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Estamparia Digital

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A Estamparia Digital surgiu nos anos 90, e muitos acreditavam que esse processo acabaria com os outros meios de estampar tecidos, etc.

Mas apesar de estar ganhando cada vez mais força no mercado, não se pode afirmar que a serigrafia, transfer ou qualquer outra técnica serão extintas, pois cada uma tem sua característica e peculiaridade, idealizada pelo designer.

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Esse processo de estamparia possuem maquinários que trabalham com tecidos sintéticos e outro com fibras naturais. No segundo caso, é necessário a aplicação de um produto especifico que prepara o tecido para receber a estampa digital.

O tecido é colocado na maquina e já sai dela pronto para a utilização. Já com a fibra sintética,  o arquivo do desenho é transmitido para a impressora que imprimo no papel.

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Após a impressão o desenho é levado junto com o tecido e é prensado transferido pelo calor.

Estamparia Digital é sensacional e em nosso curso de CorelDraw, você aprende a criar várias delas. Dá só uma olhadinha:

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4.

Processos de estamparia.

Sem dúvida alguma uma peça estampada da uma valorizada em qualquer look. Ao ser criada uma coleção já são definidos quantos modelos serão estampados, mas para que isso ocorra de uma forma correta é preciso analisar qual o tipo de estampa deve ser  usada em cada peça,  é preciso analisar alguns detalhes como: arte a ser desenvolvida, tipo de modelagem e tipo de tecidos.

Existem diversos tipos de processos de estamparia e aqui vão alguns deles:

Serigrafia ou Silk screen

Esse processo é muito conhecido por ser uma estampa localizada muito utilizada em camisetas.  Ele é executado da seguinte forma: em um quadro é definido a estampa a ser feita esse quadro fica vazado no formato desejado, a tinta que é posta sobre ele é puxada e pressionada por um rolo. Essa tela é normalmente de nylon ou poliéster e é colocado em um bastidor de madeira.

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A “gravação” da tela se dá pelo processo de fotossensibilidade, onde a matriz preparada com uma emulsão fotossensível é colocada sobre um fotolito, e este conjunto matriz+fotolito é colocado sobre uma mesa de luz. Os pontos escuros do fotolito correspondem aos locais que ficarão vazados na tela, permitindo a passagem da tinta pela trama do tecido, e os pontos claros (onde a luz passará pelo fotolito atingindo a emulsão), são impermeabilizados pelo endurecimento da emulsão fotossensível que foi exposta a luz.

 

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Silk digital

O silk digital é um processo mais fácil do que o silk comum, porém é um processo mais caro. Uma forma mais simples e mais limpa que não necessita de telas. Feito tudo através de computador, onde se programa tamanho e cores a serem utilizados.

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Power  film

É um tipo de vinil recortado em plotter. É transferido para a camiseta por prensa térmica. Tem resistência a lavagem bastante razoável. Existem várias opções de cores e até de cromados e aço escovado, que são cores que outros processos não alcançam. Só serve para aplicação de logos e frases em apenas uma cor na camiseta. Pode ser aplicado em algodão ou sintético.

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Sublimação

Sublimação é a mudança do estado sólido para o estado gasoso, sem que passe pelo estado líquido. Na estampa sublimática, bastante utilizada na confecção de foto produtos, acontece o mesmo processo. A tinta para sublimação que está no papel transfer em seu estado sólido entra em contato com o tecido ou superfície do foto produto e através de calor e pressão que evapora penetrando nas fibras do tecido, ou demais superfícies. Esse processo só pode ocorrer em tecidos sintéticos, que tenham no mínimo 80% de poliéster. Para ser mais claro veja essas imagens:

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Quando expostos a altas temperaturas a tinta sublima, ou seja, ela passa de seu estado sólido diretamente para o gasoso, e se estiver em contato com alguma superfície que absorva essa tinta (caso do foto produto), o vapor irá penetrar nas fibras de poliéster da camiseta ou na resina de poliéster que está presente nos pratos e nas canecas personalizáveis tingindo essas superfícies.5

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Foil

É um tipo de papel refletivo que tem características de brilho intenso e é metálico. O foil tem resistência a lavagem relativa e oxida rapidamente quando em contato com o suor e calor do corpo humano.

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Para ser transferida na camiseta, primeiramente é necessário aplicar uma cola na área onde ficará a arte.
Após a cola estar na camisa, é colocado o papel Foil sobre a camisa e assim com ajuda da prensa térmica, é fixado o papel somente onde tem cola.

