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Ateliê vs. Confecção

O mercado de moda possui um leque de opções que se abre cada vez mais.  Assim como em qualquer profissão é preciso ter muito conhecimento e dedicação para executar um bom trabalho.

Muitos ingressantes no mercado de trabalho no meio fashion tem dúvidas por onde começar, já explicamos aqui como construir aos poucos uma carreira sólida, agora explicaremos os dois tipos distintos de mercado e suas funções específicas; o ateliê e a confecção.

O ateliê tem o intuito de fabricar e criar peças exclusivas como vestidos de noivas e festas de gala, ternos e costumes, todas sob medida.

A criação de tais peças, em sua maioria é feita e esboçada na hora, enquanto o estilista conversa com o cliente.

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A confecção segue o caminho contrário, é o que chamamos de fast fashion, peças iguais fabricadas em massa (grande e exagerada quantidade) podendo até gerar desperdício de material no fim da estação pela quantidade exagerada de peças confeccionadas.

O papel do estilista em confecção de grande ou médio porte é pesquisar tendências e apropriá-las a um público alvo através do croqui e do desenho técnico.

“Estilista de confecção ou de ateliê exige conhecimento técnico, pois temos que estar preparados para seguir o briefing do cliente e, nem sempre, o estilo solicitado é aquele que mais nos agrada, mas é preciso buscar adequação do trabalho pra cada cliente e estabelecer a linguagem correta para cada situação. Defina quais as áreas de maior afinidade com seu trabalho e faça contatos.  É preciso ser persistente e saber tirar proveito das críticas.” – Diz Cris Pimentta, bacharel em Moda, técnica em estilismo e pós-graduada em Gestão do Design na Indústria da Moda

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Por Mayara Behlau, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1 e  Apostila de Estilo Sigbol Fashion.

O que é uma confecção?

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Confecção nada mais é que sinônimo de fábrica de roupas. É onde trabalham costureiras, modelistas, cortadores, estilistas e o proprietário, responsável por ficar a par de  todas as etapas, tais como: criação, fabricação e venda das roupas em um estabelecimento próprio ou através de colegas ou fornecedores responsáveis para reabastecer as lojas.

Hoje, ainda existem duas formas de trabalhar com uma confecção: por encomenda e com criação própria. Por encomenda, no esquema de oficina por exemplo, é preciso aguardar que clientes solicitem pedidos, fornecendo o modelo e solicitando para que seja entregue no prazo estipulado. Neste modelo de confecção, costuma-se atender empresas, lojas, terceirizados, entre outros: são os clientes sazonais. Na segunda opção, a marca cria suas peças próprias, e a venda é direcionada às boutiques: este modelo é o mais indicado, o mais lucrativo, e que, consequentemente, atrai mais empreendedores. Porém, neste caso, o proprietário deve criar sua própria marca, pesquisar tendências e montar seu planejamento, pois só assim saberá se a empresa fará ou não sucesso no mercado.

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Investimento inicial para montar sua confecção

Dependendo do porte da empresa, o investimento não será baixo: dependemos muito da quantidade de máquinas que serão adquiridas. Se a confecção for de pequeno porte (por exemplo, uma oficina caseira) o gasto é mais baixo, pois irá envolver apenas a mão de obra (que normalmente é do próprio dono da empresa) e maquinário simples, como, por exemplo, uma máquina de costura reta e uma overloque ou ambas caseiras, tecidos e aviamentos (linhas, botões, agulhas, acessórios para a máquina, etc). Este modelo não é muito recomendado, pois a produção é lenta e perdem-se grandes oportunidades de encomenda, visto que não é possível fabricar uma grande quantidade de peças em curto espaço de tempo.

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Para se posicionar no mercado de trabalho, não existe uma fórmula mágica: você terá que usar a velha tática do boca a boca, demonstrando seus produtos. Monte uma coleção bacana, com suas ideias, fotografe e monte um catálogo (portfólio). Ofereça em lojas de roupas próximas a sua cidade ou mesmo pela Internet, tenha força de vontade e corra atrás de sua clientela! Fidelização do cliente e os diversos pedidos só irão surgir com o tempo.

Mais uma dica para quem esta começando é a divulgação por meio de mídias sociais, como uma página própria no facebook, instagram e diversos outros: dessa forma você terá a oportunidade de contar com amigos que compartilharão seus produtos com outros amigos. Essa (ainda) nova forma de divulgação já é muito utilizada atualmente, e dependera do seu capital: quanto maior o investimento, maior o retorno.

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O mais importante, depois da decisão tomada, é se preparar com cursos adequados de modelagem e costura, estabelecer qual será seu público-alvo, ler muitas revistas e livros de moda e nunca deixar de pesquisar as tendências e as novidades do mercado. Saber o que seu público quer vestir, e poder suprir suas necessidades, é essencial para deslanchar sua marca!

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Por Ana Paula Lopomo Amaral, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9

Ateliê de Criação

Ateliê de Criação

Criar é antecipar. Assim, a função do designer é prever necessidades que ainda não foram atendidas, traduzindo a vontade de novas formas de viver, ou trazendo uma visão intuitiva dos rumos que irão seguir os padrões estéticos. Algumas vezes é o próprio designer que se torna responsável por esse novos rumos, mediante propostas inspiradas na sua sensibilidade estética.

Para ser um designer de moda é necessário ter estilo próprio, fazer pesquisas para criar novos conceitos, estar atento ao que acontece no mundo, conhecer novas culturas. Também desenhar, conhecer modelagem, costura, tecidos, tendências, tecnologia e principalmente seu público alvo.

Em nosso Ateliê de Criação, apresentaremos o quanto é importante o processo de desenvolvimento de um produto. Já que o sucesso de grandes criadores está vinculado à precisão do seu trabalho, profissionalismo e conhecimento da moda como um todo.

Curioso? Não perca tempo, se inscreva!

Agulhas… Qual o tamanho certo para usar na máquina?

Muitas vezes nos deparamos com esta questão após ter partido várias agulhas, tentando costurar várias camadas de tecido, ou mudar de algodão para couro sem mudar a agulha. Além da preguiça, o desconhecimento também ajuda nestes malabarismos de principiantes. Por estas e tantas outras histórias de costura, aqui vão algumas dicas e truques:

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O tamanho certo da agulha depende do tecido que iremos costurar, a medida que usamos é a do tamanho Americano.

  • De 16 a 21 é usada para jeans, couro, napa,  tecidos mais firmes.

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  • 12 a 14 é usada para tecidos normais, nem muito leves e nem muito pesados, como algodão, etc…

  • 10 e 11, tecidos finos e delicados como a seda, cetim…

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  • 8 e 9 tecidos transparentes, diferenciados como a organza, etc.

Gostou? Agora não há desculpas para evitar quebrar a agulha da sua máquina.

Por Iraci Antunes – Professora do núcleo de modelagem da Sigbol Fashion