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O anti-fashion “glunge”

Rick Owens é atualmente um dos nomes mais polêmicos e talentosos no mundo da moda, a cada temporada renova sua estética e desconstrói os limites do meio fashion.

O estilista californiano nasceu e cresceu em um ambiente rural religioso do qual o mesmo afirma lembrar-se apenas das histórias e figurinos bíblicos. Atualmente Rick vive e trabalha no centro de Paris juntamente com sua esposa e inspiração Michele Lamy.

giphyA sua relação com Michele começou há mais de 20 anos, desde a época em que ele trabalhava criando estampas na fábrica que ela tinha em Los Angeles. “No final dos anos 90, depois que Rick largou as drogas e o álcool, foi Michele quem o salvou”, relembra o próprio.

Michele é francesa, ex-proprietária de um restaurante com inspiração nos antigos cabarets e ex-frequentadora das noites undergrounds de Los Angeles.

Seu estilo é excêntrico, conhecida por suas jóias conceituais e exacerbadas que enfeitam seus dedos tatuados. Rick a define como uma esfinge inspiradora de estilo glunge (glamour com grunge) que age de acordo com os seus instintos.
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O casal Rick Owens e Michele Lamy construiu o seu império vendo beleza na imperfeição das coisas,  uma grife cultuada do cenário underground anti-fashion, que enfatiza uma mensagem liberta de dogmas de beleza.

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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1 e 2

Moda conceitual ou moda comercial?

A cada semestre novas tendências são apostas dos desfiles nacionais e internacionais, mas sempre há uma dúvida: o que é moda conceitual?

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Moda Conceitual é uma forma de comunicação que os estilistas utilizam para expressar sua criatividade, um conceito e suas ideias que estão propondo para aquela estação (cores, formas, estampas e tecidos). Nas passarelas, esse conceito é apresentado em grandes produções reforçando o tema. Geralmente os looks são exagerados para ressaltar a ideia do criador, acompanhados de cenários vultosos, estratégias, maquiagens, cabelos e sonoplastia.

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A moda conceitual serve para o espectador analisar, refletir e entender, os desfiles servem para reforçar o posicionamento vanguardista da marca. O principal não é vender os produtos, mas vender o conceito, assim os estilistas que fazem moda conceitual são autorais e não seguem as principais tendências, porque são eles referência para as próximas tendências.

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O cenário, a música, a roupa e a modelo compõem todos os elementos de uma história a ser contada, as modelos são transformadas em personagem e ficam irreconhecíveis.

Uma característica muito forte da moda conceitual é o exagero dos recursos na comunicação do conceito do estilista. Algumas pessoas se apaixonam, já para outras causa estranheza.

foto 6 foto 7 foto 8Nos desfiles conceituais, a maioria das peças é exclusiva, e acabam virando referência para a produção de peças comerciais. Ou são vendidas para uma cliente sob medida. Em outras palavras maior parte das peças conceituais não é usável.

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Diferente da moda comercial que está pronta para ser vendida e aceita, formas, cores, estampas, tecidos e estilos que estão de acordo com os desejos do público alvo.

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 123456789101112131415 e 16.

A moda conceitual foi feita pra você sim!

Quando nos deparamos com aqueles desfiles que são megaproduções, e as roupas são uma obra de arte que no primeiro momento pensamos ser inutilizáveis, nos perguntamos: Mas quem vai usar isso?

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O intuito tanto da arte quanto da moda conceitual é fazer o telespectador pensar, parar e refletir sobre o tema e ideia proposto mesmo que não seja de seu agrado, que ache estranho, ofensivo ou até mesmo embaraçoso, o importante é apreciar e desvendar o conceito que o artista está vendendo.

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Ok, eu entendo. Você acha que isso não tem nada a ver com você.

Mas tem, e muito! A moda conceitual é um diamante bruto a ser lapidado. Uma ideia que será, depois de apresentada, desconstruída e seus elementos serão simplificados e colocados a venda em peças comerciais mais simples.

A própria proposta da moda conceitual nos faz pensar sobre a rapidez da própria moda, e como a ela muda a cada seis meses. É como mudar de pele (e muitas vezes a roupa é nossa pele ou, ao menos, a pele que a gente gostaria que os outros vissem por ai) duas vezes ao ano!

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O desenvolvimento da criatividade é um passo muito importante para fazer qualquer tipo de criação, ela sendo arte ou vestimenta. Para aguçar esse lado artista e te ajudar a desenvolver e elaborar ideias, temos nosso curso de estilo recheado de oportunidades e aulas que desabrocharam o estilista conceitual que há você!

E da próxima vez que assistir um desfile com essa temática aprecie!

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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1 e 2