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Como anda o mercado da moda?

Atualmente tudo se tornou efêmero, relacionamentos, gostos, músicas, etc.

Mas o que significa essa palavra? Efêmero significa tudo aquilo que é transitório ou passageiro. E a moda não é diferente.

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A moda está ao alcance de todos, não importando a classe social. Ao mesmo tempo em que ela proporciona liberdade de escolha, influencia nas decisões, nos gostos e no comportamento das pessoas. A sociedade passou a consumir mais, principalmente peças mais baratas e, às vezes, de baixa qualidade. Sendo assim a roupa pode durar menos tempo, ou rasga, ou estica, ou não serve mais… Hoje no mercado existem muitas variedades e o fast fashion não escapa disso. É uma multiplicação de roupa, o próprio estilista acaba criando uma peça já pensado nas próximas, tudo se tornou efêmero.

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O que sabemos de fato é que o capital do país se move a partir das indústrias e do mercado da moda. Apesar das pesquisas com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)­, as pessoas dobram seus gastos mensais com moda a cada degrau que sobem de status. É o que vem acontecendo no Brasil.

As mulheres são as que mais consomem pra variar, quando ela entra no mercado de trabalho impulsiona o setor por dois motivos: elas têm mais dinheiro, e passam a ter a obrigação de andar conforme os padrões da empresa no dia a dia. Sem contar que estão em constante mudança com o corpo e com o estilo, assim como a moda (que também proporciona mais variedade de peças nesse setor).

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O que sabemos de fato é que ninguém anda nu por aí. E se você tá com receio de experimentar coisas novas, não fique aí parado! Venha conhecer os nossos cursos profissionalizantes na área.

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion.

Referências: O Império do Efêmero (Gilles Lipovetsky), 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7.

A importância de ter uma equipe de vendas bem treinada

É muito importante nos dias de hoje que a equipe de vendas de determinada marca tenha conhecimentos reais para poder auxiliar o cliente na hora das compras.

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Não é todo mundo que tem “senso fashion”, ou seja, que sabe combinar as peças, as cores, estampas e que sabe o que fica melhor na sua silhueta, como valorizar as formas do corpo. Portanto o Consultor de Moda pode e deve auxiliar o cliente a fazer as melhores escolhas.

Hoje em dia chamamos de Consultor de Moda, o vendedor que passou pelo treinamento de um personal stylist.

A maioria das lojas e marcas já se atentaram para o fato de que o vendedor não deve apenas vender as roupas, mas ajudar o cliente a se vestir, de acordo com seu estilo, silhueta e necessidades reais.

Os clientes estão cada vez mais bem informados e portanto não suportam mais opiniões “erradas “ de vendedores .

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Um vendedor bem treinado fideliza o cliente. Este se sente valorizado na loja e se torna fiel à marca. Não sente que o vendedor está apenas querendo empurrar as peças de roupa.

Uma boa equipe de vendas (consultores de moda) agrega valor à marca e aumenta os lucros dela!

Quer saber mais? Venha estudar com a gente!

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Por Andreah Muniz – Professora de Personal Stylist da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2.

Fast-fashion, até quando?

As grandes cadeias de loja, conhecidas também como magazines, são gigantes comerciais de capital aberto que possuem de cinquenta a quinhentos pontos de venda. Exemplos: Topshop, Gap, Forever 21, Zara, Hering, Marisa…

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Até a década de 80, o sistema funcionava de acordo com o ciclo de copiar, reproduzir e revender aquilo que havia sido definido como moda. Simultaneamente, os consumidores se condicionaram a comprar apenas na época de liquidação. Desta forma, as marcas perceberam que era importante lançar novidades frequentemente com preços mais acessíveis. Este foi o cenário para o início do conceito do fast-fashion. O modelo da “moda-rápida” não é somente disponibilizar produtos a cada semana ou quinzenalmente nos pontos de venda com preços acessíveis. O sucesso desta rede de lojas é a pesquisa de tendências forte, feita através de coolhunters, caçadores de tendências, que são agências ou pessoas especializadas em pesquisas de consumo. Estes profissionais viajam o mundo em busca de pistas do que as pessoas vão querer consumir no futuro. Os magazines também ouvem os desejos dos consumidores, com o intuito de fabricar produtos rapidamente, valorizando o design, a originalidade e que atendam às suas necessidades.

Recentemente o formato do fast-fashion começou a ser questionado pela pesquisadora e trendhunter holandesa Li Edelkoort, que já foi apontada pela revista Time como uma das pessoas mais influentes do mundo da moda. Li lançou o “Manifesto Anti-Fashion” e apresentou que o formato do mercado de moda hoje é obsoleto. Um dos pontos importantes da matéria é a questão do modelo de negócios. Para reduzir os custos, estas empresas buscam mão de obra barata em países como China e Peru. Por outro lado, os estilistas das marcas de luxo são pressionados a lançar não apenas duas, mas três coleções anuais (desde que se instituiu o Pre-Fall). Os designers não tem espaço para amadurecer uma ideia transgressora que rompe com o padrão vigente. Um exemplo clássico são as ombreiras, difundidas na década de 80, que influenciaram a maneira como a mulher se portava nesta década. Anteriormente, entre 1939 e 1945, as mulheres ocuparam o papel de “homens da casa”, pois seus maridos estavam na zona de combate. Este período favoreceu a emancipação da mulher, assim os grandes vestidos de baile não eram adequados ao novo estilo de vida. Com o fim da guerra, Dior propõem o New Look, em 1947, que representava o resgate da feminilidade perdida no período anterior. O século XX foi marcado por mudanças bruscas no modo de se vestir, ao contrário do que acontece hoje. Novas silhuetas não são propostas, as marcas lançam apenas roupas inspiradas nas décadas passadas. Onde foi parar o frisson dos desfiles do século XX! Yves Saint Laurent rompia padrões de estética e comportamento!

