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Confortável também no trabalho

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Mas claro que pode! Não entendemos bem porque, mas notamos que a maioria das pessoas costuma associar looks de trabalho a peças desconfortáveis, restritivas e sem graça. Mas, ao contrário da crença geral, seus looks para o dia a dia no escritório / escola / avião / whatever podem ser criativos, bonitos, elegantes and totalmente confortáveis.

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O primeiro mandamento para se sentir confortável no trabalho é observar qual o dresscode da empresa, para então montar looks com peças que sejam confortáveis também para você. E como identificar o dresscode, já que nem sempre esse tipo de recomendação vem no pacote quando da admissão? Simples: observe os demais funcionários. Principalmente aqueles que estejam no mesmo setor que você, e, depois, aqueles do setor para o qual você gostaria de evoluir. Explico: naturalmente, quem já tem algum tempo a mais de casa que você identificou o tipo de look que o local e a posição exigem, e já se adequou. Ou, no mínimo, tentou se adequar. Por esta base, você já pode perceber se o local exige dresscode formal ou criativo, cores sóbrias ou coloridas, etc.

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Já identificou o dresscode da empresa? Momento agora de adequar suas vestimentas a ela. Primeiro, observar com cautela extrema peças que possam criar desconforto no ambiente de trabalho, tais como transparências, mini ou micro comprimentos, perfume forte, sapatos barulhentos (tais como tamancos, que, ao ficarem soltos nos pés, fazem um barulho danado ao caminhar), maquiagem excessiva, alças de sutiãs fora de lugar, etc. Pense sempre naquilo que traria desconforto para você, se visse outra pessoa trabalhando desta forma ao seu lado. A partir daí, aceite que existem peças do seu guarda-roupa que devem ser mantidas para fins de semana ou momentos pós trabalho.

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Continuando à adequação do seu guarda-roupa ao trabalho, passe a trocar quantidade por qualidade: mais vale uma calça de corte impecável e bons tecidos que três de tecidos horríveis e sem forma nenhuma. Neste caso, depende muito daquilo a que você dá preferência ao se vestir: tecidos sintéticos são mais práticos, mas podem pinicar, incomodar, machucar, etc, principalmente os mais baratos; já tecidos naturais, apesar de demandarem manutenção constante, e amassarem com mais facilidade, costumam ser mais confortáveis e frescos no uso. Quanto à modelagem, sempre que for comprar uma peça para o trabalho, teste-a de todas as formas possíveis: sente-se e levante (para ver se você pode fazer tal movimento sem ter que ficar arrumando a peça a todo momento, e se a cintura continua no lugar), levante os braços (em camisas e blusas, para ver se a peça não segura os movimentos, nem mostra a barriga a cada vez que você tenta pegar algo no alto, dobrar os braços para carregar pastas, etc)  e, por fim, se lhe permite pegar transporte com facilidade (neste caso, é muito pessoal, cada um utiliza o transporte que lhe convém e que pode, mas quem dirige deve pensar se a peça lhe permite fazê-lo sem dramas, quem usa ônibus e metro, se não amarrota muito facilmente que te faça chegar no escritório assemelhando-se ao conteúdo de uma garrafa, etc).

Por fim, muita gente tem aquele pensamento de não gostar de gastar em peças para trabalhar. Ora, colega, pense que é uma peça que você possivelmente passará muito tempo da sua vida vestindo. Logo, a compensação de uso vem na quantidade de vezes que ela for usada, e na quantidade de conforto que vai trazer para o seu dia a dia.

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Por Haranin Julia Maria, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 12345678910111213141516171819,  202122232425 e 26

Você conhece Alexandre Won?

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Won cresceu usando roupas sob medida feitas pela mãe, uma estilista craque em modelagem. Por essa razão, sempre foi muito exigente quando o assunto é vestuário. Formou-se em direito, mas decidiu seguir seu caminho na moda. Além do grande aprendizado na confecção da mãe, ele aprimorou seus conhecimentos com um alfaiate, hoje bem velhinho, cuja identidade prefere manter em segredo. “O resto foi praticamente sozinho. Sou muito ligado à estética e sempre tive boa noção de proporção, geometria…”, afirma no site.

Sempre se preocupou em se vestir bem, respeitando suas formas e necessidades, imaginou que outras pessoas também passavam pelo mesmo problema: a dificuldade de encontrar algo exclusivo. A partir daí surgiu a ideia de abrir um local e trabalhar apenas com alfaiataria.
Seu diferencial está na utilização do método bespoke, que vem do termo “been spoken for”. Onde o cliente escolhe o tecido para sua roupa, e participa de todo o processo de escolha, além da roupa ser feita para atender aos requisitos específicos e pessoais de um cliente. É diferente da roupa sob medida, quando o alfaiate apenas usa uma base pré-existente e a ajusta para ficar mais próxima das medidas do cliente.

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O bespoke são peças confeccionadas uma a uma, num trabalho quase artesanal, o que garante acabamento impecável. Alinhado à isso, há também atendimento personalizado. Trabalhando com  mais de duas mil opções de tecidos – tanto nacionais como importados – que podem ser a base de qualquer tipo de roupa, desde ternos e camisas até saias e vestidos.

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Alexandre busca atender a todo mundo e não somente ao mercado de luxo. Ele acredita que se vestir com algo feito especialmente para cada um é a maneira ideal de valorizar a individualidade.

