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Como começou o Street Fashion?

foto 1Quem dita à moda afinal?

Hoje em dia milhares de blogueiras postam o look do dia, gerando milhares de acessos e lucros para algumas marcas. Mas se não fosse aquele CLICK o que seria da publicidade e propaganda? Vamos falar de fotografia e por o pé na rua!

Foto 2A fotografia de street style surgiu em uma época analógica, década de 1970. Quando o jornalista Bill Cunningham, ainda trabalhava no Women’s Wear Daily. Ele registrava diariamente pessoas aleatórias com o propósito de captar roupas que inspirassem estilos genuínos e personalidades singulares.

Hoje são muitos os fotógrafos que tentam reproduzir os mesmos efeitos, mas aparentemente esse ideal de fotografia tem se perdido, dando lugar às tendências, grifes e pessoas influentes do mercado da moda, como estrelas e blogueiras.Foto 3O responsável pelo crescimento dos blogs de street style é o fotógrafo Scott Schuman, criador do The Sartorialist. Após quinze anos acumulando experiência na área de moda, começou a se sentir incomodado com o fato de que as roupas que via nos desfiles eram totalmente diferentes com relação ao que via nas ruas (moda conceitual x moda comercial). Então teve a brilhante ideia de fotografar pessoas que tivessem em seu modo de vestir uma composição de peças interessantes. Com o tempo, o blog cresceu e passou a captar não apenas pessoas aleatórias nas ruas, mas também fashionistas e editores de moda. O que era um hobby, virou a sua profissão. Mas o foco deixou de ser somente apresentar estilos autênticos, e sim uma grande estratégia de Marketing.

Foto 4Mas não para por aí! Para chegar onde esses fotógrafos renomeados estão é preciso muito estudo, arte, criação e suor!

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação Sigbol Fashion.

Referências: Manual Arte de Vestir Sigbol Fashion, 1, 2, 3.

Fast-fashion, até quando?

As grandes cadeias de loja, conhecidas também como magazines, são gigantes comerciais de capital aberto que possuem de cinquenta a quinhentos pontos de venda. Exemplos: Topshop, Gap, Forever 21, Zara, Hering, Marisa…

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Até a década de 80, o sistema funcionava de acordo com o ciclo de copiar, reproduzir e revender aquilo que havia sido definido como moda. Simultaneamente, os consumidores se condicionaram a comprar apenas na época de liquidação. Desta forma, as marcas perceberam que era importante lançar novidades frequentemente com preços mais acessíveis. Este foi o cenário para o início do conceito do fast-fashion. O modelo da “moda-rápida” não é somente disponibilizar produtos a cada semana ou quinzenalmente nos pontos de venda com preços acessíveis. O sucesso desta rede de lojas é a pesquisa de tendências forte, feita através de coolhunters, caçadores de tendências, que são agências ou pessoas especializadas em pesquisas de consumo. Estes profissionais viajam o mundo em busca de pistas do que as pessoas vão querer consumir no futuro. Os magazines também ouvem os desejos dos consumidores, com o intuito de fabricar produtos rapidamente, valorizando o design, a originalidade e que atendam às suas necessidades.

Recentemente o formato do fast-fashion começou a ser questionado pela pesquisadora e trendhunter holandesa Li Edelkoort, que já foi apontada pela revista Time como uma das pessoas mais influentes do mundo da moda. Li lançou o “Manifesto Anti-Fashion” e apresentou que o formato do mercado de moda hoje é obsoleto. Um dos pontos importantes da matéria é a questão do modelo de negócios. Para reduzir os custos, estas empresas buscam mão de obra barata em países como China e Peru. Por outro lado, os estilistas das marcas de luxo são pressionados a lançar não apenas duas, mas três coleções anuais (desde que se instituiu o Pre-Fall). Os designers não tem espaço para amadurecer uma ideia transgressora que rompe com o padrão vigente. Um exemplo clássico são as ombreiras, difundidas na década de 80, que influenciaram a maneira como a mulher se portava nesta década. Anteriormente, entre 1939 e 1945, as mulheres ocuparam o papel de “homens da casa”, pois seus maridos estavam na zona de combate. Este período favoreceu a emancipação da mulher, assim os grandes vestidos de baile não eram adequados ao novo estilo de vida. Com o fim da guerra, Dior propõem o New Look, em 1947, que representava o resgate da feminilidade perdida no período anterior. O século XX foi marcado por mudanças bruscas no modo de se vestir, ao contrário do que acontece hoje. Novas silhuetas não são propostas, as marcas lançam apenas roupas inspiradas nas décadas passadas. Onde foi parar o frisson dos desfiles do século XX! Yves Saint Laurent rompia padrões de estética e comportamento!

