Moda e sustentabilidade.

A moda é uma das maiores indústrias do mundo, tando no desenvolvimento de novos empregos e da economia. E também é uma área que consome muitas matérias-primas, água, energia e químicos necessários para o funcionamento deste segmento. O setor têxtil, principalmente o de jeans é um dos mais poluentes, é necessário mudanças para inovar esses processos para não prejudicar o meio ambiente, devido a essa necessidade, surgem novos modelos de negócios de moda que usam maneiras que possibilitam sairmos do convencional, e mostram que é possível diminuir os impactos ambientais com o uso de energia renovável, reutilização de água, reciclagem de matérias-primas, melhores condições para os trabalhadores entre outras coisas.

A marca À La Garçonne, de Fabio Souza e Alexandre Herchcovitch é um exemplo nacional, eles desenvolvem peças únicas a partir do garimpo de roupas prontas, materiais reciclados e tecidos esquecidos. Uma coleção em que a sustentabilidade surge através da criatividade e o design da experiência do estilista.

Outro nome na moda é Paula Raia, ela precisa de mais tempo para produzir suas coleções, já que seus processos são orgânicos e artesanais. Ela desfila apenas uma vez por anos, em sua própria residência, para pouquíssimas pessoas, ela tem uma única loja que recebe novidades em um tempo necessário que não enlouquece suas consumidoras. Suas peças são de uma beleza e riqueza que evidencia uma constante evolução sem muitos exageros.

A estilista Flavia Aranha está no mesmo caminho, ela será a primeira marca de moda no Brasil a ganhar o selo B, dado a somente as empresas sustentáveis, isso não significa que ela fuja da tecnologia, ela foi em busca de artesões pelo Brasil até formar uma rede de colaboradores que envolve 20 microempresas e cooperativas. Todo o processo é artesanal, as encomendas são feitas em pequenos volumes. Flavia produz seu próprio tecido e usa plantas para o tingimento de suas peças.

Aos poucos a moda está espelhando se na nova realidade, onde os profissionais exercem uma grande responsabilidade ao desenvolver os produtos que não prejudicam o meio ambiente. Revisar o atual processo é necessário, e abre espaço para novas ideias de como produzir e consumir moda com consciência ecológica.

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 10

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