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Qual a importância da alta-costura nos dias atuais?

A alta-costura é nada mais que a criação e confecção de roupas femininas sofisticadas e originais, exclusivas.

É um mercado em constante crescimento. As maisons de moda aumentam suas vendas a cada dia e clientela está se expandindo e diversificando. O que antes era considerado velha guarda, reservado apenas aos tapetes vermelhos e casamentos grandiosos, de repente tornou-se algo mais fresh e relevante para as necessidades emocionais dos consumidores. A busca pelo desejo de individualidade e autenticidade. Onde a relação entre a marca e o cliente  se destaca com a magia e a experiência de possuir uma roupa sob medida e exclusiva.

 

É onde o designer fashion pode se expressar, e a criatividade em ação une a tradição com a inovação. Hoje, novas tecnologias estão ajudando a quebrar barreiras quando se trata da alta-costura, com materiais, técnicas e abordagens inovadoras que despertam o interesse de novas audiências – incluindo os millennials.

A alta-costura também está deixando sua marca nas roupas de varejo, como por exemplo, estilistas fazendo parcerias com lojas de departamento e coleções cápsulas.

A magia da alta-costura é uma proposta sedutora – tão exclusiva que poucos de nós poderão experimentá-las. Talvez, roupas que a grande maioria das pessoas no mundo nunca verá de perto, elas nunca tocarão, nunca estarão na mesma sala que elas. É tão inspirador que é de tirar o fôlego. Manter as tradições artesanais de uma maneira nova e moderna? Não é de se espantar que a alta-costura tenha se encontrado na era do Instagram.

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8.

O que é uma Maison?

M 2O termo surgiu em meados do século XIX quando Charles Frederick Worth, famoso costureiro francês, abriu sua própria casa de alta costura. As atividades de Worth eram especializadas na confecção de peças de vestuário para a alta sociedade.Gif 1

Neste período, a burguesia havia conquistado grande influência e poder aquisitivo. E passou a ter acesso a artigos de luxo, tecidos finos e à mão de obra especializada, que antes era privilégio exclusivo da aristocracia. O que provocou incômodos aos nobres, que se viam obrigados a modificar suas roupas frequentemente para se diferenciar. Assim surge o sistema de moda que conhecemos hoje.Gif 2

Worth criou peças únicas que foram apresentadas em salões luxuosos, por jovens que desfilavam elegantemente, e que mais tarde passaram a ser manequins e top models. A partir daí, surgiram vários nomes, que se projetaram na Alta Costura. Vivendo em um cenário cheio de riqueza, cercado de grandes artistas.Gif 3

Mas a chegada do prêt-à-porter, nos anos 60, provocou o início da decadência da alta costura. Aos poucos, a facilidade de comprar roupas prontas em diferentes tamanhos e a preços atrativos, transformou a mentalidade dos consumidores. E grandes passaram a atuar também no mercado por uma questão de sobrevivência. A moda se transformava cada vez mais.M 1

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Então, Galliano assumiu a criação da Givenchy e provocou uma profunda revitalização e atração da mídia para os artigos de alta costura, com sua imensa criatividade. Desde então, apesar de altos custos das peças (com um número cada vez mais restrito de clientes), a alta costura voltou a ser o ibope da moda, da arte e das tendências.

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion.

Referências: 12, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13.

Apostila de Estilo

Como anda o mercado da moda?

Atualmente tudo se tornou efêmero, relacionamentos, gostos, músicas, etc.

Mas o que significa essa palavra? Efêmero significa tudo aquilo que é transitório ou passageiro. E a moda não é diferente.

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A moda está ao alcance de todos, não importando a classe social. Ao mesmo tempo em que ela proporciona liberdade de escolha, influencia nas decisões, nos gostos e no comportamento das pessoas. A sociedade passou a consumir mais, principalmente peças mais baratas e, às vezes, de baixa qualidade. Sendo assim a roupa pode durar menos tempo, ou rasga, ou estica, ou não serve mais… Hoje no mercado existem muitas variedades e o fast fashion não escapa disso. É uma multiplicação de roupa, o próprio estilista acaba criando uma peça já pensado nas próximas, tudo se tornou efêmero.

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O que sabemos de fato é que o capital do país se move a partir das indústrias e do mercado da moda. Apesar das pesquisas com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)­, as pessoas dobram seus gastos mensais com moda a cada degrau que sobem de status. É o que vem acontecendo no Brasil.

