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A história de Karl Lagerfeld na Chanel

Karl Otto Lagerfeld nasceu em Hamburgo, Alemanha. (não se sabe ao certo a idade dele, pois ele não quer que seja revelada).

Depois que frequentou uma escola particular, estudou no ensino secundário no Lycú Montaigne em París, onde se especializou em desenho e história. Karl Lagerfeld (KL) se destacou pela primeira vez na moda em 1955, quando participou de um concurso promovido pelo Internacional Wool Secretariat, ele ganhou o prêmio pelo melhor desenho, dado por um juri que estavam Pierre Cardin e Hubert Givenchy, e o convite para seu primeiro trabalho em uma casa de costura, a Bauman.

Ao mesmo tempo que a carreira de KL estava em ascensão, a Maison Chanel passava por anos de mesmice após a morte de sua fundadora Coco Chanel em 1971. Com sua carreira solidamente estabelecida no mercado da moda, KL torna-se diretor criativo da conceituada Chanel, o que na época causou muita repercussão com os amantes da moda, que consideravam a Maison tradicional demais para o ousado estilista.

Para a surpresa de todos, ele conseguiu inovar na marca sem perder o DNA de Chanel, e até hoje continua criando coleções magníficas e mantendo a Maison no topo do mercado fashion.

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Por Alan Prates, professor do Núcleo de Criação da  Sigbol Fashion

Referências: 1

Chemisier (vestido camisa).

A criadora do chemisier foi a mademoiselle Chanel, trouxe a peça do guarda-roupa masculino  para o guarda-roupa feminino. Com o passar dos tempos, tornou-se um clássico.

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Vários criadores acabaram fazendo releituras do chemisier. É uma peça confortável e versátil, que pode ser usada em várias ocasiões.

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Para este verão o vestido camisa apareceu em tecidos mais leves e elegantes.

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O chemisier pode ser adotado por todas as mulheres, sua modelagem veste qualquer tipo físico.

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Para ter essa peça no seu guarda-roupa sem custo é só pegar do guarda roupa do seu marido, namorado ou pai.

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Para deixar o look mais feminino, aposte em um cinto coordenado com uma sapatilha ou sandália .

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Para mulheres com estilo mais sensual coordene com um scarpin.

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Para as mais descoladas aposte no sapato Oxford ou uma bota de cano curto.

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Com essa peça da pra fazer várias produções, das mais esportivas para as mais elegantes.

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O chemisier pode ser confeccionado com vários tipos de tecidos, o jeans é um deles.

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Lisos, estampados em tecidos de camisaria, é só escolher qual tem o seu estilo.

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

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A história das listras

Livro

Em toda a sociedade da época eclesiástica foi declarada guerra a tudo aquilo que confundia a visão: as listras, principalmente as que alternavam cores vivas (vermelho ou amarelo), por exemplo, por suscitar aos olhos da Igreja a imoralidade.

Através de estudos e análises sobre o traje listrado, é possível visualizar uma breve passagem da idade média para a idade moderna. Neste período, o status social e cultural da vestimenta listrada sofreu uma rápida transformação do conceito diabólico para o doméstico, como sinal de impureza e transgressão. Com isso a listra adquiriu novos conceitos.

Painel prisioneiros

Já passando pelos séculos XVI a XVIII, período do primeiro romantismo, observamos a ascensão das listras: as mesmas deixaram de ser ofensivas para serem aristocráticas. Os nobres as imitavam e as listras foram ganhando o seu espaço: verticais para a aristocracia e horizontais para os servos.

Painel aristocracia

Um grande tempo depois, as listras ganharam as telonas dos cinemas, vestindo gângsteres, mafiosos, pessoas fora da lei e tantos outros personagens que nos fazem referências ao crime. Desta forma, é possível concluir que as listras não desapareceram com o fim dos conceitos atribuídos desde os séculos passados.

Painel Marinheiros

As listras passaram também a fazer parte do uniforme de marinheiros, e quando a sociedade européia descobriu os prazeres dos banhos de mar, as mesmas passaram do alto mar para a costa. Os banhos também tinham finalidades terapêuticas e os médicos recomendavam o uso de roupas brancas, mas elas ficavam transparentes quando molhadas. Assim, surgiu o traje listrado moda praia. Depois, as listras da praia distanciaram-se da comparação com o uniforme dos marinheiros, e passaram a fazer parte do círculo do lazer, do esporte, da infância e da juventude.

Painel 60

Porém, atualmente, as listras ganharam um novo espaço no mundo da moda. Na década de 1960, influenciaram bastante em editoriais junto à Op Art. Existe uma grande diversidade de modelos de roupas estampadas, especialmente aquelas que dão uma disfarçadinha na barriguinha saliente e no quadril.

Hoje as listras não significam mais algo diabólico, como na Idade Média, nem transgressão social. Qualquer pessoa pode usar, mas é sempre bom procurar uma dica de um Personal Stylist para ajudar na hora da escolha, de acordo com a sua silhueta.

Atualmente

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Por Paola Sanguin, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, Manual História da Moda Sigbol Fashion, Livro: The Devil’s Cloth