A roupa tornou-se descartável! Compre use e jogue fora! Esta é a mensagem que se passa. O consumidor não tem tempo de apreciar a roupa e consequentemente conclui que a moda e o setor têxtil não têm o seu valor.

A democratização da moda foi um avanço fantástico no final do século XX e início do século XIX com a construção deste formato de empresa que proporciona informação de moda atualizada e preços controlados. Porém, analisando grosseiramente estas marcas pode-se concluir que o formato foi levado às últimas consequências com o intuito de lucrar cada vez mais. Na sua grande maioria são voltadas para o público jovem. A moda deve ser acessível a diferentes públicos-alvo e adaptada aos diversos estilos de vida dos consumidores. Elas comercializam uma pequena quantidade de produtos básicos e atemporais, porem todos os esforços são para os roupas baseadas em tendência de moda ou no estilo de uma personalidade com um corpo escultural (Kim Kardashian para C&A) Nesta atual conjuntura, onde ficam os consumidores clássicos? Será que há um espaço considerável nestas coleções para uma alfaiataria correta? A modelagem é sofrível assim como o tecido. Não se pode esquecer as tentativas da Marisa de lançar produtos plus-size. A quantidade de produtos era irrisória. Pode-se chamar isso de moda democrática?

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Por Danilo Centemero, estilista, empresário, VM e vitrinista, professor de Visual Merchandising e Vitrine no Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

 

Customizar, customizando, customizado!

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Você certamente já ouviu falar em customização, caro leitor (Não sabe ainda o que é? Ah, vá! Então corra aqui pra descobrir). Customizar, em nosso ramo, significa transformar uma peça antiga (ou nova e comum) em outra, diferente, para adaptá-la à sua necessidade, ou no caso, ao seu estilo. Surgiu da expressão inglesa “custom made”, que designa algo feito sob medida, ou seja, exclusivo. Mas você sabe onde e quando o costume da customização espalhou-se pelo mundo?Montagem 2

De acordo com estudos, o costume de adaptar e decorar roupas, acessórios e demais objetos nasceu ao final da década de 60, com o surgimento, crescimento e consolidação do movimento hippie através do mundo. Ao pregarem a igualdade entre os sexos, todos utilizavam roupas usadas, geralmente garimpadas junto aos pais e avós ou em lojas de artigos usados (berços dos nossos brechós), que ao serem reformadas, ganhavam outro aspecto. Daí o uso das roupas com aparência artesanal, tingidas em técnicas de tie dye ou dip dye e trabalhadas com aplicações de retalhos ou bordados.

 

No Brasil, a customização surgiu por volta da década de 90, da necessidade de impor atitude e personalidade ao modo de vestir. Hoje, é uma ótima alternativa à questão da sustentabilidade, pois reutiliza peças já prontas para criar novas, sem desperdício de material, além de ser uma solução econômica para peças desgastadas ou que sofreram algum “acidente”, como manchas, rasgados, etc.Montagem 3

Além dos fatores acima, a customização agrega valor à peça: a partir de uma peça básica, sem grandes atrativos, cria-se um look exclusivo e cheio de bossa, com informação de moda para dar e vender! E você, gostou da ideia?

 

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Po Haranin Julia Maria, professora de desenho de moda no núcleo de criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 e 11

 

 

Escolhendo tecidos para sua peça: a importância do caimento

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Todos nós já visualizamos uma peça linda na vitrine, e, quando entramos para provar, já nos decepcionamos com o caimento da peça, certo? Pois saiba que isso acontece com mais frequência do que você imagina, e está diretamente ligado à escolha errônea do tecido.

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Saiba, inicialmente, que a escolha do caimento do tecido, além da composição, é uma das fases mais importantes para que a peça fique exatamente como o imaginado e tenha o uso a que se destina.

Por exemplo, uma peça de alfaiataria como calça ou blazer, que necessita de caimento mais seco, que fique longe do corpo, não deve ser feita com tecidos muito fluídos, como musselina de seda, seda pura, viscolycra, etc. Todos são tecidos que marcam o corpo por serem molinhos. Já para uma blusa fluída, com gola laço, o ideal é uma das opções acima, exatamente por ser uma peça cuja característica é criar volume controlado na região do pescoço através do laço caído.Montagem 3

Gostaria de saber tudo e muito mais sobre tecidos e caimentos? Acompanhe nosso blog, para mais posts e o calendário da Sigbol para nosso workshop sobre tecidos, em breve!

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Por Haranin Julia, professora de Desenho de Moda no Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2 e 3