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Dica Rápida: Como não deixar seu cone de linha cair na hora da costura.

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Sabe quando você vai costurar na máquina caseira com um carretel de linha grande, pois o pequeno não vai te ajudar muito já que a costura levará mais linha do que vem nele?

Pois é acreditamos que todas as colegas da costura já se irritaram com o bendito do carretel dando voltas e caindo, ou ele começa a andar e tomba quebrando a linha, ai só resta colocar a linha na máquina novamente e rezar para que ele não saia dançando de novo.

Hoje nesse post vamos dar umas dicas bem básicas que vão acabar com o show do carretelzão…

Dica 1: Quando for costurar passe a linha de forma habitual, coloque o carretel para trás da máquina, coloque uma xícara ou caneca com o carretel de linha dentro na mesma direção do pino da máquina, o cone formará um ângulo perfeito de 90° graus e a linha sairá dele de forma proporcional sem sair rodando e soltando toda a hora.

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Dica 2: Outra dica para as linhas salientes é preparar um tipo de suporte para pôr o carretel dentro, bem fácil de fazer, pegue um vidro vazio e faça um furinho na tampa com um prego, cuidado para que o furo não fique com farpas soltas, pois pode quebrar a linha quando estiver costurando, prefira potes como os de maionese, além de ajudar a não quebrar a linha e nem que ela saia do lugar, também é uma forma dela não pegar pó.

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Por Andreia de Araújo, coordenadora dos Núcleos de Modelagem e Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2 e 3

Curiosidade: Agulhas de costura como armas letais

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Foi durante a segunda Guerra Mundial na década de 40, em que a Inglaterra queria desesperadamente derrotar a Alemanha que  houve um experimento com agulhas de uma grande marca de fornecedores da época.

Sim se engana quem pensa que naquela época agulhas serviam apenas para costurar nas máquinas chamadas pretinhas, o Centro de Pesquisa do Ministério da Defesa britânico fez na época um pedido surreal em quantidade de agulhas, com muitas especificações e detalhes, a empresa fornecedora mal sabia para que serviria aquela quantidade tão grande de agulhas, mas desconfiaram que pra costurar é que não seria.

Uma das respostas da empresa foi:

Datada de 24 de dezembro de 1941, diz: “Temo que não conseguimos entender inteiramente seus requerimentos. Analisando seu pedido, parece que as agulhas que necessita são para algum outro propósito, que não para máquinas de costura. Em todo caso, gostaríamos de ajudá-lo, se for possível”.

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Em dezembro de 1941 quando aconteceu esse pedido de agulhas, o propósito delas foi questionado por um dos executivos da empresa abastecedora, e a resposta foi realmente surpreendente. Chefiados por Dr.Paul Fildes, os pesquisadores do centro de pesquisas famoso por desenvolverem experimentos químicos e biológicos trabalhando junto com cientistas canadenses e norte-americanos desenvolviam um tipo de arma “não destrutiva, mas mortal”.

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Esses pesquisadores estavam bem empenhados em desenvolver uma arma que matasse muitos e fizesse o mínimo de estrago possível, nada de explosões grandiosas e alarmantes, o que eles queriam realmente era uma arma altamente letal para ser utilizada em campo aberto contra tropas inimigas, mas que não destruísse o local como as bombas convencionais e o gás mostarda (guerra química).

A ideia inicial seria fabricar tipos de dardos com as agulhas, com antraz ou ricina (que é uma proteína presente nas sementes da mamona, letal e agressiva apesar de ser parente do óleo de rícino é considerada uma das mais perigosas toxinas vegetais existentes).

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Para se ter noção, cada bomba levaria em seu interior cerca de 30 mil dardos envenenados, em testes feitos em animais a proporção de acerto foi assustador, segundo dados: 90% dos animais  em posição horizontal, e 17% dos que estavam na trincheira (um tipo de escavação) foram atingidos. No corpo a substância se manifesta dessa forma, caso a pessoa arrancasse a agulha depois de 30 segundos, estaria morto em menos de 30 minutos, agora se por acaso ela retirasse a agulha (dardo) antes de 30 segundos, em cinco minutos sofreria um colapso que o incapacitaria de seguir lutando, podendo ficar defeituoso.

