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Creative Friday – Alceu Penna

O Creative Friday de hoje prestará homenagem a um ícone entre as décadas de 30 e 60. Alceu Penna!

Alceu de Paula Penna (Curvelo, MG, 1915 - Rio de Janeiro, RJ, 1980). Desenhista, ilustrador, figurinista. Com seu traço singular, influenciou o comportamento, a imprensa, o design, a publicidade e a moda brasileira. Alceu renovou vestidos de Carmen Miranda, vestiu Marta Rocha e lançou Millôr Fernandes na imprensa, tornou-se o primeiro brasileiro a publicar charges na revista americana Esquire. Alceu Penna foi ainda um dos pioneiros das histórias em quadrinhos no Brasil.:

Desenhista, ilustrador e figurinista, ele se tornou um dos grandes nomes da história da moda brasileira, muito por conta do veículo que o tornou famoso, a revista “O Cruzeiro”, que publicou suas ilustrações.

As “Garotas” de Alceu ganharam tanto de destaque que começaram a sair do papel para se tornarem humanas, já que seus croquis eram copiados pelas jovens da época, que levavam suas ilustrações para as costureiras reproduzirem.

As moças desejavam ser uma das tais “Garotas” e os rapazes sonhavam em se casar com uma delas. Em conjunto com sua colaboração para a moda brasileira, o ilustrador abriu espaço para uma nova figura feminina emergir.

Alceu Penna

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Creative Friday: Guido Crepax

Guido Crepax foi um artista, ilustrador e autor italiano, um dos grandes nomes das HQs, sendo conhecido pela linguagem cinematográfica e pelo estilo elegante e sensual de seus desenhos.

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Começou a trabalhar como artista gráfico e ilustrador publicitário ainda na faculdade de arquitetura. Fez campanhas premiadas para empresas como Shell, Campari e Honda.

Em 1965, criou a emblemática personagem Valentina Rosselli, visualmente inspirada na atriz do cinema mudo Louise Brooks (o corte de cabelo e o olhar penetrante são sua marca registrada).

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Valentina é uma mulher multifacetada, que oscila entre uma vida giphy (2)real em que trabalha como fotógrafa e cuida da família e um mundo onírico em que explora as mais diversas fantasias. Essa complexidade à frente de seu tempo a tornou um verdadeiro ícone da mulher moderna e liberta.

O artista também se notabilizou pela adaptação para quadrinhos de clássicos como Frankenstein, de Mary Shelley, e O processo, de Franz Kafka, com destaque para a literatura erótica – Justine, do Marquês de Sade, e A história de “O”, de Pauline Réage, são algumas de suas obras mais conhecidas.

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Creative Friday Ribeirão Preto Taubaté

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Tribos Urbanas – 4: Movimento Punk.

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Esse movimento teve início na Europa por volta de 1960, fundado por jovens trabalhadores e universitários, que protestavam contra a guerra do Vietnã, contra o neoliberalismo, instituições conservadoras, contra tudo que lhes parecesse tradicional como, por exemplo, escola, família e igreja. E também pelo direito ao pensamento livre na política e comportamento. Em oposição ao movimento hippie, eles lutavam pela individualidade e independência.

Cansados de ouvir hinos hippies os punks decidiram fazer suas próprias músicas, e assim nasce o punk rock em Nova Iorque em 1975, a principal banda da época era os Ramones.

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Em sua maioria jovens militantes e considerados rebeldes, pelo estilo de vida e aparência agressiva. São reconhecidos nas ruas por peças como:

  • Roupas em tons escuros e rasgadas;
  • Bota e/ou coturno;
  • Suspensório;
  • Meia-calça desfiada;
  • Acessórios com spike: pulceiras, gargantilhas e aneis;
  • Camisetas de bandas de rock;
  • Símbolos da anarquia.

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E sua principal característica é o penteado moicano:

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A ideologia dos punks é a busca pela revolução, a quebra da soberania de ideias burguesas, acreditam na teoria da conspiração que envolve mídias e políticas. É uma geração formada por jovens das periferias que se julgam abandonados pelo governo, que através da música transmitem essa realidade.

Qual a sua ideologia?

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Por Crislaine Lima, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referência: 123456789101112.

Manual Arte de Vestir Sigbol Fashion.

Tribos Urbanas  – 2: Movimento Hippie.

