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Você é um(a) gótico(a) suave?

Em tempos difíceis como o que estamos vivendo, com crises econômicas e ambientais, conflitos religiosos, intolerância e desigualdade, o preto sempre ressurge como tendência em forma de luto e reclusão ao caos.

“Para confrontar os maiores medos da sociedade, incorporamos a escuridão.” Tal ideologia é adepta de várias subculturas, em sua maioria a punk e sua vertente que mais caracteriza o look total black, o gótico.

Os góticos propriamente ditos (que usam o preto e outros elementos como estilo e não como tendência), são apreciadores da arquitetura e das artes produzidas na Idade Média, da literatura entre os séculos 18 e 19 e da música que traz em suas letras e ritmo o grotesco e a densidade do macabro.painel1

Derivações desta vertente surgiram recentemente, fazendo emergir das redes sociais um “subestilo”, o pastel goth, este acrescentando as características já existentes elementos designados kawaii (expressão muito usada no Japão, pelos jovens, adeptos da cultura pop que qualifica algo como infantil e fofo).

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As características citadas acima fazem parte de vertentes e/de subculturas que as usam como estilo de vida.

O termo “gótico suave” surgiu com a aparição da cantora Lorde no mundo e mídia pop, a qual segue um estilo de looks sóbrios de cores escuras e modelagens amplas, que a destoa dos outros jovens e artistas, isso não significa que a mesma SEJA gótica.tumblr_ng16qo8Q2m1rlt5o0o1_500

Isso mostra como a moda e a música sempre andaram juntas, isso ocorre principalmente quando uma tendência precisa ser vendida e aceita pela massa (grande público), neste caso o preto! E para que isso aconteça artistas mostram essas tais tendências em forma de estilo, como um produto com apelo de novidade e isso muitas vezes leva a um retrocesso ao amenizar a essência de estilo de vida de um grupo de pessoas (como suavizar o gótico para que este seja mais aceito)

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Por Mayara Behlau, professora no Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1 e 2

A MODA E A CRISE

A década de 30 começa com a queda da bolsa de valores de Nova York e isso reflete explicitamente numa crise mundial; pobreza, escassez e desemprego em estado alarmante. E como a Moda é o espelho da história, e em sua fase mais glamorosa também foi afetada pela economia da época.

As divas do cinema, o ar esnobe masculino e um estilo de vida baseado no esporte e banhos de sol (o que ocasionou a adaptação do vestuário como maiôs e shorts) levaram a moda a outro patamar; a resistência!

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No auge da crise o uso de materiais mais baratos passou a ser usado na confecção de vestidos de gala inspirados no cinema e na riqueza daqueles que não foram atingidos pela mesma. E com surgimento de uma nova necessidade é sempre acompanhado de um produto ou ideia que a sacie, foram criados os primeiros tecidos sintéticos (nylon e cetim), mais baratos e duráveis foram utilizados na fabricação de meias calças a partir de 1939.

De 1929 á 1939 (ano que deu início a 2° Guerra Mundial) o mundo passou por mudanças, porém adaptou-se a elas.

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O novo repete o velho!

E a moda resiste.

E sobrevive.

 

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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1 e 2

DICAS DE DESENHO!

Antes de qualquer tipo de criação, o artista precisa saber com que tipo de material ele vai (ou pode) lidar!

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O mesmo ocorre com o estilista que antes de criar uma coleção precisa pesquisar o uso de novas tecnologias como fibras e processos de tecelagem que formam o tecido.

O tecido que é a alma e o coração de qualquer look!

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Sabendo com que tipo de tecido vai lidar, o estilista começa então o processo criativo, o desenvolvimento da coleção, os croquis ♥.

E para que o croqui possa condizer com o resultado esperado é preciso observar o caimento do tecido escolhido sob o corpo humano.

A Equipe Sigbol te dá algumas dicas e uma grade de cursos profissionalizantes de desenho e estilismo.

  • Antes de começar a sombrear, faça um estudo de luz e sombra, onde estão posicionados os focos e sua respectiva intensidade.1 - percepção de luz e sombra, observação

 

  • Feito isso, comece a fazer o degradê (gradualmente do claro ao escuro/ do escuro ao claro)1.3 - degradê

 

  • E tenha controle sob sua coordenação motora, caso haja algum stress ou desfoco momentâneo faça exercícios de coordenação!1.2 - controle

 

  • Observe a quantidade de “dobras”, franzidos e drapeados. Suas profundidades (sombra) e saliências (luz).2 - dobras 2.1 - caimento

 

  • Antes de vestir, certifique-se de que a anatomia do movimento (movimento é o nome dado ao croqui ainda sem as vestes) corresponde ao gênero escolhido e que todas as suas partes estejam proporcionais.3 - anatomia adequada
  • Use sempre que possível uma base para observação de movimentos (uma foto de revista, um boneco articulado) assim a anatomia não fica a desejar!

5 - a importãncia da proporção do movimento

 

  • Ao vestir o tecido escolhido sendo ele de caimento mole ou seco deve seguir as curvas do corpo.5.1 - movimento em movimento

 

  • Isto posto, existem variados instrumentos que poderão facilitar o sombreado do caimento.4.0 - esfumar 4 - esfuminho

 

  • E para que não haja sujeira inesperada no seu croqui use uma folha abaixo da mão de apoio.4.1 - sujeira

 

Gostou das dicas?

Tenha um acompanhamento profissional e muitos mais conselhos e dicas sobre o mundo da moda aqui na Sigbol Fashion!

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Por Mayara Behlau, professora no Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1

A moda conceitual foi feita pra você sim!

Quando nos deparamos com aqueles desfiles que são megaproduções, e as roupas são uma obra de arte que no primeiro momento pensamos ser inutilizáveis, nos perguntamos: Mas quem vai usar isso?

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O intuito tanto da arte quanto da moda conceitual é fazer o telespectador pensar, parar e refletir sobre o tema e ideia proposto mesmo que não seja de seu agrado, que ache estranho, ofensivo ou até mesmo embaraçoso, o importante é apreciar e desvendar o conceito que o artista está vendendo.

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Ok, eu entendo. Você acha que isso não tem nada a ver com você.

Mas tem, e muito! A moda conceitual é um diamante bruto a ser lapidado. Uma ideia que será, depois de apresentada, desconstruída e seus elementos serão simplificados e colocados a venda em peças comerciais mais simples.

A própria proposta da moda conceitual nos faz pensar sobre a rapidez da própria moda, e como a ela muda a cada seis meses. É como mudar de pele (e muitas vezes a roupa é nossa pele ou, ao menos, a pele que a gente gostaria que os outros vissem por ai) duas vezes ao ano!

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O desenvolvimento da criatividade é um passo muito importante para fazer qualquer tipo de criação, ela sendo arte ou vestimenta. Para aguçar esse lado artista e te ajudar a desenvolver e elaborar ideias, temos nosso curso de estilo recheado de oportunidades e aulas que desabrocharam o estilista conceitual que há você!

E da próxima vez que assistir um desfile com essa temática aprecie!

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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1 e 2

 

Novo programa – Curso de Customização

A Sigbol Fashion está com muitas novidades!!! Além das palestras que acontecerão nesse mês, uma delas com o nosso Coordenador de cursos Dudu Bertholini e outra com um dos nomes mais influentes no mundo da moda, Paulo Borges.
Mais uma novidade é o nosso novo programa do curso de Customização, que acabou de sair do forno com muuuitas novidades incríveis!!!
Nesse curso são ensinadas 28 técnicas de customização utilizando diversos tipos de materiais. Venha estudar com a gente!!!