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Processos de estamparia.

Sem dúvida alguma uma peça estampada da uma valorizada em qualquer look. Ao ser criada uma coleção já são definidos quantos modelos serão estampados, mas para que isso ocorra de uma forma correta é preciso analisar qual o tipo de estampa deve ser  usada em cada peça,  é preciso analisar alguns detalhes como: arte a ser desenvolvida, tipo de modelagem e tipo de tecidos.

Existem diversos tipos de processos de estamparia e aqui vão alguns deles:

Serigrafia ou Silk screen

Esse processo é muito conhecido por ser uma estampa localizada muito utilizada em camisetas.  Ele é executado da seguinte forma: em um quadro é definido a estampa a ser feita esse quadro fica vazado no formato desejado, a tinta que é posta sobre ele é puxada e pressionada por um rolo. Essa tela é normalmente de nylon ou poliéster e é colocado em um bastidor de madeira.

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A “gravação” da tela se dá pelo processo de fotossensibilidade, onde a matriz preparada com uma emulsão fotossensível é colocada sobre um fotolito, e este conjunto matriz+fotolito é colocado sobre uma mesa de luz. Os pontos escuros do fotolito correspondem aos locais que ficarão vazados na tela, permitindo a passagem da tinta pela trama do tecido, e os pontos claros (onde a luz passará pelo fotolito atingindo a emulsão), são impermeabilizados pelo endurecimento da emulsão fotossensível que foi exposta a luz.

 

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Silk digital

O silk digital é um processo mais fácil do que o silk comum, porém é um processo mais caro. Uma forma mais simples e mais limpa que não necessita de telas. Feito tudo através de computador, onde se programa tamanho e cores a serem utilizados.

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Power  film

É um tipo de vinil recortado em plotter. É transferido para a camiseta por prensa térmica. Tem resistência a lavagem bastante razoável. Existem várias opções de cores e até de cromados e aço escovado, que são cores que outros processos não alcançam. Só serve para aplicação de logos e frases em apenas uma cor na camiseta. Pode ser aplicado em algodão ou sintético.

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Sublimação

Sublimação é a mudança do estado sólido para o estado gasoso, sem que passe pelo estado líquido. Na estampa sublimática, bastante utilizada na confecção de foto produtos, acontece o mesmo processo. A tinta para sublimação que está no papel transfer em seu estado sólido entra em contato com o tecido ou superfície do foto produto e através de calor e pressão que evapora penetrando nas fibras do tecido, ou demais superfícies. Esse processo só pode ocorrer em tecidos sintéticos, que tenham no mínimo 80% de poliéster. Para ser mais claro veja essas imagens:

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Quando expostos a altas temperaturas a tinta sublima, ou seja, ela passa de seu estado sólido diretamente para o gasoso, e se estiver em contato com alguma superfície que absorva essa tinta (caso do foto produto), o vapor irá penetrar nas fibras de poliéster da camiseta ou na resina de poliéster que está presente nos pratos e nas canecas personalizáveis tingindo essas superfícies.5

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Foil

É um tipo de papel refletivo que tem características de brilho intenso e é metálico. O foil tem resistência a lavagem relativa e oxida rapidamente quando em contato com o suor e calor do corpo humano.

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Para ser transferida na camiseta, primeiramente é necessário aplicar uma cola na área onde ficará a arte.
Após a cola estar na camisa, é colocado o papel Foil sobre a camisa e assim com ajuda da prensa térmica, é fixado o papel somente onde tem cola.

Estamparia digital

A impressão digital têxtil dispensa a fabricação de matrizes ou cilindros, além de possibilitar a produção em pequena escala. Porém, devido ao alto custo da tinta e do maquinário, a estamparia digital custa em média 3 vezes mais que outros métodos tradicionais de estampar.

Outro grande diferencial da estampa digital é a alta resolução dessas impressoras de tecido. É possível imprimir até fotos através da estamparia digital.

