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As costureiras…

Já te contamos a história da costura aqui no blog, mas vocês sabem quando as costureiras realmente puderam palpitar na criação de novos cortes e modelagem da peça?

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Quando o rei e a corte se instalaram em Paris, a população passou a se interessar por produtos de luxo. Transformando o modo que se vestiam, surgindo uma nova tendência conhecida como Moda!

A diversidade do corte, de tecidos e de cores foi crescendo e sendo valorizada pela elite. Não bastava ter apenas uma túnica, e sim uma grande diversidade de peças.

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Foi nesse período que os alfaiates, as costureiras, bordadores e tingidores de tecido conseguiram se destacar entre todas as áreas de trabalho, já que eram responsáveis por produzir roupas para a corte e causar a melhor impressão possível dos nobres que a vestiam.

Porém, as costureiras eram apenas conhecidas pelos consertos e ajustes para os alfaiates, poucas conseguiam se destacar e construir uma clientela, sendo que somente mestres alfaiates tinham legitimidade para vestir a elite.Rose_Bertin_Trinquesse

Até que o figurino da rainha Maria Antonieta foi um dos mais imitados pelos jovens franceses e posteriormente influenciando a maneira de vestir. Foi aí que Rose Bertin ganhou destaque, por ser costureira da rainha, atraia clientes que queriam se vestir como ela.

Mas, somente pela ordem do rei Luis XIV, foi que as costureiras adquiram reconhecimento e passaram a ser divididas em quatro categorias:

  • Costureira de vestuário;
  • Costureira de roupas infantis;
  • Costureira de camisa;
  • Costureira de acabamentos.

'Sewing' — William Adolphe Bourguereau(RSTagliafierro GIF)

As costureiras podiam somente confeccionar a roupa após o cliente ter escolhido o tecido. Algumas passaram a arriscar em novos cortes do tecido e modelagens. Apesar de algumas conseguirem expor suas ideias, as clientes sempre ditavam a palavra ao final da criação.

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Hoje grandes empresas contratam costureiras, a área é extensa. Algumas trabalham como piloteira, outras preferem apenas costura e acabamento e há aquelas que preferem trabalhar em casa com ajustes e reformas. Mas todas precisam saber como manusear as máquinas e quais são seus melhores acessórios.

Aqui na Sigbol, temos o curso de corte e costura para todos os gostos! Se você ama costurar, confira só a variedade de cursos de moda em nosso site.

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fahion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8. Manuel Técnico História da Moda Sigbol Fashion.

A MODA E A CRISE

A década de 30 começa com a queda da bolsa de valores de Nova York e isso reflete explicitamente numa crise mundial; pobreza, escassez e desemprego em estado alarmante. E como a Moda é o espelho da história, e em sua fase mais glamorosa também foi afetada pela economia da época.

As divas do cinema, o ar esnobe masculino e um estilo de vida baseado no esporte e banhos de sol (o que ocasionou a adaptação do vestuário como maiôs e shorts) levaram a moda a outro patamar; a resistência!

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No auge da crise o uso de materiais mais baratos passou a ser usado na confecção de vestidos de gala inspirados no cinema e na riqueza daqueles que não foram atingidos pela mesma. E com surgimento de uma nova necessidade é sempre acompanhado de um produto ou ideia que a sacie, foram criados os primeiros tecidos sintéticos (nylon e cetim), mais baratos e duráveis foram utilizados na fabricação de meias calças a partir de 1939.

De 1929 á 1939 (ano que deu início a 2° Guerra Mundial) o mundo passou por mudanças, porém adaptou-se a elas.

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O novo repete o velho!

E a moda resiste.

E sobrevive.

 

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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1 e 2

História da Máquina de Costura

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Desde tempos remotos a costura está presente na humanidade. Em nosso antigo post (clique aqui) contamos não só a história como os primeiros instrumentos que surgiram, a agulha e o dedal. Mas o que queremos saber hoje é: Quem teve a brilhante ideia de inventar a máquina de costura?

