira a sobriedade do look, deixando-o com a cara do verão.

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Referências: 1234567891011121314151617,18 e 19.

 

Muito frio? Então vá de meia calça!

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No vai e vem da moda, tem muita coisa que usamos hoje que já foi considerada, até algumas temporadas atrás, bregas e sem graça. Uma que vira e mexe retorna ao trono é a meia calça! Mas não a versão bege-cor-da-pele para não “aparecer” que conhecemos, e sim na versão aparecida e quentinha do assunto. Gostaria mas não sabe usar? Vem com a gente então:

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Com o crescimento da tendência de uso de vestidos, saias, shorts, bermudas e pantacourts no inverno, a popularidade das meias coloridas e pretas, além das mais grossinhas, como as fio 70, 80, 100 ou 120 e as acrílicas felpadas, também foi às alturas.

Primeiramente, lembremos que meias-calças são tradicionalmente usadas no inverno, pois os materiais utilizados (acrílico ou poliamida, dependendo da marca e modelo) são sintéticos, ou seja, esquentam muito no verão, mesmo que ela seja fininha, como as feitas de fios 10 ou 15. Isto posto, vamos la: existem diversas formas de usar meia calça, e a mais comum é combinar a cor da meia à cor da roupa ou dos sapatos. Isso porque cria sensação de alongamento das pernas.

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Mas e as coloridas? Neste caso, em que a meia tem tons diferentes da roupa ou do sapato, recomenda-se uso com look de tons neutros, para que a meia se torne protagonista do conjunto e dê impacto e modernidade ao look.

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As decoradas andam fazendo muito sucesso nas últimas temporadas, e seguem a mesma idéia das meias coloridas, com a tendência de serem protagonistas dos looks. Aqui, o truque é observar o desenho que a meia forma nas pernas: com desenhos verticalizados (como risca de giz vertical, por exemplo), alongam as pernas; com desenhos horizontais, aumentam a região e dão aquele up nas pernocas.

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As clássicas meias cor da pele não fazem muito sucesso, na verdade. Primeiro porque normalmente os tons de pele disponíveis destoam totalmente dos tons de pele da maioria da população (vocês já encontraram alguma que realmente seja no seu tom de pele? Porque em mim a cor de pele me dá um bronze fake incrível, então o que mais aproxima mesmo é o tom champagne, quase branco… e neste caso também fica estranho!). Segundo porque com tantas opções divertidas e diferentes por aí, as pessoas raramente apelam para o basicão. Mas, se por algum motivo houver a necessidade de usar (a Kate Middleton usa, por exemplo, porque existe um protocolo a seguir pela família real e, nesse caso, é meio que obrigação mesmo), busque a mais fina possível, a mais próxima do tom da sua pele possível (lembre-se de bisbilhotar as diversas marcas disponíveis no mercado hoje, ok?) e preferencialmente sem brilho.

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A meia arrastão, também um clássico, pode ser usada, preferencialmente, em tramas mais fechadas, e em looks para o dia a dia. Cuidado com as que são muito abertas, além de não esquentarem absolutamente nada (hello, ventinho entre os fios), costumam dar efeito de tender (sim, a carne!) nas pernocas, principalmente ao sentar.

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E, por fim, a meia calça modeladora: costuma ser a mais amada de todas, pois sua trama é mais forte e tende a comprimir o abdômen, ou barriguinha, e colocar tudo no lugar. Ao usar, porém, cuidado para não ficar muito justa no corpo, elas costumam apertar mais e criam efeito “bolinho” caso não esteja na numeração correta.

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Agora que você já tem seu mini guia de uso de meias calças, arrasa na rua de vestidinho no inverno, e seja feliz!

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Por Haranin Julia Maria, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15 e 16

A morte lhe cai bem… †

Só que não!!!

Foto 1Um assunto polêmico a se tratar, mas vamos falar deles: Os trajes fúnebres!

O costume de usar roupa preta em funerais vem desde a Idade Média, do período gótico, pela opressão que a Inquisição impunha. O uso de luto cerimonial e vestido era originalmente um privilégio das cortes reais da Europa e foi regulamentada pelo protocolo de corte por meio de leis. Ao longo de um período de cinco centenas de anos, no entanto, o uso de vestido luto espalhou para o resto da sociedade.Foto 2

Nessa época a morte era vista como um castigo, algo obscuro e muito doloroso, em função das torturas impostas e das doenças do período, conhecido como os mil anos de escuridão.

Nos funerais reais, a carruagem fúnebre levava o corpo para o enterro e uma grande procissão ia atrás: a família, a aristocracia, militares, igreja, e os comerciantes (suas vestes de luto eram diferentes para indicar seu gênero e classe social). O mais alto na terra, homens e mulheres, usavam os mais longos comboios de luto e capuzes na cara de lã preta opaca, com crepe ou linho. No protocolo real as viúvas sempre usavam preto em público e por períodos mais longos.

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No final do séc. XVII, o uso do preto começou a se tornar cada vez mais moda para os ricos, com bordados, joias e tecidos finos.  E acabou se expandindo para a classe média.

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Em meados do século XIX, a rainha Vitória, viúva aos 45 anos de idade em 1861, passou a usar o vestido de luto até sua morte. Outras viúvas e famílias seguiram seu exemplo. Por pelo menos dois anos e meio elas passaram a usar preto após a morte do marido, enquanto um viúvo só era obrigado por três meses.

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Logo, começou seu declínio. O uso do vestido de luto diminuiu de forma constante a partir dos anos 1880, e na década de 1930, véus das viúvas já estavam fora de uso, exceto em países católicos e círculos reais. Após a Segunda Guerra Mundial, a prestação de vestido de luto não era mais um ramo específico da indústria.

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Atualmente, já não há mais normas sobre o que usar exatamente em um velório ou enterro, claro que ninguém vai de biquíni… Mas convenhamos, se algum conhecido importante viesse a falecer, quem iria ter cabeça de pensar em que roupa vestir não é mesmo?  Afinal a alma é mais importante que o corpo ou uma roupa! Mas talvez, você já pode deixar separadinho no seu armário uma vestimenta apenas para velórios e cemitérios, porque a morte também faz parte da nossa história sendo também inspiração para algumas tribos urbanas e até com mais cores.

Gótica

Meus sentimentos… †

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, Manual História da Moda Sigbol Fashion.