Existem vários tipos de impressoras digitais, que se encaixam praticamente em dois grupos:

  • Plotters, que inicialmente foram construídas para impressão de papel, e posteriormente adaptadas para imprimir ou estampar tecidos.
  • Máquinas de impressão digital em tecidos, com cabeçotes criados exclusivamente para estampar tecidos digitalmente.

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Por, Rafaela Monserrat professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion – Unidade São Caetano do Sul.

Referências: 123456789101112 e 13.

E o reinado Giannini chega ao fim!

A estilista Frida Giannini ocupou o cargo de diretora criativa da Gucci desde o ano de 2006, após a saída de Tom Ford. Aos poucos, Frida foi desvinculando da marca a identidade muito sensual, principal foco do trabalho de Ford, e buscando resgatar os itens característicos da Gucci em sua essência primordial, ou seja, linhas limpas e precisas, peças muito bem cortadas, casuais e comerciais, assim como suas raízes artesanais.

Frida Giannini

 

O CEO e presidente do Kering François-Henri Pinault, conglomerado que detem os direitos da marca, afirmou que “sou verdadeiramente agradecido a ela por suas conquistas, sua criatividade e a paixão que sempre incutiu em seu trabalho”. Porém, os números do jornal “The New York Times” mostraram o contrário, apontando que as vendas da marca estagnaram e, de fato, tiveram um fraco crescimento. O desempenho da Gucci não conseguiu se igualar ao das marcas menores, pertencentes ao mesmo grupo.

Alessandro Michele

A decisão de trocar um designer em tempos difíceis de mercado é uma decisão bastante corriqueira. Isso chacoalha o estilo da marca, e tende a romper padrões de estilo que perduraram durante anos. Com a chegada de Alessandro Michele, a Gucci mostrou um Inverno 2015 masculino mais ousado, com muito romantismo e referências retrô divertidas. A coleção feminina segue a mesma proposta, e propõem peças vanguardistas que não se via nas passarelas desde a saída de Ford. Alessandro aposta na feminilidade inspirada na androginia, sem a distinção marcada dos dois gêneros, e não se prende aos super decotes, fendas e peças ultra-justas.

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O reinado Giannini chegou ao fim, e isso refletiu nos pontos de venda da marca: filas gigantescas se formaram em frente a flagship do Shopping Iguatemi, em São Paulo, após o anúncio de que roupas e acessórios haviam entrado em liqueidação, com 50% de desconto. Os rumores apontam que o objetivo de Michele tenha sido limpar das prateleiras qualquer peça criada por Frida, exigência que fez a alegria dos fashionistas: em poucos dias, todos os produtos disponíveis haviam sumido das araras.

As apresentações de Michele certamente encheram os olhos da imprensa de moda. Mas somente a chegada, prevista para o segundo semestre, da nova coleção às lojas mostrará se o novo estilo cairá também no gosto dos fiéis clientes da marca.

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Por Danilo Centemero, estilista, empresário, VM, vitrinista e professor de Visual Merchandising e Vitrine da Sigbol Fashion

Referência: 1

‘OK, quero trabalhar com moda!’ – parte III

Foto 01 Muitos dos alunos e futuros alunos que chegaram em nossos atendimentos ao longo dos anos vem procurar justamente o curso de Estilo. É o curso que fecha a formação, por assim dizer, do futuro estilista, com a parte de ilustrações e desenhos à mão.

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No curso de estilo, já passamos pela fase do aprendizado básico e o início do aprendizado técnico. Agora temos a parte mais bacana de todas: descobrir de onde, como e quando vamos tirar referências e inspirações, além de tendências, para nossas coleções, e aprender a organizar, montá-las e criar sua apresentação, propriamente ditas! É neste módulo que você vai trabalhar somente criação de coleções, começando pelo book de inspirações, passando por História da Moda, estilistas nacionais e internacionais, criação de micro coleções, painéis de materiais, etc. Ou seja, todos os passos do trabalho de um designer de moda propriamente dito, dentro de uma confecção ou label. Além disso, temos aula de modelagem básica e moulage básica, e produção de uma peça de cada coleção para apresentação final.

