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Precisamos falar sobre Alek Wek!

Nascida no Sudão em 1977, Alek foi uma refugiada que aos 14 anos teve que deixar seu país por conta de uma Guerra Civil, conflito que já matou quase 2 milhões de pessoas no Sudão.

Descoberta depois de fugir para Londres, ainda menina sem água encanada ou eletricidade enquanto passava pelas gôndolas de um pequeno mercado britânico, um fotógrafo a encontrou e propôs o trabalho de modelo.

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Ao contrário de outras modelos que quando elogiadas por sua beleza rebatem com “mas quando eu era pequena, me chamavam de magrela/nariguda/dentuça…”, Alek costuma agradecer e dizer que sim, ela é muito bonita. Isso como reflexo da ausência de mídia em sua educação e da confiança de sua mãe.

Já foi dita como maior inspiração da carreira de Naomi Campbell e de Lupita Nyong’o, que inclusive citou sua trajetória em seu discurso quando ganhou o Oscar.

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Alek foi a primeira modelo negra a estampar a capa da revista Elle – só em 1997.

Foi e ainda é uma das principais referências da moda em escala global.

Hoje, aos 39 anos, ela trabalha como embaixadora da ONU representando a agência de refugiados.

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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3 e 4

SketchBook – exteriorize sua criatividade.

Livro de esboço é a tradução do nome deste caderninho de registro de ideias, pensamentos, sentimentos, etc.

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O tamanho não importa há quem goste do grandão ao menorzinho para carregar na bolsa, A5 e A6.

Sabe aquelas ideias incríveis que geralmente temos no caminho pra casa? Então registrá-las na hora do lampejo é a melhor forma para não perdermos nenhum detalhe de um futuro projeto.

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E as anotações podem ser feitas de várias formas, desenhadas, escritas, colagens com fotos de revista e fotografias. Tudo depende do seu processo criativo.

Há quem se engane achando que o sketchbook é uma ferramenta só para profissionais, pelo contrário, ele pode (e deve!) ser usado por mentes que tem a necessidade de externar sua criatividade.

Registrar essas informações repentinas torna-se um hábito, e a parte mais legal está em folhear as várias edições preenchidas de  descobertas, percepções e palpites que surgem na nossa jornada interior. É saudável para mente e relaxa!

E aí se inspirou? Então seja livre e use sua criatividade!

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Desenho e criação é com a gente! Venha conferir nossos cursos e métodos para aprimorar seu desenho de moda!

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Por Crislaine Lima, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fahion.

Referências: 12 e 3.

Calcadores – Calcador de Franzido.

Para quem é louco por costura e afins, não deve abrir mão de gostar de um franzido, seja na roupa ou em algum artesanato ou algo para a casa.

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Quando compramos peças com franzidos imaginamos a dificuldade de se fazer, pois é extremamente regular e delicado, pensamos também que deve custar muito cara a máquina que realiza esse tipo de trabalho.

Sim, realmente a máquina reta transformada só para aplicação de franzidos é bem cara, cerca de R$ 1300,00.

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Engana-se quem pensa que só essa máquina é capaz de realizar esse tipo de costura, pois para a máquina reta ou até mesmo para as caseiras (domésticas) já existe um calcador capaz de ajudar as costureiras de plantão alcançar o resultado do franzido perfeito sem ter que desembolsar rios de dinheiro em uma máquina só para isso.

Vamos falar hoje do mais comum que é o de metal, pequeno e custa no mercado de R$16,00 a R$30,00 reais, bem melhor que aquela poderosa de mil e pouco não é mesmo?58353 imagem 6

Ele é fácil de usar e de regular, cada tecido terá uma tensão diferente para se alcançar cada resultado. Geralmente funciona assim:

Tensões maiores, tipo número 4 e 5 da máquina seriam para franzidos mais espaçados.

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Tensões menores, tipo número 1, 2 e 3 da máquina seriam para franzidos mais fechados e juntos.imagem 8

Essa parte que ele tem embaixo serve como um “degrau” que segura o tecido nos dentes da máquina, assim a agulha consegue prender e ajudar a fazer a prega.

Ele também conta com um diferencial na abertura que ele tem no meio, caso você vá unir uma peça que tenha uma parte com franzido e a outra sem, posicione a parte a ser franzida embaixo do calcador e a parte que não terá franzido nesse vão dele, ele só ira franzir a parte de baixo e a de cima ficará lisa.

