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Fio do tecido

Você já deve ter ouvido este termo e se perguntado: o que é fio do tecido? Então explicamos hoje…

A estrutura do tecido plano é formado pelo entrelaçamento de dois fios que se cruzam em perpendicular (trama e urdume), e possui um arremate lateral chamado ourela.

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O que chamamos de fio do tecido é o sentido em que corre o urdume. Tanto este quanto a trama assumem funções diferentes no momento da tecelagem, e acabam por terem características que influenciam no caimento de maneira diferente.

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No tear, o fio de urdume fica bem esticado e é a base da trama do tecido. Por ficar tão tensionado, os fabricantes usam fios mais torcidos e mais resistentes. Geralmente os fios são mais finos também, o que facilita a passagem da trama.

Já o fio da trama entra depois que o tear já está arrumado: a trama passa por entre os fios previamente esticados, de um lado a outro, sem puxar demais. Diferentemente do urdume, a trama não é tensionada, logo o fio pode ser menos resistente e menos torcido. Quando fazemos um tecido com fios diferentes, como os do chenille, ou de lã rústicos, estes sempre irão na trama, e nunca no urdume. Por não ser tão tensionado, o fio da trama fica ondulado no tecido, pois segue o caminho em zigzag ao redor dos fios de urdume.

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E o que isso tem a ver com o caimento do tecido? Quando o fio de urdume cai perpendicular ao solo, a roupa tem um caimento melhor do que quando ele cai paralelo. Como o fio de urdume é mais tensionado e rígido, também é mais resistente, e é ótimo para regiões da roupa que vão sofrer tensão, como palas de camisas.

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Uma opção de corte também é o viés, mas não existe um fio: o corte em viés é feito a 45˚ do fio de urdume. Neste sentido, não passa nenhum fio do tecido, por isso o caimento é mais leve e o tecido estica mais.

Para marcar o fio reto no molde, trace uma linha paralela ao centro da frente ou centro das costas. Já para marcar o fio atravessado, trace uma linha perpendicular ao centro da frente ou centro das costas. Por fim, para marcar o viés, trace uma linha a 45º da linha do centro da frente ou das costas.

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Por Marjorie Campos, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2 e 3

Conhecendo máquinas de costura: Overlock

A máquina de costura do tipo overlock é indispensável para o bom acabamento das peças. Isso por que possui um sistema que corta o tecido, ao mesmo tempo que arremata as pontas, evitando que o mesmo desfie.

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Ela pode ser encontrada nas versões industrial, semi- industrial ou caseira, e trabalha com 2 fios, que passam pelos looperes, e 1 linha comum, que passa pela agulha.

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A diferença entre elas é a potência: a industrial é mais rápida e mais potente, ou seja, aguenta tecidos mais pesados com maior facilidade, em relação a semi industrial e a caseira, que são  menores e tem um motor mais fraco.

Todas as versões vêm com o esquema de como passar a linha, parte mais difícil do manejo da máquina. Para praticar, passe uma linha de cada cor, para memorizar o processo.

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Preste sempre atenção na regulagem dos tensores: é a partir deles que o ponto se forma. Se eles estiverem desregulados, a costura pode ficar solta, frouxa ou até mesmo não fechar nenhum ponto. Se a linha estiver muito apertada, pode arrebentar com maior frequência.

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A máquina tem seus aparelhos auxiliares, que deixam alguns procedimentos mais rápidos: o vivo, que já se torna viés enquanto o costura; o porta viés, para que o mesmo não enrole ou saia rolando; e o aparelho para pregar elástico, que tensiona o elástico enquanto o prega na peça, entre outros.

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Para acabamentos diferenciados (como o de barra estreita), troca-se a chapa da agulha, para uma ponta menor na parte em que o ponto se forma, fazendo com que fique mais fechado e delicado. É muito usado para barras de vestidos e tecidos finos.

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Por Marjorie Campos, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12 e 13