Resumindo, essa pesquisa não avançou apesar da eficácia destrutiva comprovada e do baixíssimo custo de produção, afinal são apenas agulhas, o Ministério de Defesa abortou o projeto. A justificativa foi de que os dardos não seriam capazes de atingir alvos em prédios ou veículos, coisa que não seria problema com as bombas convencionais.

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Por Andreia de Araujo, coordenadora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6 , 7, 8, 9, 10 e 11.

Passo a passo – Como pregar elástico?

Pregar elástico é simples e muito útil, tanto para reformar roupas quanto para confeccionar suas peças.

Existem várias maneiras de fazer isso, umas mais complexas cheias de contas e porcentagens e existem formas mais simplificadas. Iremos ensinar uma forma tranquila e fácil de decorar.

  • No caso de uma saia ou calça, você deve proceder dessa forma: Primeiro você vai medir a circunferência da cintura desejada.

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2 – Em seguida você vai pegar o total dessa circunferência dividir por 4 e multiplicar o resultado por 3.

Ex.: a circunferência da cintura é 80cm, então dividimos 80/4 = 20

E multiplicamos o resultado por 3: 20×3=60

Portanto 60 cm será a medida do nosso elástico para que ele tenha um bom ajuste ao corpo.

Em seguida corte o elástico e transpasse 1cm para fecha-lo, formando um círculo.

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3 – Para fechar o elástico faça duas costuras paralelas e reforçadas para uma boa fixação. Imagem 3

4 – Agora vamos dividir a circunferência do elástico e da peça por quatro.

Marque com alfinetes ou risque com giz os quatro cantos.

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5 – O próximo passo é unir os pontos do elástico e do tecido para que a tensão do elástico fique dividida proporcionalmente a circunferência da peça.imagem 5

 

A primeira costura será realizada na máquina overloque, mas caso você não tenha, pode utilizar a costura zigue-zague da máquina caseira.

6 – Iremos passar a overloque por toda circunferência da peça, esticando o elástico até o tecido estar esticado por completo.

Obs. Lembre-se de colocar o elástico no lado avesso da peça.

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Depois de completar toda a costura vamos rebater o elástico.

Obs: Em hipótese alguma deixe a agulha alta caso vá mexer ou esticar o elástico e tecido durante a costura.

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7 – Para rebater o elástico basta dobrá-lo para o avesso e passar uma costura na ponta da overloque (lembre de esticar o tecido).

Aqui iremos utilizar a máquina galoneira, mas se não tiver pode passar uma costura reta na máquina caseira.

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Está prontíssimo nosso elástico.

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Aqui realizamos numa saia, mas você pode aplicar o elástico dessa mesma forma em calças, punhos, barras, entre outros.

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Por Nayara Diniz, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion.

Referências: Imagens acervo /autora.

Dicas de Costura: Como regular o ponto da sua máquina

Você já parou para imaginar como é formado o ponto na sua máquina?  Pois é muito simples: na animação abaixo você vê bem como o processo funciona.

foto 1Numa 1ª etapa, a agulha perfura o tecido e desce até o ponto mais baixo, transportando a linha do carretel. Em seguida, a agulha sobe um pouco, fazendo com que a linha superior forme um pequeno laço. A lançadeira gira, no sentido anti-horário, e, pegando o laço, expande-o e faz com que ele envolva a caixa da bobina. A linha superior envolve a linha inferior (da bobina), formando o nó, e a agulha sobe até seu ponto mais alto, os guia-fios transportam a linha para cima, e deixam o nó no meio do tecido. Todo esse processo ocorre rapidamente e se repete várias vezes, formando as costuras.

