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Curiosidades sobre as gravatas!

Gravata… Todos pensam em um item de elegância, mas surgiu por higiene. Soldados romanos usavam focales (faixa de pano no pescoço) como toalha e para proteger do sol. Nota-se na Coluna de Trajano (monumento de Roma), ano 865.

Outra possível origem da gravata foi considerada, quando, mais recentemente (1974) em escavações foram descobertos esculturas de soldados chineses quase 300 anos A.C, com lenços no pescoço.

Depois de séculos, reapareceu na Europa, durante a guerra dos 30 anos, século XVII. Luís XIV levou para a Francas guerreiros que entre eles, mercenários croatas, e esses usavam pano no pescoço.

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Esse item foi incorporado ao uniforme, sendo de material mais rústico aos soldados e de tecido de algodão e seda aos oficiais mais graduados. Parisienses chamavam tal adereço de cravate que significa croata. Então…, Gravata, uma variação da palavra croata.

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Franceses usavam golas enormes rendadas, e com a empolgação da gravata pela sociedade, essas golas se transformaram em imensos babadores rendados. O próprio Rei Sol (Luis XIV) fez de seu pescoço uma cascata de rendas.

No ataque surpresa em Steinkerque, a pressa em se vestirem, fez com que oficiais enfiassem pontas da gravata pela casa do botão superior. Criada a gravata Steinkerque. Moda acontece ao acaso.

O rei da Inglaterra retornou ao seu país, depois de seu exílio na França, quando a guerra terminou. Levou junto à nova moda, uso de gravata, inclusive para proteção do frio no pescoço. Essa moda se espalhou pela Europa e depois com a expansão marítima, pelos outros continentes.

No final do século XVIII, as gravatas diminuíram de tamanho, com uma variedade de laços e nós, e de tecidos. Manuais, livros, discussões filosóficas… , muito girava em torno das gravatas. Muito se associava a pessoa, dependendo do nó e cor usados, por exemplo, os que usavam a cor preta, não eram bem aceitos pelos tradicionalistas que usavam a cor branca.

Honore de Balzac, famoso escritor francês, escreveu: “A gravata e o homem, é através dela que o homem se revela e se manifesta” e também que a gravata de um homem de gênio é bem diferente da gravata de um homem medíocre.

Foi na Inglaterra onde mais se diferenciava as pessoas, pela gravata que usavam.

Nessa época nasce um tipo de gravata que mais tarde seria chamado de gravata borboleta.

A gravata mudou de formas algumas vezes durante o século XX.

Na primeira década do século 20, a gravata era um assessório quase que essencial na vestimenta dos homens. O nó mais usado era o Four-in-Hand, inventado décadas antes. Ainda hoje é um dos mais usados. Dentro das variações de nós existentes, ressaltamos: Nó Windsor e Nó Double Windsor, criados ex-rei Eduardo VIII, também muito usados.

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Os anos 1920 trouxeram mais liberdade aos costumes e à cultura. As gravatas eram simplistas; com estampas de listras ou mesmo lisas. Também era usada muito a gravata borboleta.

Na década de 30 as gravatas começaram a ser fabricadas com várias estampas e cores, o que com a segunda guerra mundial , nos anos 40, teve um declínio de criatividade e de produção. Depois da guerra, com um sentimento grande de liberdade , fizeram gravatas com estampas bem diferentes.

Nas décadas de 50 e 60 era moda gravatas pintada a Mao.

Americanos criaram a gravata texana, um acessório de metal preso no pescoço no qual se prende dois fiapos de pano, chamada hoje em dia de gravata country.

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No Brasil , nos anos 70, usavam gravatas bem largas com nós salientes, chamados gravatões.

Nos anos 80, as gravatas passaram a ter motivos geométricos, e seus nós reduzidos.

A partir dos anos 90 as gravatas ficaram mais padronizadas, e sem mudanças drásticas.

Entramos no século XXI, com a mesma padronização, mas com variações de tecidos, sintéticos ou não, mistos ou naturais e existindo também alguma pequena diferença de largura.

Classic yellow bowtie isolated on white background

Gravata borboleta.

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Gravata Slim ou Skinny.

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Gravata Tradicional.

Hoje, a gravata pode ser considerada peça-chave da roupa masculina. Sua função prática é esconder a fileira de botões da camisa, mas sua função maior é conferir personalidade a quem a usa. É na gravata que o homem pode exercitar sua criatividade e dar um toque pessoal.
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Por Dalva Aparecida, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion – Campinas.

Referências: Apostila Sigbol Fashion – Dicionário da Moda