Ter um terno por processo altamente artesanal torna-se altamente caro e é para poucos. Para ter um terno assinado por Won é preciso desembolsar a partir de R$ 6,9 mil e esperar por até quatro meses.

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Outro projeto recente de Won foi à inauguração de uma fábrica para atender companhias interessadas em terceirizar a produção. Com 15 funcionários, entre alfaiates e operadores de máquinas, a empresa tem capacidade para produzir 50 ternos por dia. “A fábrica trabalha com os conceitos de alfaiataria sob medida. Ela também é uma maneira de manter viva a chama dessa profissão, que está praticamente extinta”, desabafa.

“O Alexandre é detalhista, moderno e atual. Ele molda a roupa no corpo do cliente. Eu nunca tinha visto isso antes. Com certeza ele é um dos maiores talentos dos últimos tempos”, diz Justus cliente de Won. ( in http://www.forbes.com.br/lifestyle/2015/06/alexandre-won-o-alfaiate-preferido-das-celebridades/)

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Você também pode se preparar para ter seu próprio negócio, venha conhecer os cursos da Sigbol Fashion e encontre o ramo ideal para você.

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Por Keyla Ferreira, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion.

 

Referências: 1234567 e 8.

Trend Alert inverno 2016: Estampa Animal!

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Que a brasileira ama animal print, já não é novidade, bonitas. Apesar de já ter sido alçada a posto de estampa trend, depois cafona (e depois trend e cafona de novo!), a estampa animal, mais precisamente a oncinha, volta com tudo pro nosso inverno 2016.

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Sempre igual, mas diferente, desta vez a novidade são as variações de cores aliadas aos recursos gráficos de estamparia digital. Em tamanhos grandes ou manchas pequenas, além de fundos de cores variadas (azul royal, laranja forte, beirando o ocre, verde floresta, etc) e combinações inusitadas.

A estampa de oncinha, apesar de normalmente associado ao estilo sexy, neste momento pisa forte no campo do dramático: junto à modelagens oversized em casacos retos ou acinturados, além de calças pantalona e alfaiataria em geral, torna-se um chamativa sem ser agressiva. O fato de aparecer agora em formato estilizado torna o interesse visual ainda maior, bom para ser usado com uma peça pontual (uma peça estampada, por exemplo, misturada à outras de cores neutras), e misturada ao preto, cinza, branco, marrom, caramelo, bege, marsala e azul escuro.

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Aproveite para preparar-se também para as demais estampas estilizadas: as de zebra e girafas estarão em alta também na próxima temporada!

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Por Haranin Julia Maria, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 12345678910111213141516171819 e 20.

Você sabe o que significa embeber?

Embeber significa diminuir um pedaço de tecido, para que este encaixe em outro menor! A diminuição pode ser feita através de leves franzidos, mas há um cuidado a ser observado: o tecido não deve ficar franzido. Como? Sim, ele será diminuído da mesma maneira que produzimos o franzido, mas as linhas não serão tão puxadas, o que permite que não se forme franzidos no tecido.

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O embeber é usado principalmente na produção de mangas, para um melhor caimento, e o resultado é que o tecido adquire a aparência característica da alfaiataria: a cabeça da manga faz um “rolinho” antes de cair.

Outro uso importante do embeber é eliminar a necessidade de determinadas pences: quando muito rasas, podem ser substituídas pela técnica. O molde pode ser o mesmo, mas ao invés da costura da pence, passamos um alinhavo e puxamos de leve para embeber o tecido, até que a largura da pence seja eliminada do mesmo. A técnica é normalmente usada em pences de busto.

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Aparência do embeber

O embeber pode ser feito com um alinhavo pequeno, à mão ou à máquina, com ponto largo (5mm), próximo de onde será a costura da peça. Puxe as linhas de leve para franzi-lo, até que fique do tamanho desejado. Em determinados tecidos fica mais difícil fazer o embeber, então o melhor é trabalhar o franzido aos pouco, e, quando já do tamanho correto, amarre as linhas para o tecido não escapar. Passe a margem de costura com ferro a vapor. O tecido embebido continua com volume, mas não há pences nem pregas.

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Por Keyla Ferreira, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7

 

Xadrez Renovado

A padronagem xadrez é um clássico do inverno, mas muitas vezes também da o ar da graça no verão. Para o inverno 2015, a proposta passa pelo tradicional tartã e vai até delicado Madras, todos com uma pitada artística e traços que lembram rabiscos e linhas interrompidas.

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O xadrez está presente em peças de alfaiataria ou descontraídas, ou seja, temos pra todos os estilos. Nesta estação, os principais tecidos utilizados serão os mais sofisticados, como tafetá, ou aqueles com efeitos tecnológicos siliconados. Tons de vermelho e P&B são as opções mais tradicionais, mas vale investir nas composições em nude ou de cores fortes.

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Algumas modelagens misturam a alfaiataria com um estilo retrô, quebrando a sisudez do xadrez, e tirando a imagem da camisa de flanela que já conhecemos.

FOTO 03Para não errar na produção, procure coordenar o xadrez com peças lisas ou com outras estampas na mesma tonalidade.

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O xadrez aparece em looks tradicionais ou casuais, coordenado em cores neutras ou vivas.

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10