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As protagonistas do mundo da moda

Já faz um tempo que o poder de decisões sobre moda não é só dos estilistas, hoje com o crescimento de blogs dando dicas de beleza, moda, viagens, entre outras coisas, fica fácil ficar antenada nas novidades.foto 1 foto 2

Tudo começou há dez anos, e a cada ano aumenta a procura por algumas personalidades que se arriscam a dar dicas para as marcas de moda . Alguns estilistas até fazem questão que as fashionistas (ou blogueiras) estejam na primeira fila. Assim a cada dia que passa, fortalecem sua imagem como garotas propagandas. Tudo o que elas usam ou dizem acaba influenciando muitas, muitas pessoas em todas as mídias.1

Nos dias atuais, elas acabam tendo um poder de influência maior do que muitas estrelas. Essas blogueiras se aproximam de um público que valoriza mais o real com uma imagem mais acessível.2

Em décadas atrás as atrizes de Hollywood é quem dominavam as capas das revistas, as campanhas e acabavam influenciando o consumidor. Hoje esse papel está nas mãos das fashionistas, blogueiras, como Garance Doré e Camila Coelho.foto 10 foto 12

A internet facilita o acesso às novidades e tudo o que acontece no mundo da moda.

Agora é fácil entender como tudo funciona e como usar essas informações ao nosso favor, tendo uma pessoa para dar sugestão ou tê-la como referência.

Pras marcas também acabou ficando mais fácil desenvolver novos produtos e aumentar as chances de aceitação pelo consumidor.foto 13 foto 14

Mas nada disso seria possível se não existisse uma legião de seguidores sedentos por novidades, essas blogueiras são fortes influenciadoras em moda, com isso se tornam de suma importância para o mercado de moda.foto 15 foto 16

Antes elas eram minoria, agora existem varias influenciadoras de moda, de todas as idades e estilos, algumas com bagagem do mundo da moda, outras apenas apaixonadas por moda, que sempre estão se atualizando sobre tudo que acontece neste mundinho fashion para ditarem novos estilos ou comportamentos de consumo.foto 17 foto 18

A influência destas garotas é tão grande que na hora de criar uma linha própria, não é necessário ter a bagagem de um estilista, basta ter o feeling para coordenar uma equipe de criação e desenvolvimento para desenvolver produtos que com certeza serão aceitos pelo consumidor, porque os mesmos se identificam com as novidades e vão querer sempre mais.3

Em 2012, a Schutz lançou uma mini coleção inspirada em algumas fashionistas, a marca reuniu as blogueiras Mica Rocha, Thássia Naves, Lele Saddi, Sophia Alckmin, Francesca Monfrinatti e Cris Tamer para uma consultoria. A marca desenvolveu produtos baseados nos estilos das blogueiras.foto 24 foto 25

Hoje o nosso poder de escolha é maior, paras as consumidores e apaixonadas por moda existem mais prós do que contras nesse novo seguimento de moda. A moda é para todos!foto 26 foto 27

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação Sigbol Fashion.

Referências:1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30 e 31

Como anda o mercado da moda?

Atualmente tudo se tornou efêmero, relacionamentos, gostos, músicas, etc.

Mas o que significa essa palavra? Efêmero significa tudo aquilo que é transitório ou passageiro. E a moda não é diferente.

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A moda está ao alcance de todos, não importando a classe social. Ao mesmo tempo em que ela proporciona liberdade de escolha, influencia nas decisões, nos gostos e no comportamento das pessoas. A sociedade passou a consumir mais, principalmente peças mais baratas e, às vezes, de baixa qualidade. Sendo assim a roupa pode durar menos tempo, ou rasga, ou estica, ou não serve mais… Hoje no mercado existem muitas variedades e o fast fashion não escapa disso. É uma multiplicação de roupa, o próprio estilista acaba criando uma peça já pensado nas próximas, tudo se tornou efêmero.

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O que sabemos de fato é que o capital do país se move a partir das indústrias e do mercado da moda. Apesar das pesquisas com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)­, as pessoas dobram seus gastos mensais com moda a cada degrau que sobem de status. É o que vem acontecendo no Brasil.

As mulheres são as que mais consomem pra variar, quando ela entra no mercado de trabalho impulsiona o setor por dois motivos: elas têm mais dinheiro, e passam a ter a obrigação de andar conforme os padrões da empresa no dia a dia. Sem contar que estão em constante mudança com o corpo e com o estilo, assim como a moda (que também proporciona mais variedade de peças nesse setor).

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O que sabemos de fato é que ninguém anda nu por aí. E se você tá com receio de experimentar coisas novas, não fique aí parado! Venha conhecer os nossos cursos profissionalizantes na área.

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion.

Referências: O Império do Efêmero (Gilles Lipovetsky), 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7.

Trabalhando com coolhunting, comportamento e consumo.

A cada temporada, enquanto centenas de coleções são desfiladas entre Nova Iorque, Londres, Milão, Paris e São Paulo – Rio, o que mais se discute é: em quais tendências apresentadas pelas maiores marcas de moda devemos apostar? O que vai sair das passarelas e dar a cara da estação pelas ruas? Desse jeito, só pela observação dos desfiles, pode ser mesmo uma aposta arriscada, pois a compreensão das tendências é mais abrangente e envolve todos os aspectos culturais que vão além da moda. E é para ajudar na compreensão das tendências que existem os profissionais do consumo – os coolhunters e pesquisadores, especializados em antecipar o que ainda será moda e dar forma ao futuro.

