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Dica Rápida: Como não deixar seu cone de linha cair na hora da costura.

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Sabe quando você vai costurar na máquina caseira com um carretel de linha grande, pois o pequeno não vai te ajudar muito já que a costura levará mais linha do que vem nele?

Pois é acreditamos que todas as colegas da costura já se irritaram com o bendito do carretel dando voltas e caindo, ou ele começa a andar e tomba quebrando a linha, ai só resta colocar a linha na máquina novamente e rezar para que ele não saia dançando de novo.

Hoje nesse post vamos dar umas dicas bem básicas que vão acabar com o show do carretelzão…

Dica 1: Quando for costurar passe a linha de forma habitual, coloque o carretel para trás da máquina, coloque uma xícara ou caneca com o carretel de linha dentro na mesma direção do pino da máquina, o cone formará um ângulo perfeito de 90° graus e a linha sairá dele de forma proporcional sem sair rodando e soltando toda a hora.

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Dica 2: Outra dica para as linhas salientes é preparar um tipo de suporte para pôr o carretel dentro, bem fácil de fazer, pegue um vidro vazio e faça um furinho na tampa com um prego, cuidado para que o furo não fique com farpas soltas, pois pode quebrar a linha quando estiver costurando, prefira potes como os de maionese, além de ajudar a não quebrar a linha e nem que ela saia do lugar, também é uma forma dela não pegar pó.

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Por Andreia de Araújo, coordenadora dos Núcleos de Modelagem e Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2 e 3

História do bordado.

Quando ouvimos falar de bordados, logo vem a memória filmes de época, pois aprender bordar fazia parte das tarefas das mulheres, que preparavam seu enxoval com peças lindíssimas e tudo feito artesanalmente.  Hoje também temos essas peças feitas por várias bordadeiras, e não só em enxovais, como em peças de vestuário.

E vocês conhecem a história do bordado? Então vou contar um pouquinho.

Bordado é a arte de decorar com imagens e figuras, utilizando fio e agulha. O bordado pode ser feito manualmente ou a máquina, hoje em dia existem maquinas bem modernas computadorizadas que bordam todo tipo de imagem. Esses bordados podem ser feitos com linha ou podem variar com materiais mais sofisticados como paetês, vidrilhos, miçangas, pérolas além de pedras preciosas e semipreciosas.

Imaginem vocês que o primeiro ponto utilizado foi o ponto cruz, e originou-se na pré-história,suas vestes feitas com pele de animais eram costuradas com agulhas feitas de ossos e os fios feitos de fibras vegetais ou tripas de animais,( ainda bem que hoje em dia, não precisamos usar tripas de animais para bordar e temos a opção de usar pele sintética para confecção de roupas),  segundo a história, além de usarem o bordado para adornos em suas vestes também usavam nos objetos utilizados em suas casas.  Na Rússia foi encontrado um fóssil que tinha em suas vestes aplicações em grânulos de marfim, com estimativa de data de 30 mil anos a.C. .

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Até mesmo na Bíblia são feitas referências ao bordado. As civilizações antigas que moravam as margens do rio Eufrates, difundiram essa arte. Se observarmos monumentos da Grécia antiga, 2000 a.C. à 3000 a.C. veremos que suas túnicas eram bordadas, em documentários sobre a Guerra de Tróia, entre 1300  a.C.  a 1200 a.C., em plena idade dos metais, fim da Idade do Bronze e início da Idade do Ferro, Homero fala sobre os bordados de Helena e Andrômaca.

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Os Romanos na época do Império utilizavam o bordado para adornar suas vestes e utensílios, o bordado foi considerado símbolo de riqueza. Podemos encontrar também belos bordados confeccionados pelas civilizações antigas no Antigo Egito, China, Pérsia, Índia e Inglaterra.bordado imagem 5 bordado imagem 6 bordado imagem 7 bordado imagem 8

Cada país tem seu estilo de bordar, fruto da sua cultura e de seus valores, reproduzindo a sua tradição e identificando a sua história. O oriente médio aperfeiçoou e criou técnicas na arte de bordar, que até hoje são utilizadas nos bordados manuais.