As mulheres são as que mais consomem pra variar, quando ela entra no mercado de trabalho impulsiona o setor por dois motivos: elas têm mais dinheiro, e passam a ter a obrigação de andar conforme os padrões da empresa no dia a dia. Sem contar que estão em constante mudança com o corpo e com o estilo, assim como a moda (que também proporciona mais variedade de peças nesse setor).

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O que sabemos de fato é que ninguém anda nu por aí. E se você tá com receio de experimentar coisas novas, não fique aí parado! Venha conhecer os nossos cursos profissionalizantes na área.

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Por Paola Sanguin, professora do núcleo de criação da Sigbol Fashion.

Referências: O Império do Efêmero (Gilles Lipovetsky), 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7.

Alta costura, prêt-à-porter, grife e fast fashion…Qual a diferença?

Se você está confuso, acalme-se! Nós vamos te explicar. Preto de copas (cartas)

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A alta costura (conhecida também por Haute Couture) teve início em 1858, foi criada pelo inglês Charles Frederick Worth que produziu seu primeiro desfile em Paris 1858, usando modelos ao invés de cabides. As peças são exclusivas (únicas), fabricadas manualmente com pedras e metais precisos (fios de ouro, diamantes, safiras, etc).

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Já o prêt-à-porter (“Ready to wear”, que significa pronto pra vestir), teve início em 1949 por J.C. Weil, após a 2ª Guerra Mundial, mas essa expressão só pegou em 1959, quando Pierre Cardin lançou sua primeira coleção na alta-costura, ou seja, as roupas já estavam prontas para serem levadas.

Porém em 1963, novamente o estilista Pierre Cardin, começou a assinar acordos com grandes fabricantes de roupas, para comercializar a sua grife (marca).
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E o Fast Fashion? São as peças industrializadas que precisam ser renovadas nas araras de lojas de departamento o mais rápido possível com produtos a preço baixo para transmitir as estações do ano, já que o consumidor adquire novidades a todo vapor, podendo gerar para essas grandes redes um aumento de faturamento.

Se você tem mais curiosidades sobre esse mundo fashion, é só conhecer nosso curso de estilo, além de tirar as suas dúvidas você aprende a desenvolver sua própria coleção:

Por Paola Sanguin, professora do Núcleo de Criação Sigbol Fashion

Referência:  1.

Apostila de Estilo, Manual Arte de Vestir Sigbol Fashion, Dicionário da Moda, História da Moda.

Tweed: o queridinho da Chanel

O Tweed, inicialmente utilizado apenas no vestuário masculino, se consagrou em 1954, pelas mãos de Coco Chanel, e foi transformado em um tecido clássico quando a estilista lançou o primeiro casaco de tweed feminino. Deste dia em diante, o tecido nunca mais saiu do guarda roupa feminino.

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Para quem não conhece, o tweed é um tecido de textura áspera, geralmente confeccionado de lã ou com misturas de outras matérias primas, e sua principal característica são os padrões coloridos (pontinhos coloridos).

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É um tecido muito utilizado para confeccionar casacos, vestidos, saias, shorts e calças, em modelagens clássicas. Apesar da fama de ser um tecido clássico, também pode estar presente em looks casuais, criativos ou românticos.

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Nas ultimas estações, o tweed veio com força total, em muitas formas e estilos. Apareceu em peças como calças, jaquetas, vestidos, mantos, sapatos, bolsas e chapéus.

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O tweed requer um pouco de cuidado, principalmente quando produzido 100% lã. O fato de ser hoje também produzido em fibras sintéticas facilita a forma de manter o tecido como novo.

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Como qualquer peça, é importante ler as instruções da etiqueta. Se o tecido for de lã, seque-a deitada sobre uma toalha; se necessário, use um secador. Caso lave à maquina, coloque no ciclo mais leve, para evitar encolhimento. Para manter a peça em ótimas condições, pendure em cabides grossos ou acolchoados, principalmente no caso de casacos, blazer ou casaquetos. Procure dobrar calças ou outras peças em tweed e guarde-as na horizontal. Guarde as de lã em um lugar seco e fresco, onde não podem ser comidos por traças. Procure guardá-las em algum tipo de embalagem plástica ou em uma caixa de cedro.

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Para limpar peças em tweed, procure produtos de limpeza a seco e próprias para o tecido. Caso sejam usados produtos impróprios, o tweed pode encolher. Para quem não tem tempo de cuidar de peças em tweed de lã, hoje existem lojas especializadas para lavar e secar produtos que requerem mais cuidados.

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5 e 6.