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Neoprene: do esporte para o seu guarda roupa!

Muitos pensaram que o neoprene teria vida curta no mundo da moda, mas o tecido fez o maior sucesso em coleções passadas, e, neste inverno, apareceu com ares glamourosos e força total.

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Para quem não se lembra, o neoprene é um tecido impermeável e rígido, muito usado na confecção de roupas para mergulhadores e surfistas. Neoprene é o nome da borracha, criada nos laboratórios da empresa DuPont, que possui isolamento térmico além de grande grau de resistência. O produto é dublado, com tecido elástico nas duas faces, ou em apenas uma.

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Existem alguns tipos de neoprene: o tecido usado nas roupas de surf ou mergulho é completamente vedado, e tem como função manter a temperatura do corpo.

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Já aquele utilizado para as roupas do dia a dia, conhecido como airprene, tem a borracha toda vazada com microfuros, para que exista a saída de umidade e a troca de calor.

O tecido de neoprene para moda é utilizado em espessuras a partir 1,5 mm, para confeccionar jaquetas, tops, blusas, saias, biquínis e acessórios.

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Ao adquirir uma peça de neoprene, saiba que ela precisará receber alguns cuidados:

Lave sua peça à mão, com sabão neutro, para que a peça dure. Para evitar desbotamento, seque na sombra e não utilize secadora. Evite pendurar a peça, de preferência usando um cabide anatômico, e use os pregadores no meio da peça para dividir o peso, evitando deixar marcas no material. O neoprene não amassa, por isso não tem necessidade de ser passado,e, por ser produzido com fibras sintéticas, pode derreter em contato com o calor do ferro.

Para não estragar a peça, procure guardá-la enrolada, evitando vincos, ou se preferir, deixe-a numa gaveta aberta.

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Em coleções passadas, ele apareceu em peças para o dia a dia, mas com algumas mudanças, e mais flexível e confortável, sem perder seu caimento encorpado. Foi desenvolvido uma malha dupla, com as características próximas ao neoprene, mas com um tratamento que permite maior movimentação quando do uso.

NEOPRENE 6Para o inverno 2015, o neoprene aparece em modelagem de alfaiataria, ou em peças mais casuais. Com uma cartela sóbria (preto e branco), o tecido deixou o visual mais elegante. Para quem não abre mão das estampas, a proposta para o neoprene são as geométricas ou abstratas.

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2 e 3

 

Passo a Passo: Colete para cães e gatos

Para este passo a passo, você vai precisar de:

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  • Papel para molde
  • Alfinetes
  • Tesoura para papel e tecido
  • Régua
  • Fita métrica
  • Canetões de várias cores (ou lápis) para riscar a modelagem
  • Tecido que não desfie (neste caso, usamos moletom)
  • Linhas e agulhas de mão
  • 2 botões
  • Velcro

Tudo ao alcance das mãos? Então vem com a gente!

1º Passo: Meça o cachorro; para isso, utilize as medidas do pescoço do animal, do comprimento e da cintura.

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2º Passo: Crie, no papel molde, um retângulo em que A-B seja igual ao valor do comprimento total do animal, e A-C e B-D sejam iguais à metade do valor da cintura, menos 2 cm.

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3º Passo: Acrescente metade da medida do pescoço + 2 cm, para o transpasse. Desça 7 cm na linha B, entre 3 cm também na linha B, e desenhe o colete

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4º Passo: Desenhe a gola, copie em papel separado e espelhe. Faça a modelagem do cinto da barriga, e desenhe a modelagem do cinto das costas.

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 5º Passo: Em outro papel, copie a modelagem do cinto das costas.

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6º Passo: Corte toda a modelagem.

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7º Passo: Encaixe o corpo do colete no tecido dobrado. Aproveite e encaixe também o cinto da barriga no mesmo tecido. Encaixe o cinto costa e a gola em um tecido aberto. Corte as partes.

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8º Passo: Costure a gola ao decote e o cinto às costas, já com os botões. Costure os velcros.

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Agora seu amigão já tem uma nova roupinha pro inverno e poderá se divertir confortavelmente nos passeios ao ar livre!

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Por Marjorie Campos, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion

Tênis: Como surgiu o acessório mais usado do mundo?

