Moda sem Gênero ou Genderless, vai pegar?

No início deste ano, a Louis Vuiton fez uma campanha para a coleção feminina e ousou em convidar o filho de Will Smith, Jaden Smith de 17 vestindo um look total feminino, causado murmurinho no mundo da moda. Ele não foi escolhido à toa, dono do seu próprio estilo.foto 1 foto 2

Esta campanha reforça a onda da moda sem gênero que invadiu as passarelas de outras marcas, este estilo é também conhecido como plurissex, genderless, agender , gender-bender ou moda andrógena. Mas como definir este estilo, que vem ganhando força no mundo da moda e nas ruas.foto 3 foto 4

Chanel foi uma das primeiras a viajar no universo masculino, usando peças masculinas dando liberdade ao corpo em uma época em que as mulheres se apertavam com os espartilhos. Baseada nas modelagens das roupas masculinas desenvolveu roupas elegantes e confortáveis para o público feminino. Baseada em suas próprias necessidades, Chanel deu liberdade e conforto para o público feminino.3

Desde 2015 este estilo começou timidamente a aparecer nos desfiles tanto nacionais como internacionais e está se fortalecendo neste ano de 2016. Mas será que realmente vai pegar?4

Para responder esta pergunta é só fazer uma análise do comportamento do atual consumidor, principalmente os mais jovens, que adoram freqüentar os setores de peças masculinos para compor seu visual fashion e confortável. Quem nunca ousou em pegar emprestada uma peça do guarda-roupa do namorado, do pai ou do irmão?5

As peças do estilo sem gênero vestem tanto homens e mulheres, sua modelagem é desenvolvida para ambos, principalmente em tecido plano que possibilita um bom caimento.6

Mesmo com essa mudança algumas marcas ainda acham importante a divisão de peças feminina e masculinas. Mas essa nova geração de consumidores não se importa tanto com essa divisão.

Quando o mercado começar a entender a linha de raciocínio deste consumidor que é simples, “eu gosto, eu compro”, surgirão lojas sem divisão de gênero.foto 17 foto 18

Algumas marcas desde o ano passado já aderiram a este estilo simples , sem gênero . Na Gucci no desfile de inverno 2016, mulheres e homens vestidas com as mesmas roupas, não dava pra identificar qual era o sexo que estava desfilando. Na mesma temporada outros criadores fizeram o mesmo, como a Prada, Armani, Kenzo e Vivienne Westwood.7

No Brasil também para o inverno 2016 o estilista Ronaldo Fraga aderiu a mesma proposta, ousou na passarela com uma performance, onde os modelos tiraram a roupa e fizeram a troca.foto 24 foto 25

O lado positivo deste estilo sem genro está na redução de custos,  diminuir estoques, melhor aproveitamento das matérias-primas e minimizar o tempo para produção das peças devido a padronização da modelagem.

Lembrando que a moda é para todos, o mercado precisa ficar atento nas mudanças de comportamentos que geram novos mercados.  Em breve, vestir calças, saias, rosa ou azul, blusas com laços não vai ser mais coisa de menina ou menino. Simplesmente será mais uma opção estética, que vai muito além do estilo.

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de criação da Sigbol Fashion.

Referências: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28 e 29.

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