A roupa tornou-se descartável! Compre use e jogue fora! Esta é a mensagem que se passa. O consumidor não tem tempo de apreciar a roupa e consequentemente conclui que a moda e o setor têxtil não têm o seu valor.

A democratização da moda foi um avanço fantástico no final do século XX e início do século XIX com a construção deste formato de empresa que proporciona informação de moda atualizada e preços controlados. Porém, analisando grosseiramente estas marcas pode-se concluir que o formato foi levado às últimas consequências com o intuito de lucrar cada vez mais. Na sua grande maioria são voltadas para o público jovem. A moda deve ser acessível a diferentes públicos-alvo e adaptada aos diversos estilos de vida dos consumidores. Elas comercializam uma pequena quantidade de produtos básicos e atemporais, porem todos os esforços são para os roupas baseadas em tendência de moda ou no estilo de uma personalidade com um corpo escultural (Kim Kardashian para C&A) Nesta atual conjuntura, onde ficam os consumidores clássicos? Será que há um espaço considerável nestas coleções para uma alfaiataria correta? A modelagem é sofrível assim como o tecido. Não se pode esquecer as tentativas da Marisa de lançar produtos plus-size. A quantidade de produtos era irrisória. Pode-se chamar isso de moda democrática?

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Por Danilo Centemero, estilista, empresário, VM e vitrinista, professor de Visual Merchandising e Vitrine no Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

 

Alfaiataria

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Quando falamos em alfaiataria, logo pensamos em uma peça masculina confeccionada sob medida por um alfaiate.

foto 15Essa técnica surgiu no final da Idade Média entre os séculos XII e XIV. Timidamente as mulheres começaram a usar algumas peças do guarda-roupa masculino já no século XVI. Há registro da rainha Elisabeth I, retratada em um quadro, vestindo um gibão, espécie de paletó acinturado com uma pequena basque e um calçãofoto 2 curto ajustado.

No século XVII, apareceu um tipo de tailleur no guarda-roupa feminino. Ele era formado por um tipo de jaqueta justa, com vários elementos das roupas masculinas, porém com um basque é usando sobre uma saia dupla e volumosa.

No século XIX, depois da Revolução Francesa que a alfaiataria começou a fazer parte da indumentária feminina. Na metade deste século, populariza-se o uso de duas peças no guarda-roupa feminino. Vestia-se uma blusa sob um casaquinho com basque e, por baixo, uma saia longa. Essas peças eram confeccionadas em Tweed em tons escuros. Esse traje só poderia ser usado para praticar esportes. Com o passar do tempo, algumas moças mais ousadas decidiram que essas duas peças poderiam fazer parte também do seu cotidiano.

Foto 1No período da Primeira Guerra Mundial, as mulheres que assumiram as profissões exercidas pelos homens, adotaram a calça de alfaiataria para facilitar sua movimentação, já que os homens estavam no campo de batalha.

Foto 2Nos anos 20 com influencia de Chanel algumas mulheres começaram a usar uma calça de alfaiataria , mas com um corte mais amplo( enormes pantalonas), inicialmente essa peça era usada somente como saída de praia.

