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Reinaldo Lourenço e Camila Klein.

Joias lúdicas são o resultado da atual parceria entre o Criador Reinaldo Lourenço com a artista plástica Camila Klein. Inspirado na cultura japonesa e no universo da aviação essa parceria rende acessórios supercriativos.

Tudo começou quando a designer e artista plástica viu a coleção de verão de Reinaldo Lourenço, as estampas chamaram sua atenção, redesenhou os prints dos aviões e logo surgiram os brincos, que acabaram fazendo parte no desenvolvimento da coleção dos acessórios.

O resultado desta parceria foram peças autorais e divertidas, sem nenhuma pedra preciosa, anéis, brincos, broches, pulseiras, chokers e tornozeleiras com formato de aviões, o item favorito desta dupla é a gargantilha.

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação Sigbol Fashion.

Referências:1, 2, 3, 4, 5 e 6.

O Brasil é inspiração para a coleção Cruise 2017 da Louis Vuitton.

Nicolas Ghesquière usou como inspiração um Brasil que vai além de beleza natural e da sensualidade, para a coleção Cruise 2017 da Louis Vuitton reuniu futebol, samba e praia, mas com uma mistura bem interessante, também usou como inspiração a arquitetura de Niemeyer, após visitas a Niterói, Brasília e São Paulo.

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A arte brasileira, os esportes como asa delta e parapente foram o foco da coleção, aparecem nas cores e nos recortes das peças vazadas. Provavelmente não tirou os olhos do céu do Rio de Janeiro e do surfe, que também marcou presença nos sapatos em neoprene, material muito usado pelo estilista. Ele também usou a assimetria desconstruída de Hélio Oiticica e a arquitetura de ondulações orgânicas de Niemeyer,

o estilista misturou seu próprio traço aerodinâmico, que aparecem nos grafismos das estampas das bolsas, item clássico da maison. Também fez uma homenagem a Pelé do cearense Aldemir Martins, mais uma das referências evidente da coleção, junto com Oiticia.

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23 e 24

Ombreiras

Quando falamos em ombreiras logo pensamos “tão anos 80!” os quais serão eternamente lembrados como uma década onde o exagero e a ostentação foram marcas registradas.

Na verdade foram lançadas na década de 40, como uma forma de fortalecer a imagem da mulher, que começava a assumir cargos antes ocupados pelos homens, que estavam indo para guerra. As mulheres se sentiam mais fortes e poderosas, com o visual de ombros largos, que sutilmente arremetiam ao físico masculino.  Na década de 50 com volta dos homens ao mercado de trabalho, as ombreiras caíram em desuso e então na década de 80 retornaram quando as mulheres partiram em busca de seu espaço no mercado de trabalho e político.

No século XXI as ombreiras são apenas um acessório que pode ser usado do lado de fora da roupa, valorizando o look, agora as mulheres não precisam parecer com os homens na forma de se vestir, conquistou o direito de ser feminina sem deixar de lado a competência e capacidade no mercado de trabalho.

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Tem para todos os estilos, e faz parte do curso de customização da Sigbol, venha conhecer.

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Por  Pri Marx, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 12345678910111213151617, 18,  2021 e 22.

 

Passo a Passo: Colar de Cordão Encerado

Para este passo a passo, você vai precisar de:

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  • Corrente com elos grandes
  • Cordão encerado (na cor de sua preferência)
  • Linha de croche ( na cor de sua preferência)
  • Argolas
  • Fecho lagosta
  • Alicates para bijouteria
  • Tesoura
  • Fita métrica ou régua

 

Pronto? Comecemos…

 

1º passo: Corte os cordões encerados nos tamanhos desejados (três fios do cordão encerado, com mesmo tamanho, e uma vez na linha, da mesma forma). Deixe espaços de 25cm entre cada conjunto (exemplo, para o primeiro elo corte 50cm, para o segundo corte 75cm, e assim por diante, repitindo o processo até completar os elos). Ao final de cada cordão, dê um pequeno nó, para que não desfie.

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2º passo: Meça o tamanho da corrente, e coloque os cordões nos elos, por ordem de tamanho. Repita o processo até finalizar.

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3º passo: Coloque uma argola em cada nó.

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5º passo: Coloque as argolas e o fecho.

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E voilá: um colarzão novinho e lindo pra você!

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Por Pri Marx, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion

 

Pirarucu: dos rios da Amazônia para as passarelas internacionais

Na Amazônia, o desperdício das peles dos pescados após a limpeza dos peixes chega a até 183 mil toneladas anuais, material quem originalmente, era descartado por não servir ao consumo humano. Porém, atentando para esses números, um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (o INPA) conseguiu enxergar a possibilidade de transformar esse resíduo em material consumível e, posteriormente, produto comercializável. Desenvolveram então uma forma de explorar o curtimento do couro de alguns peixes para uso da indústria da moda, na confecção de roupas, bolsas, calçados e acessórios.

FOTO 01O grupo experimentou também trabalhar com peles de peixes regionais maiores, como o pirarucu, entre outros, e conseguiram obter couros diferenciados, resistentes, macios, fáceis de tingir e com texturas exclusivas. Cada peixe tem seu nicho de mercado: o surubim tem manchas e pintas que conseguimos manter no couro, já a pirarara tem um couro tão resistente quanto o do boi e o pirarucu tem uma malha muito diferenciada, resultante do processo adotado para a retirada das escamas.

O primeiro cuidado para conseguir uma pele com tanto aproveitamento foi a mudança da forma de separar as escamas do filé: a maneira tradicional “fere” muito a pele do pescado. No INPA, diversos tipos de corte foram testados e a equipe já ajustou um padrão para cada espécie de peixe. Nos curtumes modernos, os restos de carne e as escamas são retirados da pele com a ajuda de enzimas e com uma sucessão de processos também aperfeiçoados pelo grupo. Alguns estilistas badalados já estão de olho no potencial das peles de peixe no mundo da moda, em razão da exclusividade, novidade e sustentabilidade, pois trabalham com o que, hoje, seria descartado.

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O Pirarucu é um dos maiores peixes do Amazonas, e é popularmente conhecido como ‘’O gigante da Amazônia’’. Sua pele pode ser tingida em diversas cores, tais como bege, bambu, azul jeans, marrom e berinjela. Pode chegar a 3 metros de comprimento e pesar até 300 quilos. Além de pele, as escamas podem produzir diversos acessórios. Seu couro apresenta vantagens em relação ao bovino, por sustentar mais tensão, uma vez que suas fibras são entrelaçadas enquanto as dos bovinos estão dispostas paralelamente. Há seis anos, as escamas do pirarucu também se transformaram em matéria-prima, muitas vezes irreconhecível, para a criação de acessórios usados por muitas mulheres em capitais da moda, como Paris. É a sustentabilidade no Brasil ganhando espaço no exterior.

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Peças produzidas com o couro do Gigante da Amazônia pela grife carioca Osklen:

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Sapatos, vestidos e acessórios:

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Por Natalina Porto da Silva Melo, professora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8