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Creative Friday: Guido Crepax

Guido Crepax foi um artista, ilustrador e autor italiano, um dos grandes nomes das HQs, sendo conhecido pela linguagem cinematográfica e pelo estilo elegante e sensual de seus desenhos.

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Começou a trabalhar como artista gráfico e ilustrador publicitário ainda na faculdade de arquitetura. Fez campanhas premiadas para empresas como Shell, Campari e Honda.

Em 1965, criou a emblemática personagem Valentina Rosselli, visualmente inspirada na atriz do cinema mudo Louise Brooks (o corte de cabelo e o olhar penetrante são sua marca registrada).

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Valentina é uma mulher multifacetada, que oscila entre uma vida giphy (2)real em que trabalha como fotógrafa e cuida da família e um mundo onírico em que explora as mais diversas fantasias. Essa complexidade à frente de seu tempo a tornou um verdadeiro ícone da mulher moderna e liberta.

O artista também se notabilizou pela adaptação para quadrinhos de clássicos como Frankenstein, de Mary Shelley, e O processo, de Franz Kafka, com destaque para a literatura erótica – Justine, do Marquês de Sade, e A história de “O”, de Pauline Réage, são algumas de suas obras mais conhecidas.

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Creative Friday Ribeirão Preto Taubaté

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Creative Friday – Vinho

Dê um play e brinde a vida:

O vinho é considerado uma das bebidas mais antiga do mundo, desde a.C pesquisadores relatam seu surgimento na Grécia, representado por Dioniso, o deus do vinho e da diversão.

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No Egito Antigo, o vinho tornou-se parte da história, desempenhando o papel importante em cerimônias, até os dias atuais, dos casamentos até jantares românticos, ou até mesmo afogar as mágoas.

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Durante a Idade Média, a Igreja Cristã apoiava o vinho, o qual era necessário para a celebração da missa católica. Em locais como a Alemanha, a cerveja foi banida e considerada pagã e bárbara, enquanto que o consumo de vinho era visto como civilizado e como sinal de conversão, até que veio o exagero.

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Com o passar do tempo o vinho era tão venerado e o seu efeito tão temido que foram elaboradas teorias sobre qual seria a melhor gema para fabricar taças para contrariar os seus efeitos indesejáveis, como ficar bêbado.

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Mas para um bom apreciador, não basta apenas agradar o paladar. O aroma, a suavidade, a leveza e o prato, também fazem parte das normas de etiqueta.

Em nosso Creative Friday, resolvemos explorar a imensidão de tonalidades que o vinho pode alcançar desde o tinto ao branco.

Monsieur et Madame, sente-se e fiquem à vontade. Aprecie o nosso Menu e escolha o vinho de sua preferência:

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Um Brinde!

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Creative Friday – Dança do Ventre

Nesta semana, nosso Creative Friday chega trazendo alguns sotaques diversos, mas principalmente aqueles do Oriente Médio e Ásia Meridional: o tema da semana é a arte da Dança do Ventre.

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A origem da dança do ventre sempre foi controversa: alguns pesquisadores acreditam que os movimentos tenham vindo de rituais egípcios para fertilidade, e espalhado pela região do Oriente Médio depois das invasões árabes. Daí, teria sido incorporada à massiva maioria das danças e comemorações pela população local, tornando-se assim uma dança do povo. Desde sua origem até hoje, somente mulheres praticam a dança, enquanto aos homens se reserva o papel de reger e tocar os instrumentos de corda e percussão, além de participarem das danças comemorativas folclóricas, com passos e movimentos bem diferente dos femininos. Ainda hoje, em locais muito tradicionais, bailarinas dançam sobre as mesas e o toque em seu corpo é proibido, pois se acredita que durante a dança, seu corpo divide-se em três partes distintas, mulher, espírito e serpente, tornando-se sagrado.