A partir do século VII, o bordado tornou-se uma prática comum no Ocidente e nos séculos seguintes as abadias, e os mosteiros começaram a incentivar o bordado e cederam seus espaços para a prática da arte, damas da corte e até rainhas começaram a dedicar-se ao bordado.

Várias cenas da história foram retratadas em tecidos bordados, como por exemplo o “Bayeux Tapestry” , bordado com 231 metros de comprimento que mostra a Batalha de Hastings em 1066.

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E foi nesse século que o bordado de motivos militares, os que identificam países, regiões, impérios, escudos, brasões, pendões, armas em diversas cores, surgiram e até hoje podemos ver esta prática em fardas, flâmulas, bandeiras, e símbolos.

Na Idade Média, no final do século XII e século XV existem muitas referências sobre bordados, a Itália teve grande colaboração em propagar o bordado por toda Europa, que ao longo do tempo começou a tomar novas formas sendo recortado dando origem as rendas, e alcançou seu auge no século XVI tornando-se artesanato decorativo.

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Na Idade Moderna século XVI, encontraremos os Bordados em Blackwork, feito por Catarina de Aragão, esposa de Henrique VIII, em 1509, nesta época o bordado era ensinado somente às mulheres da corte.

bordado imagem 11Com o tempo, o bordado espalhou-se pela Europa, Ásia e Estados Unidos, tornando-se uma arte popular, eram bordados como letras do alfabeto, casas, borboletas, flores e diversos outros motivos assinadas pelo bordador, na Inglaterra foram encontrados trabalhos feitos em 1598.bordado imagem 12

Em 1834, o alemão Josué Heilmann criou a máquina de bordar, esta invenção recebeu Medalha de Ouro.

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E foi no século XX que o bordado manual e o feito a máquina passaram a conviver juntos, o bordado nas escolas era uma matéria ensinada a meninas, que aplicavam a técnica em seu enxoval, o que na época era moda e muito apreciado, ter todas as peças de bordado manual. Na década de 80 com a evolução da informática, surgiram máquinas de bordar integradas com softwares, profissionais e industriais que facilitam e aumentam a produtividade.

Mas o bordado manual é algo único, ainda usado por muitos estilistas, que tornam a peça exclusiva, tanto o bordado de linha, como o de pedraria. Podemos deixar a criatividade e imaginação nos guiar e criar peças autênticas e maravilhosas. Para quem achava que bordado é só para enxoval veja o que é possível fazer com essa arte!

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Pedraria:

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Morri!final

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Bordado, história, customização, pedraria, linha, luxo, ponto cruz, arte

 

Por, Pri Marx professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 123456789101112131415161718,

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Conhecendo máquinas de costura: Overlock

A máquina de costura do tipo overlock é indispensável para o bom acabamento das peças. Isso por que possui um sistema que corta o tecido, ao mesmo tempo que arremata as pontas, evitando que o mesmo desfie.

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Ela pode ser encontrada nas versões industrial, semi- industrial ou caseira, e trabalha com 2 fios, que passam pelos looperes, e 1 linha comum, que passa pela agulha.

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A diferença entre elas é a potência: a industrial é mais rápida e mais potente, ou seja, aguenta tecidos mais pesados com maior facilidade, em relação a semi industrial e a caseira, que são  menores e tem um motor mais fraco.

Todas as versões vêm com o esquema de como passar a linha, parte mais difícil do manejo da máquina. Para praticar, passe uma linha de cada cor, para memorizar o processo.

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Preste sempre atenção na regulagem dos tensores: é a partir deles que o ponto se forma. Se eles estiverem desregulados, a costura pode ficar solta, frouxa ou até mesmo não fechar nenhum ponto. Se a linha estiver muito apertada, pode arrebentar com maior frequência.

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A máquina tem seus aparelhos auxiliares, que deixam alguns procedimentos mais rápidos: o vivo, que já se torna viés enquanto o costura; o porta viés, para que o mesmo não enrole ou saia rolando; e o aparelho para pregar elástico, que tensiona o elástico enquanto o prega na peça, entre outros.

