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Afinal, o que é desenhar?

Croquis

O desenho é a técnica básica de todas as artes, praticada por muitos artistas ao longo da história.

Aprender a desenhar, é representar um traçado, mediante uma cor ou várias, em duas dimensões aquilo que o olho vê. Ou seja, traçar em plano, imagens com forma e volume. Assim sendo, é preciso ter o conhecimento de uma série de conceitos tais como a composição, a perspectiva e proporção, entre outras.

Muita gente quer aprender a desenhar, mas não sabe o quanto a noção de proporção é necessária. Para desenhar bem, a primeira coisa que devemos aperfeiçoar é a nossa capacidade de medir. Contudo, existem várias ferramentas que ajudam a melhorar os resultados nos desenhos, como grelhas, projetores e pantógrafos. Mas o ideal é só usa-las apenas como apoio.

Podemos definir que a proporção determina o tamanho no desenho. Por exemplo, no corpo humano: As pernas são mais compridas que os braços, o dedo médio mais comprido que o mindinho, ou o nariz da mesma largura que o olho. Se a proporção não estiver correta, o desenho não parecerá certo.ProporçãoA perspectiva é o efeito pelo qual os objetos mais distantes, parecem menores, e os mais pertos de maior tamanho.

Perspectiva

A luz e a sombra criam o efeito de profundidade, dando realismo. Tudo na natureza produz sombra, um desenho sem sombreado é um desenho sem vida. Automaticamente a sombra adiciona ao desenho a sensação de perspectiva, indicando a diferença de diferentes planos de profundidade.LUZ E SOMBRA

A linha é o elemento básico de todo o desenho. Uma simples linha numa folha de papel divide o espaço em áreas. Essa separação pode definir ou diferenciar a luz da sombra, o espaço frontal do fundo, o positivo e o negativo do desenho. As linhas podem ser uniformes, de igual espessura ou diferentes.

LINHAS

A forma acontece quando a primeira linha é feita. Sua definição mais básica é o espaço branco do papel, ou seja, o espaço contido sobre as linhas desenhadas, ajudando a definir o objeto.Forma

Ficou com vontade de aprender a desenhar? Conheça nosso curso de Desenho de Moda Básico.

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Por Paola Sanguin, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, Apostila Desenho de Moda Básico Sigbol Fashion

Ilustração de Moda: Mercado, demanda e diversas possibilidades…

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“Minha mãe dizia que eu tinha jeito para desenho, e resolvi tentar ganhar dinheiro com isso… Normalmente é assim que muitos ilustradores começam a carreira, e muitos se deram bem, o que leva a crer que, na maior parte das vezes as mães estão mesmo certas. Mas ser ilustrador não depende só da vontade, do talento e do empurrão inicial da mãe, depende também de dedicação, de persistência e paciência, de muito estudo, da necessidade de ler e ver muito sobre arte, cinema, literatura, cultura geral, além de conhecimento teórico e prático do rabisco.”

 (Guia do Ilustrador – Ricardo Antunes)

A ilustração de moda, apesar de um pouco esquecida desde os anos 90, começa a retornar a cada dia com força total. Mas o que é uma ilustração?

Levemente diferente do croqui de moda (um croqui também pode ser uma ilustração, mas uma ilustração nem sempre pode ser um croqui), a ilustração, de forma geral, remete a um desenho, produzido em óleo, aquarela, nanquim ou digital, por exemplo, para qualquer mídia, que tenha a função de acompanhar ou complementar texto ou anúncio. Muito comum até o início do século XX, quando nenhuma mulher, solteira ou não, se atreveria a posar para propagandas de ateliês, lojas ou estilistas, a ilustração de moda continuou a ser utilizada até meados dos anos 60. Mesmo após o aparecimento da figura da modelo fotográfica ou de passarela, e, apesar de continuar a ser veiculada até os anos 80, perdeu a força, e tornou-se arte somente utilizada para ilustrar livros da área, principalmente fora do Brasil.

Sem título-1Setor em crescimento no país, não somente na área editorial, mas principalmente na publicidade e no design de embalagens e marcas, a ilustração pode ser trabalhada em vários materiais. Em sua maioria, os ilustradores de moda, ainda hoje, costumam iniciar seus trabalhos à mão, com materiais como grafite, carvão, tintas aquarela e guache, nanquim e pastéis, depois passá-los para a mídia digital para acabamento, se for o caso. Hoje tratada como atividade freelancer (até os anos 80, era comum que as empresas tivessem em seus quadros um ilustrador especializado para o segmento), cabe a cada ilustrador analisar as necessidades dos clientes para definir o tipo e acabamento que deverão ser usados para um melhor resultado.

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Independentemente da forma do trabalho, entretanto, é indispensável que se tenha conhecimento técnico. Mesmo na mídia digital, o aproveitamento só é completo quando se tem o desenvolvimento das técnicas tradicionais e de novas ferramentas, pois noções de incidência de luz e sombra no corpo humano, caimento de tecidos, reflexão da luz e coloração são necessários para o desenvolvimento de todos os materiais.

Sem título-1 FOTO21 - Miss Led - ilustração para adesivos para carrosSem título-1Sem título-1fgh

Além do setor editorial, o ilustrador de moda hoje tem um campo mais abrangente. Há alguns anos, vem crescendo a demanda das marcas por especialistas nessa área, principalmente para criação de estampas localizadas e corridas para seus produtos. Existem marcas especializadas somente em blusas, por exemplo, cuja criação de estampas varia de 50 a 200 peças diferentes por ano. Cases para Iphone e Ipad, criações de estampas para diversos objetos de decoração, além de notebooks, cadeados, e uma infinidade de outros produtos, também fazem sucesso e colaboram para o crescimento do mercado no país. E com público consumidor de design fashion em constante expansão e sempre mais exigente, a profissão tende a voltar a seu período áureo em pouco tempo.

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Por Haranin Julia Maria – Professora do núcleo de moda da Sigbol Fashion

 

Referência: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8