Estamparia digital

A impressão digital têxtil dispensa a fabricação de matrizes ou cilindros, além de possibilitar a produção em pequena escala. Porém, devido ao alto custo da tinta e do maquinário, a estamparia digital custa em média 3 vezes mais que outros métodos tradicionais de estampar.

Outro grande diferencial da estampa digital é a alta resolução dessas impressoras de tecido. É possível imprimir até fotos através da estamparia digital.

Existem vários tipos de impressoras digitais, que se encaixam praticamente em dois grupos:

  • Plotters, que inicialmente foram construídas para impressão de papel, e posteriormente adaptadas para imprimir ou estampar tecidos.
  • Máquinas de impressão digital em tecidos, com cabeçotes criados exclusivamente para estampar tecidos digitalmente.

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Por, Rafaela Monserrat professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion – Unidade São Caetano do Sul.

Referências: 123456789101112 e 13.

Trend Alert inverno 2016: Estampa Animal!

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Que a brasileira ama animal print, já não é novidade, bonitas. Apesar de já ter sido alçada a posto de estampa trend, depois cafona (e depois trend e cafona de novo!), a estampa animal, mais precisamente a oncinha, volta com tudo pro nosso inverno 2016.

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Sempre igual, mas diferente, desta vez a novidade são as variações de cores aliadas aos recursos gráficos de estamparia digital. Em tamanhos grandes ou manchas pequenas, além de fundos de cores variadas (azul royal, laranja forte, beirando o ocre, verde floresta, etc) e combinações inusitadas.

A estampa de oncinha, apesar de normalmente associado ao estilo sexy, neste momento pisa forte no campo do dramático: junto à modelagens oversized em casacos retos ou acinturados, além de calças pantalona e alfaiataria em geral, torna-se um chamativa sem ser agressiva. O fato de aparecer agora em formato estilizado torna o interesse visual ainda maior, bom para ser usado com uma peça pontual (uma peça estampada, por exemplo, misturada à outras de cores neutras), e misturada ao preto, cinza, branco, marrom, caramelo, bege, marsala e azul escuro.

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Aproveite para preparar-se também para as demais estampas estilizadas: as de zebra e girafas estarão em alta também na próxima temporada!

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Por Haranin Julia Maria, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 12345678910111213141516171819 e 20.

Estamparia

Você sabe como surgiu a estamparia? Vamos contar um pouco da história da criação desse mundo de cores e formas que ornamentam os tecidos e divertem os olhos.

Desde que o homem começou a produzir tecidos surgiu a vontade de enfeita-lo com estampas coloridas.

Provavelmente a estamparia corrida tem origem na China ou Índia com o Block Printing onde a estampa vai sendo impressa através de carimbos feitos com matérias naturais como bambus, sementes que podem ser embebidos em tinta e carimbados no tecido.

A arte de impressão sobre tecido se iniciou no começo do século XVI  na Ásia, com uma técnica onde um tecido rústico recebia aplicações de cera, impermeabilizando algumas partes deixando as partes não vedadas expostas a tinta,essa técnica é conhecida como Batik.imagem3 imagem4

 

Hoje em dia existem métodos mais simples  de se obter o resultado esperado, como a estamparia digital. Esse processo se inicia com a criação de um “Rapport”, ou seja um desenho que quando colocado um ao lado do outro cria um encaixe perfeito em sua repetição.

Esse rapport pode ser feito em programas específicos para estamparia têxtil como o Tex-Design, ou programas mais baratos como o Corel Draw.

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É possível também realizar a criação e desenvolvimento de uma estampa através de técnicas manuais. Para isso o desenhista precisa de conhecimento sobre técnicas de pintura que produzam o efeito que desejado.  Primeiramente ele precisa pesquisar o motivo que quer repetir e estilos de desenho em livros ou revistas.

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Ele deve então definir o tamanho do rapport desejado.  Dentro da área definida pode ser repetido um mesmo desenho ou desenhos diferentes desde que tenham uma ligação entre si. Para garantir a continuidade na repetição existem alguns modos, podemos por exemplo dobrar o papel, unindo as laterais e completando o desenho entre elas  e a mesma coisa com a parte de baixo e de cima.

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Depois de finalizado o desenho ele pode ser digitalizado e enviado para uma estamparia especializada digital onde esse desenho será impresso repetidamente sobre o tecido escolhido.

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Finalmente é possível confeccionar peças com uma estampa personalizada e única utilizando um rapport criado por você! Quer aprender?

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Referências: 12, 3, 4, , 6