Foto 3Chanel nos anos 20, lançou outro  tipo de tailleur, desta vez um casaquinho solto com uma saia reta com bainha abaixo dos joelhos, confeccionado em tweed (tecido usado para confeccionar peças masculinas). Esse modelo transformou-se em um clássico, atemporal e, até  hoje, é usado pelas mulheres mais elegantes.foto 12Na década de 40 entre o período da Segunda Guerra Mundial as mulheres novamente substituíram os homens no trabalho e adotaram as peças de alfaiataria.Foto 4Em 1947,Christian Dior apresentou um Tailleur que foi chamado de New Look, esse modelo marcou até o final dos anos 50, mas o grande responsável por usar as técnicas de aFoto 5lfaiataria em peças femininas em meados dos anos 60 foi Yves Saint Laurent com o lançamento do terninho  feminino( colete,casaco ou paletó e calça de alfaiataria) que timidamente foi conquistando as mulheres da época. Finalmente nos anos 80, o terno com ombreiras e calça social foram adotados pelas mulheres, como uma forma de se impor no mercado de trabalho.Foto 6

Nos últimos anos, a alfaiataria ganhou novos ares, como modelagens menos sisudas e emprestou suas barras, bolsos, lapelas, cores, padronagens e acabamentos sofisticados a outros  estilos. Agora é possível encontrar um paletó confeccionado com todas as técnicas e acabamentos de alfaiataria em moletons e jeans ou calças esportivas com barras italianas.foto 22Nos últimos desfiles, os designers têm mostrado que existem muitas maneiras de misturar as técnicas de alfaiataria e conseguir peças menos estruturadas, mais bem acabadas. A alfaiataria está sendo adaptaFoto 8da pelos estilistas com ares mais modernos e tecidos tecnológicos facilitam a produção de novas propostas. Os criadores de hoje utilizam as padronagens, as cores e tecidos típicos da alfaiataria na confecção de vestidos românticos, peças mais jovens e até no infantil. A modernização da alfaiataria fez com que ela continuasse presente na moda, segundo Mario Queiroz ela ainda pode estar nas coleções de uma maneira clássica, sendo confeccionada pelas mãos de um alfaiate. A modelagem e o acabamento são características que valorizam determinadas peças.

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Por Elizangela Gomes, Professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4.

Estampa nossa de cada dia

Estampas fazem parte do nosso dia a dia. Pode reparar, vemos padrões e grafismos por toda parte, dos padrões da calçada ao formato das nuvens, se soubermos identificá-los, veremos que as estampas fazem parte da nossa vida. Assim, mesmo as pessoas mais básicas usam padrões, pode ser nas texturas dos materiais, nos acessórios ou no seu mobiliário. Aproveite que você não conseguirá fugir dela e desenvolva a sua! Já falamos neste post aqui, que existem ilustradores usando suas obras para estampar produtos de indumentária e de mobiliário. Já imaginou desenvolver bolsas com estampas exclusivas? Este é um tipo de investimento barato, que pode render lucros e até começar um pequeno negócio. Veja o exemplo de um estilista que desenvolveu uma linha multi estampada para uma rede de supermercados norte-americanos. 1 bolsas Lembrando que as estampas continuam como forte tendência para a coleção de outono de 2014 para Europa e Estados Unidos e para as coleções nacionais de verão também! 2 modelos Existem muitas técnicas de estamparia em que com materiais de baixo custo e com um bom acabamento profissional podem virar ótimos negócios . Para desenvolver produtos estampados manualmente, devemos planejar e fazer testes antes de aplicar na peça final, mesmo que seja uma técnica que você já domina, precisamos estar preparados para qualquer imprevisto, como por exemplo se a tinta estiver com uma textura mais liquida do que o normal, pode manchar a peça, mesmo fazendo com cuidado. 3 estencil - face e inst Detalhes a parte, essa é uma dica para quem busca peças exclusivas ou uma nova fonte de renda. Aproveite e estampe-se!

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Referências: 1, 2, 3, 4, 5 e 6.