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Gostaria de saber um pouco mais sobre esse curso? Segue nosso videozinho amigo:

https://www.youtube.com/watch?v=gMnfAdj3qSU

Quer se tornar estilista de alguma label, ou simplesmente abrir a sua? Então corre pra cá e venha aprender com a gente!

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Por Haranin Julia Maria, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8

Escolhendo tecidos para sua peça: a importância do caimento

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Todos nós já visualizamos uma peça linda na vitrine, e, quando entramos para provar, já nos decepcionamos com o caimento da peça, certo? Pois saiba que isso acontece com mais frequência do que você imagina, e está diretamente ligado à escolha errônea do tecido.

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Saiba, inicialmente, que a escolha do caimento do tecido, além da composição, é uma das fases mais importantes para que a peça fique exatamente como o imaginado e tenha o uso a que se destina.

Por exemplo, uma peça de alfaiataria como calça ou blazer, que necessita de caimento mais seco, que fique longe do corpo, não deve ser feita com tecidos muito fluídos, como musselina de seda, seda pura, viscolycra, etc. Todos são tecidos que marcam o corpo por serem molinhos. Já para uma blusa fluída, com gola laço, o ideal é uma das opções acima, exatamente por ser uma peça cuja característica é criar volume controlado na região do pescoço através do laço caído.Montagem 3

Gostaria de saber tudo e muito mais sobre tecidos e caimentos? Acompanhe nosso blog, para mais posts e o calendário da Sigbol para nosso workshop sobre tecidos, em breve!

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Por Haranin Julia, professora de Desenho de Moda no Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2 e 3

Qual a função da cartela de cores?

A cor exerce uma atração psicológica no ser humano. Esta muito além de assumir apenas um papel decorativo ou estético, está ligada à expressão de valores sensuais e espirituais.  A cor pode ser utilizada de maneira simbólica ou como forma de estímulo visual, pois é o elemento que mais proporciona impacto e predomina numa imagem.

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Portanto, a utilização da cor não pode ser feita parcialmente numa coleção. É preciso encontrar uma linguagem específica por meio da qual, deve atingir os objetivos desejados junto ao público-alvo. A simples pesquisa das tendências atuais de moda não basta para definir a cartela de cores de uma coleção, pois é necessário levar em conta o público e suas particularidades, a personalidade da marca e o tema predominante na coleção.

Por exemplo, se o público for jovem a preferência predominante é por cores fortes, já que se trata de pessoas mais abertas a estímulos externos e mais propensos às influências da moda. Há uma reação corporal do jovem em relação às cores fortes, podendo ser este um fator decisivo no comportamento de compra. Pelas próprias exigências da idade e porque sabe que poderá substituir os objetos dentro de um prazo relativamente curto, ele se inclina ao uso de cores vivas.

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Se o público for feminino essa tendência se acentua. Segundo pesquisas já realizadas, as mulheres são mais receptivas às mudanças. O que parece explicar a grande variedade de cores para esta estação.

Ao elaborar uma coleção, é sempre bom pesquisar quais cores estão em alta, para definir a cartela de cores. Geralmente se trabalha com oito cores, subdivididas em quatro tons frios e quatro quentes, podendo se acrescentar o preto e o branco, se este for o caso da coleção.

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As pessoas que trabalham com moda devem prestar muita atenção quando forem fazer combinação de cores, para que o resultado seja agradável. Porém, o número de cores também não é uma regra fixa, pois isso depende da proposta do estilista.

E ae, bora desenvolver uma coleção?

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação – Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, Apostila de Estilo e Manual Técnico Arte de Vestir.