A pesquisadora Laiza Martins teve a primeira experiência com os estudos do consumo quando ainda estava na graduação: “Acho que descobri que trabalharia nessa área quando tinha apenas 19 anos e ainda estudava Letras na minha cidade natal, no interior do estado do Rio de Janeiro. Minha professora de sociologia tinha pedido para analisar um dos bairros da cidade (sua história, sua essência, seus valores, até mesmo suas patologias sociais)”. O encantamento com as descobertas desse primeiro contato, que proporcionou um conhecimento profundo através das próprias pessoas e seu território, despertou a paixão em conhecer cada vez mais a essência dos lugares.

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Em sua atuação profissional junto ao Future Concept Lab (empresa italiana, com sede em São Paulo, especializada em pesquisa de mercado e tendências de consumo, no qual a observação dos comportamentos suporta a consultoria estratégica para a inovação), descreve o contínuo interesse em manter-se informado sobre tudo que acontece no mundo como essencial para o profissional, que dever estar “sempre observando e monitorando a sociedade, os comportamentos, os valores, os territórios (reais e virtuais), os setores, os mercados, o indivíduo, o velho, o novo…”.

Esse conhecimento aplicado ao desenvolvimento de uma coleção de jeans resultou em premiação. “A pesquisa de comportamento e a técnica de coolhunting foram ferramentas essenciais do meu processo projetual na busca por inovação industrial na área têxtil.
Por meio da observação das expressões do modo de vestir peças em jeans e de aplicação de design thinking, alcancei uma linguagem moderna e contemporânea para minha coleção final de jeanswear e fui premiada pelo melhor projeto de inovação científica e tecnológica do Estado do Rio de Janeiro em 2008.”

A competência para articular as informações de moda vindas das passarelas aos conhecimentos sobre a cultura local do mercado atendido e a realidade das pessoas que vão vestir as roupas exige estudo e concentração, mas é um diferencial para exercer qualquer função no mercado de moda. Com a velocidade da comunicação (intensificada pelas redes sociais e blogs) e da produção (no modelo fast-fashion de empresas como Zara e C&A), estar seguro sobre o look que as pessoas desejarão na próxima estação é uma tarefa que exige gosto pela moda, mas também técnicas de pesquisa e análise que envolvem as mais diversas áreas.

“Por isso, o consumidor irá adquirir cada vez mais poder nas dinâmicas do mercado (inclusive da moda) exigindo produtos belos, atraentes, mas também éticos e sustentáveis. Além disso, as empresas deverão ser transparentes nos processos de produção, verdadeiras na comunicação, interativas com o usuário em um constante relacionamento baseado na credibilidade, lealdade e participação e propor padrões de intensidade de experiência com a marca”.

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A ideia da moda como uma “ditadura” pertence ao passado. Estamos em uma época em que o público tem uma diversidade nunca antes vista de opções de produtos, marcas e estilos, além de canais para expressar suas opiniões positivas ou negativas ao que a moda propõe. “O consumo é parte de uma experiência humana e não o contrário. Estar em sintonia fina com a vida real das pessoas deve ser uma prioridade para tomadores de decisões, para marcas e designers”. E então, pronto para conhecer de perto o seu consumidor?

Laiza Martins tem 32 anos, é formada em Letras, design de moda e marketing estratégico, com mestrado em Milão e foi integrante do Milan Network for Design em 2010, tem 8 anos de experiência em pesquisa de tendências. Atuou com coolhunting, análise e pesquisa para o Future Concept Lab Itália e, em 2010, tornou-se Pesquisadora de Comportamento e Consumo do FCL do Brasil, fazendo parte de projetos ad hoc solicitados por empresas nacionais e internacionais.

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Por Priscila Carvalho – Comportamento do Consumidor

Referências: 1, 2, 3, 4

O que é customizar?

É personalizar, adaptar, adequar uma peça e deixá–la única!

Podemos dizer também que a customização contribui para a sustentabilidade e para o anticonsumismo, já que podemos transformar peças esquecidas em nossos guarda-roupas em peças exclusivas e sofisticadas com algumas técnicas e criatividade. Uma oportunidade de gerar e/ou aumentar sua renda, ter sua própria marca, seu próprio negócio.

Se analisarmos a história da humanidade, podemos observar que desde a pré-história, encontramos peças e acessórios customizados:

 

Egito - adornos de cabeça e muita pedraria em suas vestimentas.
Egito – adornos de cabeça e muita pedraria em suas vestimentas.

 

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Grécia – aplicações em roupas, pedrarias, adornos de cabeças.

 

Rococó - aplicações de laços, bordados.
Rococó – aplicações de laços, bordados.

 

Romantismo – Aplicação de bordados.
Romantismo – Aplicação de bordados.

 

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Belle époque – Aplicações de flores.

 

Anos 20 - bordados, aplicações, adornos de cabeça.
Anos 20 – bordados, aplicações, adornos de cabeça.

 

Anos 30 - Bordados e aplicações.
Anos 30 – Bordados e aplicações.

 

Anos 70: Aplicações de tecidos, tye die.
Anos 70: Aplicações de tecidos, tye die.

 

Grandes nomes da moda também customizam suas peças. Vejam:

 

Chanel
Chanel

 

Samuel Cirnansck
Samuel Cirnansck

 

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Por Pri Marx – Professora do núcleo de moda da Sigbol Fashion.

Referências: Acervo pessoal