Nos EUA, em 1839, Charles Goodyear descobriu a fórmula de preservação da borracha (a vulcanização). A principio, foi usado para melhorar a qualidade dos pneus automobilísticos. Porém, com essa descoberta, algumas indústrias de calçados começaram a substituir os solados de couro pelos de borracha. Mais leves e confortáveis, os novos calçados passaram a ser usado pelos cidadãos bem-nascidos da Costa Leste do país, em seus jogos de Criquet.

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Em 1917, nos EUA, surge um tênis que poderia ser lavado à máquina de lavar (Keds). O popular Keds se transformou em um ícone da modernidade americana. No mesmo ano o All Star é criado, com cano alto e unissex, inicialmente utilizado para a prática de basquete, tornando-se popular ao ser adotado pelo jogador Chuck Taylor, que passou a assinar a fabricação de algumas linhas, ainda hoje, para a Converse (fabricante do All Star).

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O novo calçado, também conhecido como Sneaker, teve seu couro substituído por tecido, e era vendido em lojas de departamentos com preço mais acessível e logo tornou-se popular. As mulheres também adotaram esse acessório e passou a ser usado nas quadras de tênis, era perfeito para acompanhar saques e corridas à rede.

Com o tempo, o tênis conquistou seu nome definitivo, e, em 1920 surge o primeiro calçado de corrida do mundo, confortável e mais leve. Foi criado por Adolph Dassler (um dos fundadores da Adidas): anteriormente as pessoas jogavam futebol e rugby e corriam com seus sapatos do dia a dia, desconfortáveis e pesados.

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O tênis se tornou popular entre os jovens na década de 50,principalmente nas telas de cinema, nos pés dos símbolos da juventude rebelde, como James Dean (no filme Juventude Transviada), o pop star Buddy e Elvis Presley.

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Em todos esses anos o sneaker sofreu várias modificações, e se tornou o calçado mais usado do nosso século. O que antes era um calçado de borracha e tecido é hoje um mundo de tecnologia a seus pés, e virou mania mundial, com design e materiais diferenciados. Após o boom das academias nos anos 80, os jovens adotaram o acessório como parte da sua identidade: somente nos anos 90 foram consumidos cerca de 150 milhões de pares de tênis no Brasil, e 500 milhões nos Estados Unidos.

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Hoje é o calçado para todos os dias, está nos pés dos atletas e nos pés de pessoas famosas. O tênis sempre foi associado ao esporte e aos atletas campeões, dando credibilidade ao sapato: ele oferece proteção e segurança para os esportistas, além de apoio tecnológico (minimizar impactos, dar rapidez à corrida, aumentar a tração e segurança em campos de terra, etc), sem deixar de lado a estética, beleza e cores fortes. Muito mais do que uma moda, o tênis pode ser considerado o calçado do século.

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No mundo fashion, depois da coleção de verão 2014 da Maison Chanel, o tênis acabou caindo na graça de várias personalidades, com produções despojadas e casuais. Repaginado, o calçado hoje tem um design mais charmoso, pra todos estilos e idades.

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por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2 e 3

Modelagem e Moulage: o par perfeito

A modelagem é a construção volumétrica que viabiliza a industrialização das roupas, a planificação do desenho previamente criado pelo estilista. É ela quem garante conforto e funcionalidade às peças, mesmo com uma grade de numeração padronizada, que permite que as mesmas peças vistam corpos tão diferentes.

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Atualmente as indústrias têxteis e confecções estão passando por uma grande evolução, e, com a modelagem não é diferente: percebida a importância deste setor, aumenta cada dia mais a procura por profissionais que também acompanhem a evolução do desenvolvimento criativo.

Já é possível perceber o aumento dos investimentos na capacitação e na qualificação profissional do setor. Porém, o modelista deve preparar-se para alcançar o retorno que esse panorama exige: caso essa adequação não aconteça, ele se tornará um profissional atuante apenas em lugares defasados, sem muita profissionalização, onde o valor profissional não é prioridade nem tem reconhecimento.

Para conseguir acompanhar o aumento da demanda, os profissionais, além de serem seguros em sua modelagem, devem ler, pesquisar, trocar experiências com outros modelistas e investir em sua carreira, com cursos que o qualifiquem para essas inovações. Entre eles, está o curso de Moulage ou Drapping, uma técnica de modelagem tridimensional, em que todas as partes do molde são criadas em manequins (próprios para moulage ou em modelos vivos). É um  recurso muito importante, que o modelista que procura espaço renovado no mercado não deve deixar de conhecer, estudar e aperfeiçoar. Por ser uma técnica que complementa a primeira, a moulage ajuda muito a entender melhor os processos de criação, caimentos e a adequação ao corpo, o que dá ao profissional  mais precisão em seu trabalho.

