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O inventor da fita métrica.

E uma tira de medição não elástica e flexível, muito usada na confecção de pecas sob medida pelas costureiras. No Brasil tem 150 cm, em outros países como Europa e Inglaterra as fitas têm como medições, polegadas.

O seu inventor Alexis Lavigne, alfaiate pessoal da Imperatriz Eugenia, criou um busto com medidas pessoais da Imperatriz, já que a mesma não gostava de tirar medidas, logo depois Alexis foi quem inventou a fita métrica, só não virou padrão por conta das diferenças dos corpos entre indivíduos das diversas etnias.

Mas na verdade não usamos a fita métrica somente para tirar medidas, quando precisamos medir algum móvel para ver se ele encaixa em algum cantinho, a fita sempre está ali para nos ajudar, e ate mesmo para fazer uma cortina, sempre damos um jeitinho não e verdade?

E quando queríamos ver o quanto nossos filhos haviam crescidos, la estava ela a fita métrica. Mesmo antes de iniciarmos no mundo da costura a fita métrica já fazia parte do nosso “dia a dia”.

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Por Ana Paula Lopomo, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion.

Referências: 12, 3 e 4.

Cabelo colorido, de onde vem?

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Há várias temporadas as cores invadiram e enfeitaram os fios dos cabelos dos mais ousados e modernos pertencentes ou não a certas tribos urbanas. As tonalidades variam de acordo com cada estação, porém o colorido está sempre presente. Mas essa tendência não é tão nova assim. Ela já foi febre há mais de 500 anos.

A moda era pulverizar (propagar pó; cobrir de pó; jogar pó sobre alguma coisa) os cabelos, perucas e extensões capilares com materiais desde amido de milho ou farinha de trigo e até crina de cavalo. A princípio tal processo era feito com o intuito de desengordurar os fios das perucas.tumblr_mm3dnlnjQi1qzerjgo1_500150618_10151379448082369_1828995796_n

Tal moda foi introduzida a sociedade por Henrique IV da França (1589-1610) para disfarçar os cabelos grisalhos pulverizando-os com um pó escuro.rei1

No século XVIII tomou conta da cabeça de todos na alta sociedade, homens e mulheres tornavam-se respeitados por terem os cabelos coloridos. O uso do pó na cor branca evidenciava a riqueza de quem o usava, em contraponto quanto mais forte a cor mais respeitável a pessoa pareceria.tumblr_inline_mqt6d6nOmx1qz4rgp

Mais tarde, em 1780 todos os jovens nobres tinham seus cabelos naturais (ou não) pulverizados.

A febre colorida acabou quando em 1789 deu-se início a Revolução Francesa, o que representou a decadência da nobreza.

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Por Mayara Behlau, professora no Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 23 e 4

A MODA E A CRISE

A década de 30 começa com a queda da bolsa de valores de Nova York e isso reflete explicitamente numa crise mundial; pobreza, escassez e desemprego em estado alarmante. E como a Moda é o espelho da história, e em sua fase mais glamorosa também foi afetada pela economia da época.

As divas do cinema, o ar esnobe masculino e um estilo de vida baseado no esporte e banhos de sol (o que ocasionou a adaptação do vestuário como maiôs e shorts) levaram a moda a outro patamar; a resistência!

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No auge da crise o uso de materiais mais baratos passou a ser usado na confecção de vestidos de gala inspirados no cinema e na riqueza daqueles que não foram atingidos pela mesma. E com surgimento de uma nova necessidade é sempre acompanhado de um produto ou ideia que a sacie, foram criados os primeiros tecidos sintéticos (nylon e cetim), mais baratos e duráveis foram utilizados na fabricação de meias calças a partir de 1939.

De 1929 á 1939 (ano que deu início a 2° Guerra Mundial) o mundo passou por mudanças, porém adaptou-se a elas.

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O novo repete o velho!

E a moda resiste.

E sobrevive.

 

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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1 e 2