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Customizar, customizando, customizado!

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Você certamente já ouviu falar em customização, caro leitor (Não sabe ainda o que é? Ah, vá! Então corra aqui pra descobrir). Customizar, em nosso ramo, significa transformar uma peça antiga (ou nova e comum) em outra, diferente, para adaptá-la à sua necessidade, ou no caso, ao seu estilo. Surgiu da expressão inglesa “custom made”, que designa algo feito sob medida, ou seja, exclusivo. Mas você sabe onde e quando o costume da customização espalhou-se pelo mundo?Montagem 2

De acordo com estudos, o costume de adaptar e decorar roupas, acessórios e demais objetos nasceu ao final da década de 60, com o surgimento, crescimento e consolidação do movimento hippie através do mundo. Ao pregarem a igualdade entre os sexos, todos utilizavam roupas usadas, geralmente garimpadas junto aos pais e avós ou em lojas de artigos usados (berços dos nossos brechós), que ao serem reformadas, ganhavam outro aspecto. Daí o uso das roupas com aparência artesanal, tingidas em técnicas de tie dye ou dip dye e trabalhadas com aplicações de retalhos ou bordados.

 

No Brasil, a customização surgiu por volta da década de 90, da necessidade de impor atitude e personalidade ao modo de vestir. Hoje, é uma ótima alternativa à questão da sustentabilidade, pois reutiliza peças já prontas para criar novas, sem desperdício de material, além de ser uma solução econômica para peças desgastadas ou que sofreram algum “acidente”, como manchas, rasgados, etc.Montagem 3

Além dos fatores acima, a customização agrega valor à peça: a partir de uma peça básica, sem grandes atrativos, cria-se um look exclusivo e cheio de bossa, com informação de moda para dar e vender! E você, gostou da ideia?

 

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Po Haranin Julia Maria, professora de desenho de moda no núcleo de criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 e 11

 

 

Escolhendo tecidos para sua peça: a importância do caimento

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Todos nós já visualizamos uma peça linda na vitrine, e, quando entramos para provar, já nos decepcionamos com o caimento da peça, certo? Pois saiba que isso acontece com mais frequência do que você imagina, e está diretamente ligado à escolha errônea do tecido.

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Saiba, inicialmente, que a escolha do caimento do tecido, além da composição, é uma das fases mais importantes para que a peça fique exatamente como o imaginado e tenha o uso a que se destina.

Por exemplo, uma peça de alfaiataria como calça ou blazer, que necessita de caimento mais seco, que fique longe do corpo, não deve ser feita com tecidos muito fluídos, como musselina de seda, seda pura, viscolycra, etc. Todos são tecidos que marcam o corpo por serem molinhos. Já para uma blusa fluída, com gola laço, o ideal é uma das opções acima, exatamente por ser uma peça cuja característica é criar volume controlado na região do pescoço através do laço caído.Montagem 3

Gostaria de saber tudo e muito mais sobre tecidos e caimentos? Acompanhe nosso blog, para mais posts e o calendário da Sigbol para nosso workshop sobre tecidos, em breve!

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Por Haranin Julia, professora de Desenho de Moda no Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2 e 3