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Moda e Política

Em tempos onde a política é um tema abrangente, é lógico que a moda não poderia ficar de fora dessa. Desde os tempos antigos a política e a moda andam juntas, os líderes mundiais usavam a forma de se vestir para se comunicar com a população e principalmente porque a moda sempre moveu a economia do mundo.

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A moda reflete a sociedade e hoje em dia os estilistas aproveitam se expressar da melhor forma . Às vezes, as mensagens passadas pelas roupas que vestimos podem ser complexas, comunicar uma posição ou servir como declarações ousadas para gerar reações.

Com o passar dos anos, por terem surgidos alguns problemas no processo de produção, hoje a moda pode apresentar resultados colaborativos como sustentabilidade, ética, inclusão e um movimento artístico fortíssimo.

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Em diversos momentos históricos a moda teve seu papel, e por meio dela conquistamos muitas coisas.  Foi assim na Revolução Francesa, onde a burguesia usou calças sem culotes para se diferenciar da nobreza. Com Coco Chanel quando cortou seu cabelo e vestiu calças simbolizando a busca da independência feminina. Quando sutiãs foram queimados. Quando os Punks protestaram através de suas roupas e muito mais.

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15.

Curiosidades sobre as gravatas!

Gravata… Todos pensam em um item de elegância, mas surgiu por higiene. Soldados romanos usavam focales (faixa de pano no pescoço) como toalha e para proteger do sol. Nota-se na Coluna de Trajano (monumento de Roma), ano 865.

Outra possível origem da gravata foi considerada, quando, mais recentemente (1974) em escavações foram descobertos esculturas de soldados chineses quase 300 anos A.C, com lenços no pescoço.

Depois de séculos, reapareceu na Europa, durante a guerra dos 30 anos, século XVII. Luís XIV levou para a Francas guerreiros que entre eles, mercenários croatas, e esses usavam pano no pescoço.

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Esse item foi incorporado ao uniforme, sendo de material mais rústico aos soldados e de tecido de algodão e seda aos oficiais mais graduados. Parisienses chamavam tal adereço de cravate que significa croata. Então…, Gravata, uma variação da palavra croata.

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Franceses usavam golas enormes rendadas, e com a empolgação da gravata pela sociedade, essas golas se transformaram em imensos babadores rendados. O próprio Rei Sol (Luis XIV) fez de seu pescoço uma cascata de rendas.

No ataque surpresa em Steinkerque, a pressa em se vestirem, fez com que oficiais enfiassem pontas da gravata pela casa do botão superior. Criada a gravata Steinkerque. Moda acontece ao acaso.

O rei da Inglaterra retornou ao seu país, depois de seu exílio na França, quando a guerra terminou. Levou junto à nova moda, uso de gravata, inclusive para proteção do frio no pescoço. Essa moda se espalhou pela Europa e depois com a expansão marítima, pelos outros continentes.

No final do século XVIII, as gravatas diminuíram de tamanho, com uma variedade de laços e nós, e de tecidos. Manuais, livros, discussões filosóficas… , muito girava em torno das gravatas. Muito se associava a pessoa, dependendo do nó e cor usados, por exemplo, os que usavam a cor preta, não eram bem aceitos pelos tradicionalistas que usavam a cor branca.

Honore de Balzac, famoso escritor francês, escreveu: “A gravata e o homem, é através dela que o homem se revela e se manifesta” e também que a gravata de um homem de gênio é bem diferente da gravata de um homem medíocre.

Foi na Inglaterra onde mais se diferenciava as pessoas, pela gravata que usavam.

Nessa época nasce um tipo de gravata que mais tarde seria chamado de gravata borboleta.

A gravata mudou de formas algumas vezes durante o século XX.

Na primeira década do século 20, a gravata era um assessório quase que essencial na vestimenta dos homens. O nó mais usado era o Four-in-Hand, inventado décadas antes. Ainda hoje é um dos mais usados. Dentro das variações de nós existentes, ressaltamos: Nó Windsor e Nó Double Windsor, criados ex-rei Eduardo VIII, também muito usados.

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Os anos 1920 trouxeram mais liberdade aos costumes e à cultura. As gravatas eram simplistas; com estampas de listras ou mesmo lisas. Também era usada muito a gravata borboleta.

Na década de 30 as gravatas começaram a ser fabricadas com várias estampas e cores, o que com a segunda guerra mundial , nos anos 40, teve um declínio de criatividade e de produção. Depois da guerra, com um sentimento grande de liberdade , fizeram gravatas com estampas bem diferentes.

Nas décadas de 50 e 60 era moda gravatas pintada a Mao.

Americanos criaram a gravata texana, um acessório de metal preso no pescoço no qual se prende dois fiapos de pano, chamada hoje em dia de gravata country.

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No Brasil , nos anos 70, usavam gravatas bem largas com nós salientes, chamados gravatões.

Nos anos 80, as gravatas passaram a ter motivos geométricos, e seus nós reduzidos.

A partir dos anos 90 as gravatas ficaram mais padronizadas, e sem mudanças drásticas.

Entramos no século XXI, com a mesma padronização, mas com variações de tecidos, sintéticos ou não, mistos ou naturais e existindo também alguma pequena diferença de largura.

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Gravata borboleta.

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Gravata Slim ou Skinny.

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Gravata Tradicional.

Hoje, a gravata pode ser considerada peça-chave da roupa masculina. Sua função prática é esconder a fileira de botões da camisa, mas sua função maior é conferir personalidade a quem a usa. É na gravata que o homem pode exercitar sua criatividade e dar um toque pessoal.
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Por Dalva Aparecida, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion – Campinas.