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Outra ferramenta muito importante para o modelista, seja novo profissional ou já atuante, é a modelagem informatizada pelo programa Audaces Vestuário Moldes: ele ajuda a aperfeiçoar o o trabalho do modelista industrial através do Sistema CAD AUDACES. O objetivo deste programa é facilitar o processo de reprodução, ampliação e redução de moldes, estudo de encaixe e plotagem de acordo com procedimentos técnicos, trazendo assim precisão e agilidade aos processos finais da modelagem

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Invista, também, em matérias e ferramentas para auxiliá-lo. Abaixo listamos alguns dos principais materiais utilizados na Modelagem Plana, bem como para quais atividade são usados:

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– Papel : usado para fazer os moldes.
– Esquadro: para traçar linhas retas e ângulos retos.
– Régua curva grande: usada para traçar linhas curvas maiores como quadril, ou gancho de uma calça.
– Régua curva menor: usada para traçar linhas curvas menores, como cavas e decotes.
Curva Francesa: régua utilizada para traçar curvas, igual as réguas citadas a cima.
– Fita métrica milimetrada de 1,50 cm: usada para tirar as medidas, fazer escalas e todas as marcações necessárias.
– Carretilha: para transferir o desenho de um papel para o outro.
– Furador: usado nas marcações internas do molde, como pique de bolso, profundidade de pence.
– Vazador: utilizado para fazer piques nas extremidades no molde, como altura de quadril ou barra.
– Alfinetes: para prender os moldes.
– Lapiseira: com a lapiseira temos traços precisos.
– Réguas de 60 cm e 10 cm: para unir traços retos. Outros materiais também utilizados na Modelagem Plana são o giz ou lápis de alfaiate, bastante utilizado para fazer marcações nos tecidos, e a tesoura que tem a função de auxiliar a fazer os recortes tanto no papel quanto nos tecidos. Lembramos que para cada material deve ser utilizada uma tesoura diferente .

Invista em matérias e ferramentas de qualidade  para auxiliá-lo e bom trabalho!

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Por Natalina Porto da Silva Melo, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 e 11

Conforto, Praticidade e Exclusividade: Onde Encontrar?

Quando pensamos em malha, o que vem à cabeça normalmente são as palavras conforto e praticidade, e as imagens de tecidos finos que marcam o corpo e pijaminhas não é mesmo? Mas saiba que existem formas de usar peças fininhas, confortáveis, e bem arejadas sem parecer que sua cama saiu de casa com você, colega! Vem cá que ensinamos como usar peças de malha de maneira adequada para que você não deixe aparente exatamente aquilo que não quer mostrar:

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Cada vez mais as malhas vem ganhando seu espaço (até por ser um tipo de tecido que amassa pouco, trazendo praticidade pro seu dia a dia) e já temos no mercado diversas opções diferentes, como as frias, de algodão, de viscose, de linho, as devorês, moletons, piquês (muito usadas em camisas polos), as helancas, etc.

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Para 2015, teremos tecidos com muitas cores e estampas, e, especialmente nesse verão, serão tendências os fios de tonalidade crua e espessuras médias, pontos abertos que parecem feitos à mão, mesclas, fios que se unem em duas tonalidades ou mais, e as superfícies texturizadas que resultam em efeitos geométricos e ondulações.

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Com tantas opções de malha fica difícil não querer usá-las e deixar nosso dia a dia mais confortável sem perder a elegância e o estilo próprio.

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Continua com medo de usar, sem saber se aquele vestidinho da vitrine vai cair bem? Não encana, amiga! Assim como cada um de nós tem um tipo físico diferente, existem vários tipos de malhas diferentes que podem te valorizar. Pensando nisso a SIGBOL esta lançando o curso de Corte & Costura Industrial voltado para a área de vestuário em malhas e tecidos com elastano, em que o foco é a aprendizagem da metodologia geométrica. Nele você aprende a fazer suas próprias peças, de maneira individual, usando a criatividade e aprendendo a adequar a malha a cada estilo e silhueta, e, de quebra, ainda ganha looks exclusivíssimos, colega! Venha você também nos conhecer!

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Cynara Gomes Rodrigues, professora do núcleo de modelagem da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9