Mas, para que o ponto fique bonito, a máquina tem que estar bem regulada, de acordo com o tecido que vai ser costurado. O primeiro detalhe a ser observado é a tensão da linha, que é regulada através dos tensores (cada modelo de máquina tem um tipo diferente, mas todos funcionam da mesma forma)

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Cada tecido vai pedir uma regulagem diferente, por isso tenha sempre um retalho próximo, para testar a costura antes, e regule com ele o ponto. Quanto maior o número do ponto, maior a tensão da linha.

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E o que fazer quando a linha está embolando?

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O primeiro passo é verificar se a linha da bobina esta correndo livremente, sem travar ou enroscar (veja o post como organizar suas linhas).

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Depois, certifique-se de que a linha está passada corretamente por todas as passagens: na dúvida, dê uma olhada no manual!

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Agora é aproveitar sua máquina e soltar a costureira que existe em você!

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Por Marjorie Campos, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10

Máquinas Industriais

Diferentes das caseiras, as máquinas industriais são aquelas especificas para fazer certos tipos de costura e acabamento, possuem altos valores (podendo chegar em torno de seis mil até quinze mil reais ou mais), voltadas para indústria por suportarem uma grande produção e serem resistentes. Nos dias atuais, são, em sua maioria, totalmente eletrônicas.

Alguns exemplos são:

Caseadeira: máquina de grande porte, podemos encontrá-la no mercado como caseadeira reta e caseadeira de olho. Tem a simples função de fazer somente o ponto caseado.

Caseadeira reta:

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  • Máquina eletrônica
  • Velocidade máxima de 4200 ppm
  • Largura do caseado de 2,5 a 6,0 mm, e corta a linha automaticamente
  • Comprimento do caseado 9 a 120 mm
  • Enchedor de bobina
  • Painel digital que permite a regulagem para diferentes tipos de caseados

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Caseadeira de olho:

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  • Possui corte de linha automático
  • Painel digital para ajuste do caseado
  • Velocidade de 1000 a 2500 ppm
  • Tamanho do caseado de 5 a 50 mm
  • Fácil manutenção

 

Botoneira: máquina moderna, de grande potência, fácil manuseio e alta qualidade, ideal para indústria

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  • Pode pregar botões de 2 a 6 furos, de diferentes formatos
  • Possui sistema automático para cortar linha e levantar o calcador
  • Painel digital para controle dos pontos
  • Calcador em forma de pinça que permite o encaixe perfeito para o tamanho do botão

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Elastiqueira: Também para indústrias de grande porte.

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Possui variação de agulhas entre 4 e 6, podendo pregar e rebater o elástico. Permite aplicação de cós e possui um cilindro atrás das agulhas para uma melhor distribuição do elástico.

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Fechadeira de braço: máquina moderna, com capacidade para grande produção, é especifica para costura de camisas sociais e para fechar pernas de calça jeans.

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Possui um calcador que dobra o tecido, ao mesmo tempo que faz a costura, popularmente conhecida como costura inglesa

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Pespontadeira: máquina industrial para grandes produções, costura com 2 a 4 linhas; ideal para dar acabamento em peças que já foram costuradas na interlock, essa máquina é bem similar á reta industrial, incluindo a função do retrocesso, podendo fazer costuras com 1 a 3 agulhas.

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Travete: Usada para dar reforço à determinadas costuras da peça, por exemplo, calças jeans, jalecos e lingeries.

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Máquina moderna, com painel digital e corte de linha automática.

 

Máquina de Bordar: Possui varias opções, de acordo com a sua necessidade, podendo ter de 1 a 4 cabeças (e até mais). Possui bastidores, para manter o tecido plano e um bordado perfeito essas maquinas são modernas e totalmente automáticas.

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O importante a saber é que cada máquina tem sua função, única para cada necessidade, e, apesar de terem um custo mais alto, são máquinas potentes, ideais para quem quer investir em uma confecção. #ficaadica

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Por Cynara Gomes, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15 e 16