Legal não é mesmo? Tantas funções para um pedacinho de metal aparentemente inofensivo.

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Agora que aprendeu a usar esse calcador, seja criativa e abuse dos franzidos!

Por Andreia de Araujo, coordenadora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion.

Referências: 1234567, 8, 9 e 10 acervo pessoal.

Arte criando uma identidade!

Conheça agora alguns artistas que conseguiram buscar em materiais diversos, novas formas de produzir arte com sua identidade.

David Catá

Sabe aquele pano de prato que a sua avó bordava?! O artista espanhol David Catá faz quase a mesma coisa, mas o pano é substituído pela camada mais superficial da pele.  Ele tem um projeto chamado “À flor da pele”, esse projeto provoca nossos sentidos causando aflição, mas a forma como ele explica seu projeto é muito convincente e verdadeira:

“À flor da pele é um diário autobiográfico em que o meu corpo é o suporte. Eu escrevo sobre a minha história de vida. Costurando na palma da minha mão, imagine os rostos de todas as pessoas que, de alguma forma, me marcaram ao longo da minha vida, família, amigos, casais, parentes … Suas vidas foram entrelaçadas com a minha para construir a minha história, uma história que termina quando eu ficar sem folhas para escrever sobre “.

Confira o vídeo!

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David Mach

É um artista escocês que usa diversos materiais para produzir suas obras de arte e a mais curiosa é feita com fósforos. Isso mesmo, em seu projeto Matcheads”, ele criou diversas cabeças, de pessoas famosas, animais entre outros, tudo com palitos de fósforo. E alguma dessas obras foram queimadas depois de montadas! Incrível trabalho!

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Anne Catherine Becker Echivard

É uma fotógrafa francesa que deu outros corpinhos para as cabeças de peixe descartadas. Ela montou uma série de fotografias com os “peixe-homem” em diferentes situações, imitando o nosso cotidiano. Vai de trabalhos em fábricas até como traficante armado e as expressões faciais das cabeças de peixes mudaram frequentemente de acordo com a situação. Esse projeto levou o nome de “The Secret Life of Fish”.

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Maurizio Savini

É um escultor italiano, conhecido por fazer esculturas com goma de mascar. Exato! A matéria-prima utilizada em seu trabalho nada mais é do que milhares de chicletes. Não dá para acreditar, mas é verdade. E as esculturas são ricas em detalhes e muito caprichadas. Ele utiliza uma espátula para modelar a goma enquanto ela está quente, e acrescenta: “O passo mais importante é a fixação das esculturas com formaldeído e antibiótico”.

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Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8.

Após fazer réplicas de vestidos de artistas em papel, menina de 4 anos lança coleção.

 

Há menos de um ano Angie, notou que a filha Mayhem, se interessava um pouco mais por moda do que seria de se esperar de alguém com quatro anos. E revelava um talento especial, sempre escapava das roupas que a mãe comprava: criava seus pequenos, e na época modestos, acessórios de papel.

Dos lenços e cachecóis, Mayhem foi desafiada pela mãe a passar para os vestidos. E se o primeiro encantava pelo esforço da pequena estilista, hoje os vestidos revelam um desenvolvimento bem maior. Angie garante em entrevista ao Huffington Post: “as ideias são praticamente divididas 50%, mas a Mayhem constrói muito mais do que a maioria das pessoas provavelmente imaginam. Essa é uma das melhores coisas deste projeto, eu vejo seu aprendizado de novas habilidades a cada dia”.

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A mãe diz que Mayhem sabe exatamente quantas folhas de papel precisa para construir uma blusa, por exemplo. E que consegue juntar tudo e criar um projeto sozinha. “Definitivamente, os projetos mais complexos têm mais do meu tempo investido, mas ela está sempre ao meu lado aprendendo algo novo, quando não está rasgando ou colando”, afirma Angie.

Além das habilidades fashionista, Mayhem tem uma aparência encantadora, garota-propaganda do seu próprio projeto. Os primeiros vestidos eram assim:

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Além disso, Mayhem ainda se inspira em celebridades pra produzir outros vestidos:

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Após Mayhem fazer tanto sucesso no blog e contar com 480 mil seguidores no perfil do Instagram, foi convidada a lançar uma coleção para a J. Crew (marca gringa com produtos de qualidade e preços justos).

Legal né?

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As peças divertidas e cheias de cor tem preços que vão até US$ 100!

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Por Paola Sanguin – Professora do núcleo de moda da Sigbol Fashion.

Referências: 123.