FOTO 2Com o passar do tempo, e o aperfeiçoamento das técnicas de costura, nasceu à profissão de costureiro. Até que um homem chamado Charles Weisenthal, em torno de 1755, trabalhou na ideia de uma primeira patente ligada à costura mecânica. Mas em 1790 foi Thomas Saint, quem produziu uma máquina para trabalhos em couro, usada para costurar calçados.

FOTO 3Em 1807, o alfaiate austríaco Josef Madersperger, apresentou seu projeto da sua primeira máquina de costura. Porém, quem conseguiu se dedicar mais a este desenvolvimento em nível industrial de vestuário, foi o francês Barthelemy Thimmonier, em 1830.

Isso deu inicio a costura industrial, o que incomodou bastante os artesãos que não poderiam acompanhar o ritmo das empresas e os levaram a manifestações constantes contra a indústria de roupas, a ponto de destruir e colocar fogo em todas as máquinas.

FOTO 4Porém foi o grande inicio de uma nova era da empresa têxtil, onde a produção foi em massa e também possibilitou a confecção artesanal. Enquanto a maioria usava roupa padronizada, a burguesia queria se distanciar das classes inferiores e optaram por alfaiates em busca de exclusividade no vestuário, surgindo assim o início da alta-costura.

A partir de 1850, o americano Isaac Merrit Singer fez algumas mudanças na máquina de costura, ele se atentou principalmente como a agulha se movia e no pedal. Essa máquina deu início à empresa “Singer”, uma das maiores no mundo. Então foram surgindo as concorrentes com os anos e hoje existem vários tipos de máquinas específicas para cada tipo de costura e que consomem menos energia.

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação Sigbol Fashion

Referências: Manual História da Moda Sigbol Fashion, 123, 4.

A história das listras

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Em toda a sociedade da época eclesiástica foi declarada guerra a tudo aquilo que confundia a visão: as listras, principalmente as que alternavam cores vivas (vermelho ou amarelo), por exemplo, por suscitar aos olhos da Igreja a imoralidade.

Através de estudos e análises sobre o traje listrado, é possível visualizar uma breve passagem da idade média para a idade moderna. Neste período, o status social e cultural da vestimenta listrada sofreu uma rápida transformação do conceito diabólico para o doméstico, como sinal de impureza e transgressão. Com isso a listra adquiriu novos conceitos.

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Já passando pelos séculos XVI a XVIII, período do primeiro romantismo, observamos a ascensão das listras: as mesmas deixaram de ser ofensivas para serem aristocráticas. Os nobres as imitavam e as listras foram ganhando o seu espaço: verticais para a aristocracia e horizontais para os servos.

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Um grande tempo depois, as listras ganharam as telonas dos cinemas, vestindo gângsteres, mafiosos, pessoas fora da lei e tantos outros personagens que nos fazem referências ao crime. Desta forma, é possível concluir que as listras não desapareceram com o fim dos conceitos atribuídos desde os séculos passados.

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As listras passaram também a fazer parte do uniforme de marinheiros, e quando a sociedade européia descobriu os prazeres dos banhos de mar, as mesmas passaram do alto mar para a costa. Os banhos também tinham finalidades terapêuticas e os médicos recomendavam o uso de roupas brancas, mas elas ficavam transparentes quando molhadas. Assim, surgiu o traje listrado moda praia. Depois, as listras da praia distanciaram-se da comparação com o uniforme dos marinheiros, e passaram a fazer parte do círculo do lazer, do esporte, da infância e da juventude.

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Porém, atualmente, as listras ganharam um novo espaço no mundo da moda. Na década de 1960, influenciaram bastante em editoriais junto à Op Art. Existe uma grande diversidade de modelos de roupas estampadas, especialmente aquelas que dão uma disfarçadinha na barriguinha saliente e no quadril.

Hoje as listras não significam mais algo diabólico, como na Idade Média, nem transgressão social. Qualquer pessoa pode usar, mas é sempre bom procurar uma dica de um Personal Stylist para ajudar na hora da escolha, de acordo com a sua silhueta.

Atualmente

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Por Paola Sanguin, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, Manual História da Moda Sigbol Fashion, Livro: The Devil’s Cloth