Movimento Hippie

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Este movimento que nasceu na Califórnia, especificamente na Carolina do Norte no ano de 1966, foi criado por jovens ricos que sentiam que algo precisava ser feito para mudar o rumo da história do mundo. Eles questionavam a guerra do Vietnã, a sociedade capitalista, a sociedade industrial e muitos deles deixaram o conforto de seus lares para sentir na pele a vida na natureza, surgindo então as comunidades alternativas.

O objetivo destes jovens era acabar com os valores instituídos pela sociedade, com o consumo e com a alienação da massa.

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Naquela época estavam acontecendo fatos muito importantes como: a corrida espacial, a guerra do Vietnã, a construção do muro de Berlim, a morte do líder Martin Luther King, a popularização da pílula anticoncepcional, etc.

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A cultura oficial da época era voltada a exaltação do trabalho, aos maquinários industriais, a objetividade, a razão, etc. Mas para os Hippies que caminhavam na contracultura (cultura underground) a exaltação da natureza e o artesanal, onde os instintos humanos viriam em primeiro lugar, eram valores mais importantes que eletrodomésticos, carros, e as notas de dinheiro. Acreditavam que quem conseguisse viver sem estes itens, conseguiria ser verdadeiramente livre, e poderia viver seus desejos sem opressão. Sexo, drogas e rock in roll!

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Estes jovens acabaram por ditar a moda daquela época e eram reconhecidos por peças como:

  • Sandálias artesanais e de couro;
  • Calças boca de sino;
  • Calças jeans;
  • Bijuterias artesanais (miçangas e fios entrelaçados);
  • Estampas (cores fortes, formas orgânicas e psicodélicas);
  • Peças com franjas;
  • Batas bordadas;

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O movimento sessentista foi muito além do “paz e amor” e “faça amor não faça guerra”. Toda trajetória destes jovens revolucionários foi importante para entendermos o verdadeiro significado do movimento. Através dele, iniciou-se a revolução social, para negros, mulheres e homossexuais. E pudemos desde aquela época ter uma consciência para com a natureza, como o tema tão trabalhado atualmente: a sustentabilidade.

Deste grupo derivaram outros, como os místicos, os ambientalistas, os culturais, entre outros.

Para criar uma coleção, pesquise fundo as décadas, os fatos, os movimentos e acontecimentos históricos e sua coleção terá uma pesquisa rica, fora do óbvio. Você pode se surpreender!

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Por Crislaine Lima, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1234567891011121314151617181920 e 21.

Manual Arte de Vestir Sigbol Fashion.

Moda Futurista

Os anos 60 foram considerados uma das décadas mais futuristas da história, e, como tal, é referência e tornou-se tendência para as próximas estações, como vimos em diversos desfiles internacionais. Marcas como Prada, Dior, Chanel e Louis Vuitton, entre outras, buscaram inspiração nesta época, para o inverno 2016.

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A década de 60 volta renovada e misturada com referências atuais, como peles, pêlos e bordados em 3D, todos super modernos. Já faz algumas coleções, os anos 60 vem sendo constantemente revisitados, principalmente por ser uma época relacionada a evolução tecnológica que também estamos vivendo nos dias atuais.

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Os criadores olharam para o passado, e surgiu daí um mix de história da moda, que foi recriado para as roupas dos dias atuais.

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O mais marcante dos anos 60 foram a criação da minissaia e a explosão da moda jovem. Também foi a década em que o homem pisou pela primeira vez na lua, o que impulsionou alguns criadores a desenvolver coleções com temas futuristas, trazendo muitas estampas geométricas, vestidos trapézios e tubulares e a pop art (que também foi transferido para as estampas), além do grande uso de matérias primas sintéticas.

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A Prada trouxe em sua coleção um mix desta época, E brincou com a silhueta trapézio e os laços típicos da década. Para deixar as peças um pouco mais modernas, usou e abusou dos bordados em 3D. Os sapatos e os casacos também são releituras dos anos 60.

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Já o desfile da Louis Vuitton brincou com as listras, também características da década de 60, assim como as estampas geométricas em geral.

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A Chanel também usou como inspiração as texturas e os volumes dos anos 60, para seu inverno 2016.

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Nas passarelas nacionais, o futurismo também foi fonte de inspiração para o verão 2016 e, com certeza, continuará para o inverno 2016.

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Por Elizângela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8