Referências: Apostila Sigbol Fashion – Dicionário da Moda

As costureiras…

Já te contamos a história da costura aqui no blog, mas vocês sabem quando as costureiras realmente puderam palpitar na criação de novos cortes e modelagem da peça?

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Quando o rei e a corte se instalaram em Paris, a população passou a se interessar por produtos de luxo. Transformando o modo que se vestiam, surgindo uma nova tendência conhecida como Moda!

A diversidade do corte, de tecidos e de cores foi crescendo e sendo valorizada pela elite. Não bastava ter apenas uma túnica, e sim uma grande diversidade de peças.

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Foi nesse período que os alfaiates, as costureiras, bordadores e tingidores de tecido conseguiram se destacar entre todas as áreas de trabalho, já que eram responsáveis por produzir roupas para a corte e causar a melhor impressão possível dos nobres que a vestiam.

Porém, as costureiras eram apenas conhecidas pelos consertos e ajustes para os alfaiates, poucas conseguiam se destacar e construir uma clientela, sendo que somente mestres alfaiates tinham legitimidade para vestir a elite.Rose_Bertin_Trinquesse

Até que o figurino da rainha Maria Antonieta foi um dos mais imitados pelos jovens franceses e posteriormente influenciando a maneira de vestir. Foi aí que Rose Bertin ganhou destaque, por ser costureira da rainha, atraia clientes que queriam se vestir como ela.

Mas, somente pela ordem do rei Luis XIV, foi que as costureiras adquiram reconhecimento e passaram a ser divididas em quatro categorias:

  • Costureira de vestuário;
  • Costureira de roupas infantis;
  • Costureira de camisa;
  • Costureira de acabamentos.

'Sewing' — William Adolphe Bourguereau(RSTagliafierro GIF)

As costureiras podiam somente confeccionar a roupa após o cliente ter escolhido o tecido. Algumas passaram a arriscar em novos cortes do tecido e modelagens. Apesar de algumas conseguirem expor suas ideias, as clientes sempre ditavam a palavra ao final da criação.

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Hoje grandes empresas contratam costureiras, a área é extensa. Algumas trabalham como piloteira, outras preferem apenas costura e acabamento e há aquelas que preferem trabalhar em casa com ajustes e reformas. Mas todas precisam saber como manusear as máquinas e quais são seus melhores acessórios.

Aqui na Sigbol tem curso de costura para todos os gostos! Se você ama costurar, confira só a variedade de cursos em nosso site.

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fahion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8. Manuel Técnico História da Moda Sigbol Fashion.

A história do cadarço

Foto 1Cadarço: um cordão usado para prender os sapatos e ajustá-los ao pé. São compostos de um determinado número de fios longitudinais (urdume) e transversais (trama), além de possuir um acabamento chamado de ourela ou canutilho. Siiiiimmmmm, um pouco parecido com os tecidos planos.

Slip On

O cadarço se tornou muito popular apenas no século 20. Anteriormente, os sapatos eram do estilo “slip-on” (do tipo em que escorrega o pé para dentro do sapato), amarrado ou abotoado. Mas como assim abotoado? Antigamente os sapatos eram fechados com botões e para isso era preciso a ajuda de um instrumento especial que facilitava o fechamento por meio de ganchos.

ImagemNão se sabe ao certo quando o cadarço surgiu, pois os sapatos eram feitos de materiais que se deterioraram rapidamente. Mas existem alguns registros arqueológicos usados pelo homem primitivo da idade do Bronze, um simples emaranhado de pedaços de couro ou grama presos à alguma forma de cordel, feito de couro e cadarços feitos de corda e lascas de cal.

Pre historyQuanto aos sapatos, no sentido em que nós os conhecemos hoje, o Museu de Londres tem exemplos documentados de calçado medievais datados do século XII, o que demonstra claramente o cadarço passando por uma série de ganchos ou ilhoses na frente ou lateral do sapato.

FashionO inventor do cadarço moderno é supostamente Harvey Kennedy, mas diversas formas apareceram em várias épocas da história. Podem ser feitos de couro, algodão, juta ou de outros materiais utilizados na fabricação de cordas. Nos modernos eram incorporadas diversas fibras sintéticas, porém são mais escorregadias e desfazem o laço facilmente. Para que os fios fiquem bem presos, são utilizados canutilhos, facilitando também na hora de transpassar no sapato.

Hoje existem diversos tipos de cadarços e formas de amarrar e a gente te dá algumas dicas criativas:Dicas

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15.

Manual de História da Moda Sigbol Fashion

A MODA E A CRISE

A década de 30 começa com a queda da bolsa de valores de Nova York e isso reflete explicitamente numa crise mundial; pobreza, escassez e desemprego em estado alarmante. E como a Moda é o espelho da história, e em sua fase mais glamorosa também foi afetada pela economia da época.

As divas do cinema, o ar esnobe masculino e um estilo de vida baseado no esporte e banhos de sol (o que ocasionou a adaptação do vestuário como maiôs e shorts) levaram a moda a outro patamar; a resistência!

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No auge da crise o uso de materiais mais baratos passou a ser usado na confecção de vestidos de gala inspirados no cinema e na riqueza daqueles que não foram atingidos pela mesma. E com surgimento de uma nova necessidade é sempre acompanhado de um produto ou ideia que a sacie, foram criados os primeiros tecidos sintéticos (nylon e cetim), mais baratos e duráveis foram utilizados na fabricação de meias calças a partir de 1939.

De 1929 á 1939 (ano que deu início a 2° Guerra Mundial) o mundo passou por mudanças, porém adaptou-se a elas.

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O novo repete o velho!

E a moda resiste.

E sobrevive.

 

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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1 e 2