Curiosidade: Agulhas de costura como armas letais

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Foi durante a segunda Guerra Mundial na década de 40, em que a Inglaterra queria desesperadamente derrotar a Alemanha que  houve um experimento com agulhas de uma grande marca de fornecedores da época.

Sim se engana quem pensa que naquela época agulhas serviam apenas para costurar nas máquinas chamadas pretinhas, o Centro de Pesquisa do Ministério da Defesa britânico fez na época um pedido surreal em quantidade de agulhas, com muitas especificações e detalhes, a empresa fornecedora mal sabia para que serviria aquela quantidade tão grande de agulhas, mas desconfiaram que pra costurar é que não seria.

Uma das respostas da empresa foi:

Datada de 24 de dezembro de 1941, diz: “Temo que não conseguimos entender inteiramente seus requerimentos. Analisando seu pedido, parece que as agulhas que necessita são para algum outro propósito, que não para máquinas de costura. Em todo caso, gostaríamos de ajudá-lo, se for possível”.

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Em dezembro de 1941 quando aconteceu esse pedido de agulhas, o propósito delas foi questionado por um dos executivos da empresa abastecedora, e a resposta foi realmente surpreendente. Chefiados por Dr.Paul Fildes, os pesquisadores do centro de pesquisas famoso por desenvolverem experimentos químicos e biológicos trabalhando junto com cientistas canadenses e norte-americanos desenvolviam um tipo de arma “não destrutiva, mas mortal”.

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Esses pesquisadores estavam bem empenhados em desenvolver uma arma que matasse muitos e fizesse o mínimo de estrago possível, nada de explosões grandiosas e alarmantes, o que eles queriam realmente era uma arma altamente letal para ser utilizada em campo aberto contra tropas inimigas, mas que não destruísse o local como as bombas convencionais e o gás mostarda (guerra química).

A ideia inicial seria fabricar tipos de dardos com as agulhas, com antraz ou ricina (que é uma proteína presente nas sementes da mamona, letal e agressiva apesar de ser parente do óleo de rícino é considerada uma das mais perigosas toxinas vegetais existentes).

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Para se ter noção, cada bomba levaria em seu interior cerca de 30 mil dardos envenenados, em testes feitos em animais a proporção de acerto foi assustador, segundo dados: 90% dos animais  em posição horizontal, e 17% dos que estavam na trincheira (um tipo de escavação) foram atingidos. No corpo a substância se manifesta dessa forma, caso a pessoa arrancasse a agulha depois de 30 segundos, estaria morto em menos de 30 minutos, agora se por acaso ela retirasse a agulha (dardo) antes de 30 segundos, em cinco minutos sofreria um colapso que o incapacitaria de seguir lutando, podendo ficar defeituoso.

Resumindo, essa pesquisa não avançou apesar da eficácia destrutiva comprovada e do baixíssimo custo de produção, afinal são apenas agulhas, o Ministério de Defesa abortou o projeto. A justificativa foi de que os dardos não seriam capazes de atingir alvos em prédios ou veículos, coisa que não seria problema com as bombas convencionais.

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Por Andreia de Araujo, coordenadora do Núcleo de Modelagem da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6 , 7, 8, 9, 10 e 11.

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