Mudanças no mundo da Moda.

PAINEL - MUDANÇAS NO MUNDO DA MODA

Com o nascimento de uma nova geração de consumidores que cresceu com o imediatismo das redes sociais, aconteceram várias mudanças principalmente no mundo da moda. Hoje temos acesso  aos desfiles, que antes eram só para profissionais da área. Podemos saber antecipadamente o que entrará  na moda na próxima estação, tudo ao vivo.

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O consumidor assiste tudo por um smartphone, tablet ou notebook e acaba não entendendo o conceito das coleções e porque precisa esperar seis meses para consumir os produtos que ele amou.

A internet possibilitou o acesso rápido, à ingressos, produtos de moda, comida, viagem, tudo muito rápido, mas acabou gerando uma necessidade enorme de novidades o tempo todo.

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Mas o cliente não consegue entender o motivo das peças dos desfiles serem diferentes dos que estão na loja e o porquê da demora pra ele poder consumi-los. Deixando este atual sistema fora de uso.

Hoje os desfiles são muito importantes, funcionam como uma ferramenta de comunicação, mas precisamos de mudanças para os designers conseguirem melhores retornos de seus altos investimentos.

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No ano passado o CFDA debateu sobre o formato atual dos calendários de moda. O papel do desfile é seduzir a mídia especializada e também o consumidor, mas os produtos só chegam nas lojas seis meses depois. Com isso o desejo já dispersou, perdendo o interesse por aquela peça desejada. Todo o trabalho e investimento para despertar o desejo de consumo se perdeu e precisa se afirmar com campanhas e ações de varejo para que o público se lembre daquele produto e assim possa comprá-lo.

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A moda precisa se mover na mesma velocidade das necessidades e comportamento do consumidor e não pode se prender  a um sistema que não está funcionado mais.

Algumas marcas em Nova York estão  avaliando se vão apresentar o verão no verão e o inverno no inverno, já em Londres algumas marcas estão se ajustando a esta mudança, as roupas do desfile estarão nas lojas da marca após a apresentação.

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Esta novidade já esta causando impacto na moda, algumas marcas parisienses vão desfilar em janeiro feminino com masculino antes das marcas do prêt-à-porter que só desfilam em março, vão desenvolver num intervalo de 2 meses uma nova coleção e vendê-las imediatamente.

Certamente a mudança terá um impacto na indústria, especialmente a cadeia de compradores e fornecedores. A Burberry deixará de denominar suas coleções como inverno e verão, porque como uma marca global isso não faz mais sentido.

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Para o diretor da SPFW, Paulo Borges essa nomenclatura já perdeu o sentido, principalmente com as mudanças sofridas com a globalização, e com estações cada vez menos definidas perdeu o sentido falarmos verão ou inverno.

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Idealizador e diretor criativo do São Paulo Fashion Week, Paulo Borges.

As grandes marcas como Burberry, Gucci e Chanel usam seus desfiles também como ferramentas milionárias de marketing e negócios. As grifes conceituais e menores, não podem se distanciar do que as tornou relevantes: a criação original.foto 8

Models present creations for fashion house Gucci during the Men Fall - Winter 2016 / 2017 collection shows at the Milan's Fashion Week on January 18, 2016 in Milan. AFP PHOTO / GIUSEPPE CACACE / AFP / GIUSEPPE CACACE (Photo credit should read GIUSEPPE CACACE/AFP/Getty Images)

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Essas novas mudanças no calendário de moda passam a ocorrer a partir de setembro deste ano, iniciando por Nova York.

No Brasil, devido à adequação do calendário de moda à realidade atual do consumidor e do mercado, o SPFW será a primeira semana de moda a oficializar essa mudança aproximando o desfile do varejo. Pois o desfile nada mais é do que um instrumento para se chegar  ao  consumidor final.

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Em 2017, os desfiles do SPFW acontecerão no final de fevereiro e julho/agosto, ajustados às datas de lançamentos das coleções nas lojas. Segundo Paulo Borges, diz que algumas marcas já estão se adequando a essas mudanças.

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Na próxima temporada que começa dia 25 de abril de 2016, já acontece o abandono da nomenclatura Inverno/Verão, que por muito tempo acompanha as semanas de moda. Segundo Paulo Borges “não faz mais sentido, somos um país que não tem mudanças rígidas de estação.”

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Em novembro, mais próximo da mudança geral, o SPFW será hibrido nesse sentido, porque é uma construção de um processo adiante. E Paulo Borges argumenta, “o estilista não cria para ele, e sim para o consumidor. Este quer ver o novo e consumir rápido. É esse ajuste que vai se dar a partir de agora”.

Com esses ajustes, a moda vai começar a trabalhar em ciclos mais curtos e conseguir saciar a ansiedade em ter desfile, showroom e, sempre correr atrás de novidades para alimentar o consumidor.

Paulo Borges completa, “que todas essas mudanças que estão acontecendo no mundo da moda são benéficas para o Brasil, como somos mais jovens, com um mercado em construção.”

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Por Elizangela Gomes, professora do Núcleo de Criação da Sigbol Fashion.

Referências: 12345, 6789101112131451617 e 18.

Uma opinião sobre “Mudanças no mundo da Moda.”

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