Apesar das intensas modificações sofridas, tais como adições de movimentos de outras danças e misturas de músicas de outras origens (os famosos fusions: tribal fusion, samba árabe, etc), a dança do ventre continua intacta nos círculos tradicionais pelo mundo: afinal, nenhuma reunião festiva é tão feliz sem uma boa roda de Dabecke, certo? Então aproveite, dê um play no vídeo abaixo:

Com vocês, nossas dançarinas! Salaam Aleikum.Painel Dança do Ventre

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Creative Friday – “estampas” urbanas

Que tal usar a paisagem urbana como estampa?4

É isso que o ilustrador Shamekh Bluwi usa em seus desenhos de moda! Seus croquis são reproduções e criações próprias que carregam em cada traço delicado o talento desse artista.

 

Shamekh também é arquiteto, isso nos dá base para entender 3a junção das duas artes. Com ajuda de um estilete, corta a parte interior das peças no papel. Depois, é só apontar para uma paisagem bacana e pronto: prédios, ruas e paredes viram estampas que ao longo do dia ou da noite nos proporciona uma variação de cores incrível!

 

E essa semana a Sigbol se aventurou nessa novidade. ♥

Cada professora com a sua paisagem !

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Creative Friday – Margaret Keane

Do cativeiro às coleções de arte de todo o mundo: Margaret Keane

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No Creative Friday de hoje, trouxemos arte realista misturada à ilusão. Para quem nunca ouviu falar de Margaret Keane até hoje, poderá conhecer sua história a partir deste ano, quando o filme “Big Eyes”, de Tim Burton, chegar às telas.

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Nascida Peggy Doris, em Nashville, Tennessee, Margaret começou sua carreira pintando quadros com imagens de anjos com olhos gigantes (chegando até mesmo a serem desproporcionais aos seus rostos) e asas molengas, e em 1955, em uma exposição de arte de rua em São Francisco, conhece seu segundo marido, Walter Keane. Após o casamento, entretanto, o marido passa a vender os quadros de Margaret como sendo seus, e até meados dos anos 60, Keane torna-se um verdadeiro sucesso. Somente em uma de suas exposições, quando é questionada com a frase “Você também é pintora?”, Margaret descobre a farsa do marido. Confrontado, inicialmente ele convence a esposa a continuar com a farsa, sob pena de serem processados por fraude, o que lhe causaria imensos problemas visto que já havia se divorciado uma vez e tinha uma filha pequena (lembrem-se, para a década de 50, o divórcio já lhe causava grande estigma). Margaret se dispôs a ensinar Walter a pintar tal qual sua própria forma, mas, quando percebeu que não conseguiria aprender, ele revolta-se e passa a trancar a esposa cerca de 16 horas seguidas por dia, em cativeiro, sob vigilância dele e das empregadas, recorrendo inclusive, em alguns momentos, ao espancamento e violência física. Somente em 65, após 8 anos de cativeiro, Margaret consegue liberdade sob promessa de continuar produzindo pinturas para o ex marido. Casou-se novamente e, em 1970, decidiu contar a um repórter sua história, reclamando o crédito por suas telas. Mas somente em 1986, conseguiu reavê-las, quando o juiz federal responsável pelo caso simplesmente convocou os Keane, Walter e Margaret, para pintarem em frente aos jurados. Margaret finalizou seu quadro em aproximadamente 53 minutos. Walter alegou problema nos braços e recusou-se a pintar.

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Do processo Margaret deveria ter recebido cerca de 4 milhões de dólares, cuja cor nunca viu, visto que Walter acabou morrendo na miséria, em 2000, bêbado inveterado que havia sido durante toda a vida, após torrar sem dó nem piedade todo o dinheiro que havia ganho pelos quadros da ex esposa. Margaret ainda vive na Califórnia, proprietária da Keane Eyes Gallery, onde, de sombrios, melancólicos, tristes e chorosos olhares, saem hoje grandes olhos prestes a quebrarem-se em simpáticos sorrisos.

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Magaretkeane Olhos grandes

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