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Para acabamentos diferenciados (como o de barra estreita), troca-se a chapa da agulha, para uma ponta menor na parte em que o ponto se forma, fazendo com que fique mais fechado e delicado. É muito usado para barras de vestidos e tecidos finos.

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Por Marjorie Campos, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12 e 13

Dicas de Costura: Como regular o ponto da sua máquina

Você já parou para imaginar como é formado o ponto na sua máquina?  Pois é muito simples: na animação abaixo você vê bem como o processo funciona.

foto 1Numa 1ª etapa, a agulha perfura o tecido e desce até o ponto mais baixo, transportando a linha do carretel. Em seguida, a agulha sobe um pouco, fazendo com que a linha superior forme um pequeno laço. A lançadeira gira, no sentido anti-horário, e, pegando o laço, expande-o e faz com que ele envolva a caixa da bobina. A linha superior envolve a linha inferior (da bobina), formando o nó, e a agulha sobe até seu ponto mais alto, os guia-fios transportam a linha para cima, e deixam o nó no meio do tecido. Todo esse processo ocorre rapidamente e se repete várias vezes, formando as costuras.

Mas, para que o ponto fique bonito, a máquina tem que estar bem regulada, de acordo com o tecido que vai ser costurado. O primeiro detalhe a ser observado é a tensão da linha, que é regulada através dos tensores (cada modelo de máquina tem um tipo diferente, mas todos funcionam da mesma forma)

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Cada tecido vai pedir uma regulagem diferente, por isso tenha sempre um retalho próximo, para testar a costura antes, e regule com ele o ponto. Quanto maior o número do ponto, maior a tensão da linha.

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E o que fazer quando a linha está embolando?

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O primeiro passo é verificar se a linha da bobina esta correndo livremente, sem travar ou enroscar (veja o post como organizar suas linhas).

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Depois, certifique-se de que a linha está passada corretamente por todas as passagens: na dúvida, dê uma olhada no manual!

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Agora é aproveitar sua máquina e soltar a costureira que existe em você!

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Por Marjorie Campos, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10

Afinal, o que é desenhar?

Croquis

O desenho é a técnica básica de todas as artes, praticada por muitos artistas ao longo da história.

Aprender a desenhar, é representar um traçado, mediante uma cor ou várias, em duas dimensões aquilo que o olho vê. Ou seja, traçar em plano, imagens com forma e volume. Assim sendo, é preciso ter o conhecimento de uma série de conceitos tais como a composição, a perspectiva e proporção, entre outras.

Muita gente quer aprender a desenhar, mas não sabe o quanto a noção de proporção é necessária. Para desenhar bem, a primeira coisa que devemos aperfeiçoar é a nossa capacidade de medir. Contudo, existem várias ferramentas que ajudam a melhorar os resultados nos desenhos, como grelhas, projetores e pantógrafos. Mas o ideal é só usa-las apenas como apoio.

Podemos definir que a proporção determina o tamanho no desenho. Por exemplo, no corpo humano: As pernas são mais compridas que os braços, o dedo médio mais comprido que o mindinho, ou o nariz da mesma largura que o olho. Se a proporção não estiver correta, o desenho não parecerá certo.ProporçãoA perspectiva é o efeito pelo qual os objetos mais distantes, parecem menores, e os mais pertos de maior tamanho.

Perspectiva

A luz e a sombra criam o efeito de profundidade, dando realismo. Tudo na natureza produz sombra, um desenho sem sombreado é um desenho sem vida. Automaticamente a sombra adiciona ao desenho a sensação de perspectiva, indicando a diferença de diferentes planos de profundidade.LUZ E SOMBRA

A linha é o elemento básico de todo o desenho. Uma simples linha numa folha de papel divide o espaço em áreas. Essa separação pode definir ou diferenciar a luz da sombra, o espaço frontal do fundo, o positivo e o negativo do desenho. As linhas podem ser uniformes, de igual espessura ou diferentes.

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A forma acontece quando a primeira linha é feita. Sua definição mais básica é o espaço branco do papel, ou seja, o espaço contido sobre as linhas desenhadas, ajudando a definir o objeto.Forma

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Por Paola Sanguin, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, Apostila Desenho de Moda Básico Sigbol Fashion