Arquivo da tag: modelagem

O estilista precisa saber sobre modelagem?

Dúvidas vão… Dúvidas vêm… e essa é a pergunta que não saí da cabeça: O estilista precisa necessariamente entender sobre modelagem?

A resposta meu caro é simples: SIM!

A moda é uma área que abrange um grande número de áreas profissionais. Algumas podem até ser independentes umas da outras, mas estão interagindo o tempo todo.

Trabalhar com moda exige que você seja um profissional dinâmico, superinformado e com uma boa noção sobre todas as etapas do processo de desenvolvimento de produtos do vestuário.

Para o estilista é fundamental saber de modelagem, pois pode ampliar a dimensão e as possibilidades de suas criações, evitando problemas técnicos. O estilista que tem esse entendimento consegue explorar mais efeitos, criar novas formas e soluções, favorecendo o processo de criação.

Saber modelagem é muito importante para todas as áreas, pois é ela que implica na qualidade da peça e no caimento do tecido ao vestir a pessoa.

Em nosso curso de modelagem, você amplia seu conhecimento na área de moda e cria peças inovadoras.

*

Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, 5.

 

Moda sem Gênero ou Genderless, vai pegar?

No início deste ano, a Louis Vuiton fez uma campanha para a coleção feminina e ousou em convidar o filho de Will Smith, Jaden Smith de 17 vestindo um look total feminino, causado murmurinho no mundo da moda. Ele não foi escolhido à toa, dono do seu próprio estilo.foto 1 foto 2

Esta campanha reforça a onda da moda sem gênero que invadiu as passarelas de outras marcas, este estilo é também conhecido como plurissex, genderless, agender , gender-bender ou moda andrógena. Mas como definir este estilo, que vem ganhando força no mundo da moda e nas ruas.foto 3 foto 4

Chanel foi uma das primeiras a viajar no universo masculino, usando peças masculinas dando liberdade ao corpo em uma época em que as mulheres se apertavam com os espartilhos. Baseada nas modelagens das roupas masculinas desenvolveu roupas elegantes e confortáveis para o público feminino. Baseada em suas próprias necessidades, Chanel deu liberdade e conforto para o público feminino.3

Desde 2015 este estilo começou timidamente a aparecer nos desfiles tanto nacionais como internacionais e está se fortalecendo neste ano de 2016. Mas será que realmente vai pegar?4

Para responder esta pergunta é só fazer uma análise do comportamento do atual consumidor, principalmente os mais jovens, que adoram freqüentar os setores de peças masculinos para compor seu visual fashion e confortável. Quem nunca ousou em pegar emprestada uma peça do guarda-roupa do namorado, do pai ou do irmão?5

As peças do estilo sem gênero vestem tanto homens e mulheres, sua modelagem é desenvolvida para ambos, principalmente em tecido plano que possibilita um bom caimento.6

Mesmo com essa mudança algumas marcas ainda acham importante a divisão de peças feminina e masculinas. Mas essa nova geração de consumidores não se importa tanto com essa divisão.

Quando o mercado começar a entender a linha de raciocínio deste consumidor que é simples, “eu gosto, eu compro”, surgirão lojas sem divisão de gênero.foto 17 foto 18

Algumas marcas desde o ano passado já aderiram a este estilo simples , sem gênero . Na Gucci no desfile de inverno 2016, mulheres e homens vestidas com as mesmas roupas, não dava pra identificar qual era o sexo que estava desfilando. Na mesma temporada outros criadores fizeram o mesmo, como a Prada, Armani, Kenzo e Vivienne Westwood.7

No Brasil também para o inverno 2016 o estilista Ronaldo Fraga aderiu a mesma proposta, ousou na passarela com uma performance, onde os modelos tiraram a roupa e fizeram a troca.foto 24 foto 25

O lado positivo deste estilo sem genro está na redução de custos,  diminuir estoques, melhor aproveitamento das matérias-primas e minimizar o tempo para produção das peças devido a padronização da modelagem.

Lembrando que a moda é para todos, o mercado precisa ficar atento nas mudanças de comportamentos que geram novos mercados.  Em breve, vestir calças, saias, rosa ou azul, blusas com laços não vai ser mais coisa de menina ou menino. Simplesmente será mais uma opção estética, que vai muito além do estilo.

*

Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28 e 29.

O que o desenho tem a ver com a modelagem?

Muitas pessoas possuem dúvidas sobre esse assunto ou dizem: “Eu não preciso saber desenhar, eu costuro! Ou… Eu não preciso saber costurar eu desenho!” Mas afinal, o que uma coisa tem a ver com a outra? É bom lembrar que desenho e modelagem são etapas diferentes no processo de produção, mas estão completamente interligados.

O desenho de moda, conhecido como croqui, tem como função retratar a ideia de onde o estilista parte para desenvolver sua coleção.

Croqui

No decorrer do processo, o croqui precisa ser representado de forma plana, através do desenho técnico, que irá descrever todos os detalhes da peça.
Desenho técnico

O principal objetivo da ficha técnica é comunicar ao modelista todas as ideias do designer.  Anotações, medidas, os materiais utilizados. Quanto mais detalhada for a ficha técnica, mais fácil será na hora de modelar a roupa. Por isso que o desenho e a modelagem devem estar perfeitamente alinhados.

Descrição

O desenho e a modelagem são muito utilizados nas confecções. Quem possui conhecimento nesta etapa de criação, ganha rapidez, competitividade e qualidade no mercado de trabalho. E você está esperando o quê para se tornar um profissional na área de moda? Conheça os nossos cursos de Especialização em Desenho de Moda e Estilo e apaixone-se!

 *

Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1 e 2.

Apostila de Desenho de Moda, Apostila de Estilo.

Imagens: Acervo Sigbol Fashion