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Você sabe o que significa embeber?

Embeber significa diminuir um pedaço de tecido, para que este encaixe em outro menor! A diminuição pode ser feita através de leves franzidos, mas há um cuidado a ser observado: o tecido não deve ficar franzido. Como? Sim, ele será diminuído da mesma maneira que produzimos o franzido, mas as linhas não serão tão puxadas, o que permite que não se forme franzidos no tecido.

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O embeber é usado principalmente na produção de mangas, para um melhor caimento, e o resultado é que o tecido adquire a aparência característica da alfaiataria: a cabeça da manga faz um “rolinho” antes de cair.

Outro uso importante do embeber é eliminar a necessidade de determinadas pences: quando muito rasas, podem ser substituídas pela técnica. O molde pode ser o mesmo, mas ao invés da costura da pence, passamos um alinhavo e puxamos de leve para embeber o tecido, até que a largura da pence seja eliminada do mesmo. A técnica é normalmente usada em pences de busto.

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Aparência do embeber

O embeber pode ser feito com um alinhavo pequeno, à mão ou à máquina, com ponto largo (5mm), próximo de onde será a costura da peça. Puxe as linhas de leve para franzi-lo, até que fique do tamanho desejado. Em determinados tecidos fica mais difícil fazer o embeber, então o melhor é trabalhar o franzido aos pouco, e, quando já do tamanho correto, amarre as linhas para o tecido não escapar. Passe a margem de costura com ferro a vapor. O tecido embebido continua com volume, mas não há pences nem pregas.

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Por Keyla Ferreira, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7

 

E o veludo, onde fica?

IMAGEM1Sabemos que ele já é tradicional do inverno, não é? Mas sempre em versões mais discretas, o veludo agora dá o ar da graça com o tipo que chamamos veludo molhado, aquele bem brilhante, para que nenhuma produção feita com ele passe despercebida.

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Normalmente renegado a peças de moda festa de inverno, o veludo ressurge em peças casuais, como calças e jaquetas, com propostas para o dia a dia, como calças, bodies, vestidos, jaquetas, etc.

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Para montar um guarda roupas de alfaiataria, aposte em calças flare de veludo combinadas a camisas de seda, blazeres combinados à calças ou vestidos, e conjuntinhos monocromáticos.

IMAGEM4Aposte também em leggings em veludo e couro ou veludo e suede, quimonos em veludo devore, saias rodadas, lápis ou longas, shorts, casacos, etc. Além de confortável, o veludo molhado é um tecido muito flexível, o que o torna confortável para movimentação do dia a dia.

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Para a noite, se jogue sem medo nos vestidos quentinhos e decotados, ternos e casaquinhos que deixem o vestido em tecido leve (como seda, musselina ou crepe) mais adequado para as noites invernais.

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E você, já tem sua peça de veludo? Pretende usar como peça statement ou protagonista do look? Divide com a gente nos comments.

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Por Haranin Julia Maria, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9

História do Paletó

Tudo começou na França, no século XVIII, com o rei Luís XIV que, por costume, usava calças, camisa, colete e um tipo de paletó feito com tecidos diferentes. Esse conjunto era usado como  traje informal pelos homens. Podemos citar também a origem da fenda nas costa dos paletós: antigamente, com a tração animal do cavalo como meio de transporte comum, os costureiros e alfaiates implementaram a adaptação como uma abertura para acompanhar os movimentos do animal. O detalhe, entretanto, caiu nas graças masculinas e é utilizado até hoje. Por volta de 1860, os ternos foram padronizados, sendo confeccionados com o mesmo tecido, e seu corte foi modificado para dar mais leveza à peça.

Acredita-se que a gravata, parte integrante do paletó, tenha surgido na Roma da antiguidade, criada pela necessidade de se aquecer o pescoço. Reza a lenda também  que o rei Luís XIV amarrou um pedaço de tecido em volta da gola do uniforme dos soldados, como um distintivo militar, e que o acessório também cairia assim no gosto dos homens da época.

FOTO 1Por volta do século XIX para XX, os ternos ganharam novos cortes e modelagens mais slim, com tecidos mais finos, tais como risca de giz, xadrez, lã, linho ou algodão.

Para quem não conhece, há diferença entre paletó e blazer: os paletós são conjuntos feitos com tecidos e cores iguais; já o blazer não precisa ter uma calça para acompanha-lo, pois trata-se de uma peça mais despojada, que pode ser usada junto com outros tecidos e padronagens.

Foram grandes as mudanças nos ternos, principalmente no uso por mulheres: ganharam um corte bem mais delicado e acinturado, mantendo a estrutura do poder que um blazer causa no look.

FOTO 2Hoje em dia, a vontade de saber fazer uma peça como essa vem conquistando adeptos desta arte, e cursos de modelagem sob medida e alfaiataria vem ganhando mais espaço, junto com o desejo de confeccionar suas próprias peças, com acabamento perfeito e aprendizagem de técnicas que deixem a peça bonita. Modelagem

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Por Ana Paula Lopomo Amaral, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10